Pecar por Excesso
...Chegando a conclusão que o excesso de confiança resultará em escassez de qualidade.
Como um egocentrismo forçado e um elevadíssimo ego que propiciasse que o errado se realize.
Como esperar muito, e ao final, concretizar-se em pouco.
FRUSTRAÇÃO
"Frustração não é nada senão a mistura equivalente do nosso excesso de expectativas com a absoluta incapacidade de que algo que desejamos aconteça"!
E ainda existem pessoas com medo do vazio, confesso que temo mais o preenchimento em excesso, esse pode matar a gente sufocado.
Posso ter excesso de sinceridade, mas jamais terei excesso de mentiras e falsidade para com as pessoas!
...
Culpado
Pelo que consta nos autos do processo
a culpa que tenho se deve ao excesso
de amor dedicado, e que não mereço
mas que mesmo assim fizeste questão de me dar.
Em minha defesa só tenho a dizer
que ousei um lindo sonho conceber.
Mas quando do meu despertar
me dei conta que a verdade do sonho
é diferente da verdade do acordar.
Se sou acusado até por mim mesmo
por ter levantado castelos de areia
tão pertos das ondas do mar,
Eu hoje acredito que o melhor
de brincar de castelos de areia
É saber que sempre há chances
de recomeçar.
Tens essa magia, talvez a mania
de fazer o tempo deixar de correr.
É como se nada tivesse importância,
e como se nada mais fizesse sentido.
E apenas existisse por breves instantes
o eu e você.
Concluindo, me declaro culpado
e já fui condenado a viver com saudades de ti.
Aprisionado por este amor e sem "habbeas corpus"
andando por estes sonhos cada vez mais tortos
mas com direito a lembrar que te fiz feliz.
Eu vejo esse "SER"
Esse meu excesso de sinceridade, nem sempre será interpretado de maneira correta, preciso aprender a ter o convívio correto, com essas pessoas, sem equilíbrio ou maturidade, aquelas no qual acreditam, na amizade construída em alicerces duvidosos, deficientes de amor, carentes de atenção, onde o seu show, jamais poderá ser interrompido, cedendo espaço para outra estrela brilhar, preciso ter cuidado, com essas que se preocupam com seu mundinho irreal, essas sempre roubarão a cena.
Maquiam seus olhares, mas vejo imagens de abandonos, sem saberem como contornarem tal situação, suplicando a todos por compaixão.
A essas minha total indiferença irá prevalecer, agirei de maneira diferente, sem paciência, pois vivem somente para a faculdade do seu “SER”. O meu radicalismo se manifestará, podendo transparecer sentimentos cruéis, existentes em mim, adiando mais ainda a vontade de perdoar, analisarei essas amizades como um grave problema, tornando-se impossível, qualquer forma de conviver com pessoas que carregam na bagagem características desse “SER”.
Como descrever o que estou sentindo?
Me faltam palavras e excesso de sorrisos.
Sei que tenho medo, medo de algo que me machuque ainda mais que outrora
IV. A lucidez que enlouquece
Nem toda loucura é fuga. Algumas são excesso de lucidez. Quando se vê demais, sente-se demais. Quando se compreende além do que é possível suportar, a mente busca rotas que a consciência não escolhe. Há dores que não cabem na razão, e há verdades tão nuas que dilaceram.
A lucidez, quando absoluta, é um risco. Porque ver tudo sem véus é também ver o absurdo, a finitude, o vão das promessas humanas. E nem sempre se está pronto para permanecer são dentro desse deserto.
A loucura, por sua vez, aparece como véu restaurador. Ela recobre o intolerável, inventa símbolos, reinventa a lógica. Cria sistemas próprios onde o indivíduo pode ainda ser deus, vítima, redentor, qualquer coisa que impeça o colapso. É nesse sentido que a loucura pode ser também criação, não destruição. A reconstrução de um universo interno, com regras próprias, para que o ser não se desintegre.
E no entanto, mesmo no delírio, há beleza. Porque onde há linguagem, ainda que dissonante, há desejo de expressão. Onde há construção, ainda que simbólica, há instinto de permanência. E onde há dor, há humanidade.
Compreender esse ponto é recusar a dicotomia. É não separar em rótulos estanques o que, na verdade, se entrelaça em ondas. Todos os que pensam profundamente já roçaram a margem da loucura. Todos os que criam com intensidade já sentiram a vertigem do descontrole. O equilíbrio é uma dança. E a lucidez verdadeira não exclui o delírio, apenas o traduz.
