Passou
"O tempo passou, branqueou-me os cabelos, pôs rugas em meu rosto,
tirou-me o vigor dos passos,
levou-me as ilusões da mocidade,
mas deixou-me ainda muitos sonhos...
Tô bem!
Tô legal!
Continuo acreditando na beleza da vida
e na grandeza do amor.
Amar é um dom, e se amar é o melhor de tudo!"
Haredita Angel
21.12.24
CONSELHOS
Caso você esteja só, esperando pelo tempo, tempo que já passou, tempo que não volta mais, tempo que você não esquece jamais.
Se por dentro a solidão te faz chorar, por ter perdido aquela chance de falar o que sente no coração.
Uma ausência inexplicável, sente que tudo vai parar até parece que a consciência vai falhar... Se pergunta se vai morrer sem amar?
Esquecer de onde está, sem a preocupação em voltar pra realidade, para ver a verdade e acreditar que não acabou, que tudo passou sem você notar.
Então;
Não deixe se quebrar
Não deixe amizade acabar
Não desista sem tentar
Não acorde sem sonhar
Não espere perder para valorizar
Tente confiar e acreditar no amor
Não deixe a página virar
Não deixe a história acabar
Não esqueça tudo que você já ganhou
Não permita o fim, acredita que você também nasceu pra ser feliz.
T.Lauren
Jesus mesmo passou por isso. Ele curou, ensinou, amou… e quantos o abandonaram? Dos dez leprosos que Ele curou, só um voltou para agradecer (Lucas 17:11-19). Ele foi traído por Judas, negado por Pedro e abandonado por muitos. Mas isso não mudou quem Ele era nem seu propósito.
Pessoas, inseguras,ingratas que passa, ou passou por várias frustrações, ou até mesmo problemas emocionais que as levam a buscar controle sobre os outros. Infelizmente, algumas encontram satisfação temporária em diminuir os outros para se sentirem superiores.A Bíblia nos ensina a lidar com esse tipo de situação com paciência e amor, sem permitir que isso nos afete profundamente. Provérbios 15:1 diz: "A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira." Ou seja, não devemos retribuir com a mesma atitude, e comportamentos imaturo, mas sim agir com sabedoria e graça.
Fragmento de Alguém
Não há começo.
Há restos.
O que ficou depois que a vida passou
e os olhos ficaram presos à janela.
Não é nome o que se carrega,
mas marcas —
de amores que queimaram antes de aquecer,
de palavras ditas tarde demais,
de silêncios que falaram por nós.
Já se imaginou inteiro,
quando a juventude ainda ardia
e alguém dizia que o tempo era um engano
e amar, uma vertigem sem rede.
Depois, aprendeu a ternura dos gestos mínimos.
O chá servido com mãos que tremem,
a música baixa que cobre a ausência,
o toque que não exige, mas ampara.
Não se busca memória.
Busca-se não sumir.
Não se deseja contar,
mas apenas soprar os cacos
de quem ainda respira entre ruínas.
Não se sabe terminar.
Nem os versos.
Nem os dias.
Nem a si.
Fragmento de Mim
Não começo.
Não termino.
Sou o intervalo entre o que passou e o que nunca veio.
Carrego pedaços —
ecos de vozes que já não me chamam,
calafrios de toques que o tempo apagou.
Já me entreguei inteiro a quem não ficou.
Já ardi por dentro sem que ninguém visse a fumaça.
Aprendi a amar no escuro,
com medo da luz mostrar demais.
Hoje, caminho com mais cautela.
Não por medo, mas por memória.
Há ternura no gesto contido,
há desejo no silêncio que não grita.
Não procuro mais sentido.
Procuro abrigo.
Um canto onde eu possa não explicar.
Apenas ser — sem enredo, sem promessa.
Tenho um mundo dentro que ninguém visita.
Um vazio que aprendi a conversar.
Às vezes, só preciso que alguém escute
o que nem eu consigo dizer.
Sou feito de pausas,
de tentativas,
de páginas rasgadas que nunca viraram história.
Mas ainda estou aqui.
Mesmo que em pedaços.
Em que momento a ausência de alguém
passou a ocupar tanto espaço em mim?
Talvez tenha sido aos poucos
Em pequenos momentos, onde esperava uma notificação enquanto encarava uma tela vazia
Talvez tenha sido entre pequenos momentos que me lembraram a ti
Aquela ponta de vontade de escrever algo
Mas com medo ou orgulho demais pra me apegar ou incomodar
Então eu me calo.
Finjo não sentir tua falta por algumas horas
como quem tenta convencer a si mesmo
de que consegue viver sem esperar por você.
Mas basta teu nome surgir na tela
e tudo em mim desmorona de novo,
essa falsa distância,
esse teatro de desapego
que nunca dura muito tempo.
Porque a pior parte da saudade
não é tua ausência.
É perceber o quanto da minha rotina
começou a girar em torno dela.
O tempo passou,eu ainda sou eu, se sou visto como antes não sei,o coração continua o mesmo inconsequente.
Passou pela minha mente,pelo meu coração,pela minha frente,pela minha rua,e não ficou na minha vida.
Hoje eu vi você.
Estava sozinha, distraída, ausente, mas quando você passou, eu o vi. Num ímpeto me levantei, gritei seu nome, acenei, mas você só passou!
Passou rápido! Deixou seu cheiro no ar...
Não me conformei. Estabanada, procurei a chave do carro, nem sequer coloquei o cinto de segurança, primeira marcha, e parti! Parti atrás de você...
Você já estava longe... Acelerei!
Meu coração disparado, meus pensamentos em desordem, só sabia que tinha visto você!
Nem sei se queria falar com você, ouvir sua voz, não sei se tinha alguma coisa a lhe dizer ou se você teria alguma coisa a me dizer! Mas eu o vi, e não resisti...
É sempre assim, não é mesmo? Na hora tudo se resolveria, pensei. Na hora, quando os olhos se encontrassem, as mãos se tocassem, o corpo falaria...
Você virou a esquina. Virei também... Você continuava de costas. Eu continuava a te seguir, agora devagarzinho...
Você parou. Eu estacionei.
Minha voz estava embargada. Não conseguia dizer seu nome. Então, te toquei... Um toque leve, sutil, carinhoso...
Você se virou para mim. Virou-se e não me reconheceu.
Continuei sem dizer seu nome. Se não saíra antes, muito menos sairia agora. Depois de tudo o que vivemos, você não sabia de quem eram aqueles olhos que insistiam em querer te levar a resposta à boca!
Era eu! Seu amor! Seu grande amor! Por que não me reconhecia?
Só que você continuava assustado, arredio, como se não entendesse absolutamente nada do que se passava ali...
Um outro homem passou à minha frente. Também vi você.
Olhei para o outro lado. Lá vinha você outra vez!
E lá dentro do carro, no semáforo, você sorria para mim!
Mais confusa ainda, dei meia volta, te deixei ali parado, atônito, e sem qualquer explicação, voltei para casa.
No caminho, encontrei outros de você, apressado, falando com outras pessoas, abastecendo o carro, comprando uma cerveja, ao telefone, questionando um auto de infração, sorrindo...
Mas hoje eu vi mesmo você!
Conviver conscientemente passou a ser uma arte que predomina em detrimento da ignorância que vegeta manipulada esperando start de whatsapp para saber como agir e conviver com as "verdades" impostas ao limite ilusório do cercadinho de terra plana.
Porque não falo sobre o meu passado? Bom é simples, o nome já diz, "passado". Passou e não vai voltar, mesmo que presente nas lembranças ainda esteja ele não vai voltar. Não sou a mesma pessoa de dez anos atrás, ou dois anos, na verdade mesmo não sou a mesma pessoa que eu era ontem...
As pessoas passam tempo demais em seus passados, e acabam esquecendo de escrever o presente, no futuro tudo que elas terão serão lembranças de um passado que poderia ter sido diferente se elas não estivesse tão concentradas em seus passados...
Talvez quando perceberem isso já será tarde de mais, e o passado terá destruído todo seu futuro...
O despertar de uma mulher
Agente acorda de manhã com cara de uva passa que passou à tarde no Sol, inchada e amassada e ainda assim ele olha e te chama de linda, de meu amor. Que coisa, se não for amor é um caso sério de hipermetropia.
Sabe qual é o grande barato de amar?
É ficar doido, se perder, se entregar e não ter receios.
Quando você começa com muita frescura e muita lenga lenga a coisa desanda. Se um dia você sentir de verdade este treco maravilhoso chamado amor, não tenha vergonha de ser idiota e fazer um monte de besteira.
Melhor é tentar, falar, berrar e amar e ter um monte de histórias toscas para contar um dia, que ficar como uma donzela sentada, esperando... esperando... esperando e quando se der conta você esta pior que a vovozinha e nem o Lobo Mau quer te comer.
Chega!!!
Hora de viver e se for para morrer que seja de amor.
Beijos
Rê Pinheiro
Desde que a CBF passou a pensar com os pés, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a cabeça.
No girar das horas
mui lentas,
um ano se passou
sem a justa resposta
e a devolução
da justiça ao General
que é devolvê-lo
à liberdade plena.
O General se
encontra pelo
jeito sem um
novo advogado,
e este poemário
em si não tem
muita utilidade
a não ser de
não deixar
o General cair
em esquecimento.
O poder do amor
e as redes
até o Luís Carlos
conseguiu a libertação,
e até agora só sei que
o físico do General
segue no abatimento
que só aumenta
a visível judiação
da aparência neste
ambiente que ninguém
cultiva a tolerância
e a cristã clemência.
A nossa união passou
por tudo e não nos
desgrudamos por nada.
A nossa união vale
mais do que ouro fino
do mais alto quilate.
Celebramos com gala,
honra e todo o candor
o feito do destino
em ter colocado
no caminho: o amor.
Passou o Natal,
passou o Ano Novo,
tudo está igual;
só não passa
o desgosto que
continua infernal
e não passam
o ódio e o rancor
por vício habitual.
Estou sem crer
que houve um
indulto surreal;
Já era tempo
de abandonar
o apego por tudo
o quê é brutal.
Inunda de medo
o quê pode vir
acontecer com
o Tenente Coronel,
com a tropa
e com o General
preso injustamente
que continua vítima
de atraso processual.
Estou sem crer
que houve um
indulto surreal;
O Ano Novo chegou
e para os presos
de consciência
tudo continua igual.
Um Papagaio-charão passou
sobre nossas vistas,
E foi assim que descobrimos
o amor em nossas vidas,
Você me entregou a inspiração
e tornei-me a poetisa dos seus dias.
