Paradoxo
Zombie paradoxo humano
O maior paradoxo da humanidade talvez seja evoluir tanto intelectualmente, enquanto continua falhando emocionalmente.
A música "Zombie", da banda irlandesa The Cranberries foi escrita por Dolores O' Riordan em 1994 pela vocalista.
Ela expressa sobre dor, a violência e as consequências dos conflitos armados na Irlanda do Norte, especialmente após o atentado do grupo IRA que matou duas crianças inocentes na Inglaterra.
A música é um desabafo contra o ciclo de ódio e violência que parecia nunca acabar.
A letra escrita em 1994, continua atual porque mostra como a violência e o ódio seguem atingindo pessoas inocentes.
O termo "Zombie" demonstrou na letra pessoas que vivem presas à raiva, ao trauma e a violência, quase como se estivessem "mortas por dentro". Como se estivesse repetindo guerras e conflitos sem consciência do sofrimento causado.
A letra reflete ao retrato da humanidade, ela nasceu nos anos 90, porém poderia ser escrita hoje. Me trouxe a reflexão que em pleno 2026, que ainda convivemos e o mundo infelizmente, ainda presencia guerras, ataques, discursos de ódio, violência nas redes sociais, conflitos políticos, religiosos e sociais.
Se observar, mudou o cenárario da situação anos 90 comprado ao hoje, mas a dor humana continua muito parecida.
Um mundo dividido por intolerância, pessoas emocionalmente destruídas por conflitos que muitas vezes nem escolheram viver.
É aquela velha conexão funcional, que a música não fala apenas de um fato específico, porém da repetição histórica da violência humana.
É uma música que revela o paradoxo de uma sociedade que aprende sobre a paz, porém continua produzindo guerra.
Busca-se na claridade o que se sabe oculto na obscuridade. Compreendo esse paradoxo humano; o temor das trevas também me habita.
Paradoxo: o STF converteu-se, aos olhos do público, em símbolo da ilegalidade impune. Quem nos salvará de nossos salvadores?
O Paradoxo do Estresse Humano
O ser humano — esse ser magnífico, dotado de inteligência e saber intelectual — dissemina conceitos para tudo que existe, para tudo que há de respirar ou apenas para aquilo que o incomoda e o estressa.
O ser humano é inventivo, revolucionário e criativo. Impressiona como, em menos de 200 anos, moldou o mundo com suas criações fantásticas: a eletricidade, métodos de prolongar a vida (e até de extingui-la) e o modo mais fácil de viver, com tudo na palma da mão. No entanto, tudo o estressa.
O ser humano é o único que escreve, transcreve, lê e relê. É o ser que pensa antes dos impulsos (talvez?) e que fala sobre o bem coletivo (quando lhe convém). Mas não tem paciência para preparar o próprio alimento; opta pelo delivery, comida que, por vezes, demora mais tempo para chegar do que ele levaria preparando a própria refeição. E isso, inevitavelmente, o estressa.
O ser humano é incrível em evidenciar problemas, apontá-los, criticá-los e reclamar de opiniões alheias. Mas, quanto a resolvê-los... ah, ele também se estressa. Para o homem atual, qual seria o maior problema? Seria realmente o estresse? Se sim, por que não elimina as causas desses estresses? A ironia é que, até para procurar uma forma de se desestressar, ele se estressa.
O ser humano surge em um mundo autônomo; um mundo que sabia se regular e superar dificuldades sem a necessidade de um "ser magnífico" e autossuficiente resolvendo tudo. Mas o homem não resolve, apenas cria. Seria, então, o mal da humanidade não o estresse em si, mas o próprio homem? Bem, nem todo homem gosta de filosofia, porque pensar demais estressa.
Penso que o mundo também está exausto do ser humano, já que ele degrada, destrói e corrompe. Inventa milhões de criações, mas não se importa com seus impactos, com a destruição ou com a biodegradação. No fim, quando precisa pensar em soluções para os problemas que ele mesmo criou — na tentativa de solucionar problemas anteriores — e precisa lidar com o fato de que está acabando com seu único planeta... ele se estressa.
Existência
O paradoxo da vida
Emergiu a minha existência
Puro antítese da sorte
Um misto de lucidez e demência
Parar, pensar e agir sensitivamente...suave
Como os flocos da neve
Que flutuam pelo ar,
E repousam mansamente na relva
Que solitária está.
Eis que na minha existência
Houvera de cingir- te a tua
Resplandente como sol
Oculta como a lua
Lua, oh lua !
Guarda-te todos os seus mistérios.
Pedir-te-ei a tua alma
O teu coração!
E adentrarei na tua mente.
Aí; Todos os seus segredos
Serão desvendados.
O paradoxo de um parasita reside na corrida evolutiva, explícito no controle da mente do organismo explorado. Viver galgando altos voos através da usurpacão da criatividade alheia, não faz sentido e por isso é insignificante. A partir deste princípio, é melhor a inexistência ou a permanência irrestrita em voos rasantes.
110126
Paradoxo: extrema fragilidade versos grandeza.
O que doutrora tornava o ser humano mais forte, que os outros seres da natureza ou universo, metamorfou- se e agora transformou- os nos mais frágeis. A capacidade de pensar desvirtuou- se. aquele( pensamento )que os protegia de serem esmagados findou- se, e agora fomenta a própria destruição.
080626
Há um paradoxo no desenvolvimento psíquico: a maturidade, tal como culturalmente construída, frequentemente corresponde a uma anestesia progressiva da capacidade de ser tocado. O bebê chora porque foi tocado em profundidade; o adulto sorri porque aprendeu a filtrar. Isso se chama de adaptação, mas a clínica conhece seus custos: o luto pelo excesso que foi domesticado, pela intensidade que foi chamada de inapropriada, pela ferida que foi intelectualizada para não precisar ser sentida. Quando no fim da vida algo se comove com um pôr do sol, não é regressão: é o retorno ao que sempre esteve ali, soterrado por camadas de contenção que, ao final, o tempo desfaz.
O homem suplica ao céu e, quando o céu atende, vira as costas.
Isso revela um paradoxo antigo: desejamos com intensidade aquilo que ainda não temos, e tratamos com indiferença aquilo que passa a nos pertencer. A ausência nos move. A presença nos acomoda.
Pedimos com fé, mas recebemos sem consciência. E assim transformamos dádiva em descarte, oportunidade em arrependimento.
A verdadeira oração talvez comece depois do "amém": na responsabilidade de honrar, cuidar e dar sentido ao que nos foi confiado.
Jefferson Pianco
O estúpido vive num paradoxo: pensa de modo limitado, age sem prudência e fala sem reflexão, mas acredita possuir sabedoria.
Faltando um pedaço
A cada dia morremos
No paradoxo da vida
E a cada dia que passa
Falta parte a ser vivida
Seja vida arruinada
Ou uma bem-sucedida.
Santo Antônio do Salto da Onça/RN
23/11/2023
Definir o humano como pecador e exigir amor ao próximo não é virtude moral, é um paradoxo lógico travestido de fé.
Paradoxo do livre-arbítrio: o que deus faria diante de uma alma que não é nem boa nem má? Não pode condená-la sem injustiça, nem salvá-la sem mérito.
Paradoxo da Percepção Inconsciente.
Premissa 1: "Ser é ser percebido" (como afirma Berkeley).
Premissa 2: A percepção depende da lógica.
Premissa 3: A lógica é inconsciente.
Conclusão: Se a lógica é inconsciente e a percepção depende dela, então a percepção não pode ser completamente consciente, ou seja, "ser" não pode ser completamente percebido.
Ler é um paradoxo: quanto menos se lê, mais fácil é pertencer a muitos; quanto mais se lê, mais raro se torna encontrar iguais.
O paradoxo da oração é que só encontramos descanso para a nossa correria quando paramos a nossa agenda para nos render ao Deus que controla o próprio tempo.
