Pecar por Excesso
Estamos vivendo o excesso da materialidade distorcida.
O que vale é o corpo.
Somos o corpo, e os valores do corpo imperam soberanos.
Portanto, o estado do nosso corpo dá a qualidade da nossa identidade.
Excesso de gratidão, pode ajudar a inflar um ego. Às vezes é bom mesmo, fingir uma certa dosagem de ingratidão, porque o excesso da gratidão pode fazer com que o generoso leve algum tipo de proveito em detrimento ao favorecido, por um ego inflado pelo exaustivo agradecimento do bem que favoreceu.
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"Toca meu cabelo como quem
tira um véu.
Marca minha carne como se
fosse brasa.
Sou excesso naquilo que me transborda, e você, meu amor,
é a gota que falta para iniciar a enchente.
Tenho lábios que anseiam beijar estrelas,
sua boca é minha constelação favorita.
É nesse céu da boca que preciso viajar."
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O não sentir sim é tão complicado quanto o sentir em excesso.
O desapego é tão cruel quanto a saudade.
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Você se contenta e aceita a realidade.
Não pede.
Não sofre.
Não cobra.
Não espera e
para você tanto faz se tudo der certo.
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Tanto faz se tudo morrer da porta
para lá.
Se é primavera ou outono.
Se o ano começou ou terminou.
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E o que ficou?
Não importa!
Não importa se é noite ou dia.
Se ela chega ou vai embora.
Se ele se desculpa ou nem se
importa.
Nada comove.
Nada surpreende.
Nada toca sua alma que já não sente.
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Os sentidos morrem.
O amor acaba.
A saudade finda e
no final nada fica.
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Apenas a falta do sentir e
a dúvida sobre o que um dia fez
sentido.
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"Eu ... ❤ acho que no fundo...
no fundo...o amor que eu dei,
é o amor que eu sempre sonhei
ter."
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Deve ser evitado o excesso de confiança, pensando que nada mais tem a aprender e cair no feio abismo da vaidade.
Excesso de autoestima é estupidez
A relutância do homem dentro do caos impressiona a nossa racionalidade kantiana, é como o Cândido de Voltaire: "tá ruim, mas tá bom, ainda bem que perdi apenas um olho, foi Deus quem me livrou", coisas desta natureza.
Aqui, infelizmente temos conhecidos, amigos e alguns parentes, com a vida emocionalmente e espiritualmente destruída, famílias desestruturadas, casamentos falidos etc... Contudo, suas postagens são de auto superação, de auto enganação, tipo "eu posso tudo, o universo conspira a meu a favor," Tolices "Coelhianas" (Paulo Coelho) deste tipo.
A vida física, para quem tem confiança em algo superior, numa esperança firme como âncora, estes não se iludem com a ideia de um final feliz na carne decaída. Contudo, sabe que este estágio da vida humana, onde se dá num mundo imperfeito e cercado por injustiça e violência de toda sorte, o homem não deve alimentar ilusões. Ilusões destes tipos levam ao descontentamento e à fadiga, à falta de fé.
O homem precisa equilibrar razão com emoção, saber das suas limitações, sem viver deprimido com sua condição mortal e impotente diante do caos.
Todavia, ainda há sim, uma receita para se ter felicidade relativa, apesar dos percalços do mundo, das injustiças sofridas por semelhantes, e pelo sistema, apesar das pedras que encontramos no caminho, não raro colocadas por nós mesmos, cada um deve encontrar um norte para onde deve remar seu barco, contudo, se não for movido pela substância divina do amor não chegará onde deseja em segurança.
Quase
eu quase morri.
não foi por falta de dor,
mas por excesso de espera.
quase fim,
quase meio,
quase gesto inteiro que se perde no intervalo.
quase vida —
essa sombra acesa que não ilumina.
quase amor —
esse sopro que não toca,
mas levanta poeira no peito.
quase ida,
porque eu ainda volto em sonhos.
quase vinda,
porque nunca cheguei por completo.
quase morte,
como um adeus sussurrado sem convicção.
quase destino,
feito linha torta que não ousa ser traço.
quase eu,
quase tudo,
quase nunca.
O excesso de burocracia é um solo fértil para a corrupção. Complicar o caminho gera a criação de atalhos e, esses atalhos, raramente são legítimos.
É melhor errar por excesso de misericórdia do que por excesso de severidade. Queres te tornar um santo? Sê rigoroso contigo, mas gentil com os outros.
O excesso de ocupação com as coisas da terra rouba o tempo para buscarmos as coisas do céu (Lucas 10.40-42).
O PESO DE SUMIR.
Sumir não é desaparecer do mundo. É retirar-se do excesso. É calar onde o ruído se tornou moralmente insuportável. É um desejo que não nasce da covardia, mas do cansaço antigo de existir sem abrigo. Há quem deseje sumir não para morrer, mas para finalmente respirar fora da vigilância alheia.
Na vida a dois, o desejo de sumir assume outra densidade. Não se trata apenas de fugir de si, mas de ausentar-se do olhar que cobra constância, presença contínua, resposta imediata. Amar também cansa quando o amor é vivido como obrigação de permanência absoluta. O convívio diário pode transformar-se em tribunal silencioso onde cada gesto é julgado e cada silêncio interpretado como culpa.
Sumir, então, passa a ser um pensamento recorrente. Não como traição, mas como defesa. Um recolhimento íntimo onde a alma tenta reorganizar-se longe das expectativas. Há amores que não percebem quando o outro precisa recolher-se para não quebrar-se. E há silêncios que não são abandono, mas súplica por compreensão.
O peso de sumir é carregar a ambiguidade de querer ficar e, ao mesmo tempo, desejar não ser visto. É amar e sentir-se exausto. É desejar o colo e, simultaneamente, a solidão. Na vida a dois, esse peso se agrava porque o sumiço nunca é neutro. Ele sempre fere alguém, mesmo quando é necessário.
Entretanto, ignorar esse desejo é mais perigoso. Quem nunca pode sumir um pouco acaba desaparecendo por dentro. O afastamento consciente pode ser mais honesto que a presença vazia. Às vezes, amar exige a coragem de permitir que o outro se recolha, sem transformá-lo em réu, sem exigir explicações que nem ele mesmo possui.
Desejar sumir não é negar o amor. É tentar salvá-lo do desgaste. É compreender que a vida a dois só permanece digna quando respeita os intervalos da alma. Permanecer não é estar sempre. Permanecer é voltar inteiro.
E somente quem aceita o peso de sumir com lucidez descobre que o verdadeiro compromisso não é com a presença constante, mas com a verdade silenciosa que sustenta o vínculo mesmo quando o mundo exige máscaras.
Dizem que o excesso de amor sufoca, quando na verdade o que sufoca é a não existência dele... Amar somente a dois, amar sozinho é dor...
" Quando tá CALOR, tá calor demais, quando tá FRIO, tá frio demais, tudo em excesso, mas DINHEIRO em excesso que é bom NADA!!!
—By Coelhinha
Às vezes, a alma se cala não por ausência de pensamentos, mas por excesso de verdades que o mundo ainda não está pronto para ouvir.
Cuidado com o excesso de açúcar em suas declarações de amor. Além de soar falso, pode provocar uma crise de diabetes no seu destinatário. O melhor será mostrar os seus sentimentos com moderação e verdade.
