Passado
Como fazer com que as pessoas acreditem na sua mudança se você não é capaz de aceitar o passado e recomeçar? Por mais difícil que seja, aceitar o passado é preciso para que possamos recomeçar e nos basear nos ocorridos criando uma noção dos caminhos que devemos ou não seguir. Algumas mudanças são difíceis e dolorosas, por conta disso queremos que elas sejam reconhecidas por outros mas se nós não somos capazes de aceitar tudo o que foi preciso para se chegar onde chegou e se nós não dermos os valores e reconhecimentos necessários para nossas mudanças, ninguém mais será capaz de dar e digo mais será que é realmente necessário uma aceitação alheia ou a sua satisfação é suficiente? Reflita, talvez o principal passo seja fazer com você aceite que mudou para que só depois as pessoas compreendam, assim faríamos com que a compreensão alheia não seja uma necessidade e sim mais um detalhe, isso tornaria tudo muito mais leve e menos doloroso, também é necessário uma definição pessoal para que possíveis rejeições não te desanime ou até mesmo te faça retroceder, preparar a mente é necessário já que algumas mudanças correm o risco de serem rejeitadas mas o importante é a satisfação de cada um nós com tal mudança, estar certo de que é essa a mudança que você deseja é suficiente.
Como não podemos mudar o passado, façamos do nosso presente algo que no futuro nos traga boas recordações.
Se o passado não pode ser mudado e o futuro ainda não nos pertence, então vamos fazer do presente o caminho a ser andado
Dois lugares que insistimos tentar ir que não podemos. No passado que para trás ficou e no incerto futuro que podemos não chegar.
E, se eu não quero perder, para o passado do futuro o que eu estou a fazer hoje, preciso fazer tudo aquilo, que seja consolidado a lembrança sólida, motivo de orgulho, aceito pelo futuro, a ser inesquecível, valeu a pena, fiz o certo, o que eu queria fazer, foi bom, e legal, é, eu vivi.
Vieram os netos e bisnetos e a memória em meio as falhas tenta lembrar de um passado que foi ontem, mas que se apaga como se fosse menos importante.
Lembro de tanta coisa de uma vida distante, porém sou velha para lembrar o presente.
Tantas lembranças, tantas memórias que nas falhas do tempo, vão sendo lançadas ao vento.
Levo nas mãos meus sonhos, meus calos, meu sorriso, meu passado, presente e futuro...
Levo o que fui,
o que sou e o que serei...
Nada além disso.
Fugimos a pé,
do futuro que desce,
numa enxurrada
de lixo.
E, no passado,
atolamos uma das pernas.
E deixamos lá
um pé de sapato velho.
O presente é pétreo e imutável,
como uma estátua
sem pombos.
E, simplesmente,
existe-se...
A existência é
uma rodinha de
hamster.
Pra min o presente é passado, e peço desculpas se não estamos conjugando no mesmo tempo, e peço licença, pois sinto que estou atrasado.
