Parada
E ficou pra contar historia um milhão de parada
Treta seria asfalto quente varias guia arrebentada
Aqui ninguém ta mais em casa catete é o piripaque
O que era beck virou crack e a juventude ta internada.
Vou levando a vida como o vento
Comovendo
As vezes parada e pesado de um mormaço
As vezes furioso antecipando a tempestade
De la para cá balançando os cabelos
Tirando as folhas de suas arvores
Espalhando sementes
Deixando um rastro que marca
Marcando presença
Invisível como lembrança
Não importa se são boas e ruins
Sou essencial sou ar que respira
Sou vento que refresca
Sou a falta que se sente falta
Sou sentida na flor da pele
Por quem me conheceu.
Tarde de domingo
Diz-me o que houve
E o que há de se fazer
Afinal a vida passa
Ficarás parada?
A lágrima caiu
O mundo divertiu-se
Uma cicatriz surgiu
E passou...
Manhã seguinte de sol
Chega antes da hora
Engula a noite sombria
Que minha alma desola.
Se comparado ao eterno, é nada
Se comparado ao inferno, é essa a parada
O inferno não é nada e é o mundo
O mundo nada.
Céu nunca acaba.
E ontem eu a vi parada às margens do rio
E não eram aquilo lágrimas que enchiam teus olhos?
E todos os peixes que permaneciam na água suja morrendo
Teriam eles te deixado hipnotizada?
Três paradas de ônibus,
Três idosos, um em cada parada,
Nenhuma parada do ônibus.
Sociedade parada na ignorância...
Estava parada olhando o mar sentada na areia, e então um menino que aparentava ter seus cinco anos se aproximou, ele sentou ao meu lado e me perguntou "o que é o amor", eu olhei diretamente no rosto dele e abri um sorriso e retruquei
- o que você sabe sobre isso?
- Não sei nada.
Eu fique perplexa pois eu também não sabia o que era o amor e muito menos o que responder.
- Amor é... querer estar perto de alguém, se importar, procurar, se apaixonar todo dia pelo jeito que ela anda, que ela se veste, que ela fala, que ela te olha, que ela sorri, o jeito que ela mexe no cabelo... amor é gostar demais.
A Parada
outra vez
de ordem
pra mudar
com espírito
declarar
fascinada
encantada
a parada delicada
viajada
de minhas flores
de todas as cores
semeadas
estudadas
implantadas
de amor
Se você se incomoda de onde está, mexa-se, pois nem mesmo a sombra fica parada diante do brilho do sol.
Sem limites
Sem fronteiras viajo sem rumo
Sem destino sem caminho no mundo
Sem parada, sem seguidas ando só
Corro riscos e não tenho medo
Descubro segredos que me levam,
a sonhar sem ninguém só Deus a me vijiar
Me levo com o vento me perco no tempo
Vou na contra mão
Vejo o destino
O mundo dando voltas em minha direção
Eu desafio o perigo
Aquela louca adrenalina
O meu abrigo é o meu coração.
Vai ver essa parada de sofrer por amor é igual estar numa fila de banco...
Pode até demorar pra ser a sua vez, mas a sua hora vai chegar.
Você é o meu porto, o lugar certo da minha parada, onde meu coração se desarma e esquece das tempestades em alto mar.
Madruga? Ou madroga? É porque já fui viciado nessa parada, ela vinha trazendo reflexões que me deixava chapado tipo efeito cafeína me tirava o sono. Saia do planeta terra e entrava no meu mundo onde só tinha eu e o meu imaginário.
Um vício de reflexões, me fazia ir bem longe achando minhas verdades, para lidar nesse mundo moderno.
Autor: @n_.guimaraes
E vem embrulhado como canapé,
Mostre-me quão ignorante você é.
Angústia bateu na parada Top,
Efeitos do Terror da Bomba Pop.
SONETO SEM VOLTA
Vai-se mais um talvez pra outra parada
Vai-se um, outro, enfim decaídas cenas
Que dói no peito, na solidão, e apenas
A teimosia para essa pesada derrocada
Cá na quimera, quando a dura nortada
Bafeja, os devaneios em alças plenas
Ruflam a alma em emoções pequenas
No ocaso do horizonte atiçando cilada
Também dos silêncios onde abotoam
Os suspiros, um a um, não perdoam
E choram, lágrimas pelos olhos vais
Na perfídia imatura, ilusões escoltam
Os sonhos, que sempre ao amor voltam
Mas que ao poético não voltam mais...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Outubro de 2020, 20’20’ – Triângulo Mineiro
E voo, voo longe sem fazer parada
Faço de flores e amores minhas curtas moradas
Ter um corpo que transita e me faz enxergar
Eu vou, eu sigo, estou onde eu sempre quis estar
Se eu sinto cheiro no ar, sempre vou me entregar
O verde vem na mente sempre só pra agregar
Lembro do medo da escuridão e inventei vida
Transgressão
Um gole
Uma saudade
Um olhar na estrada
Sem caminhos
Perdida,
Sem voltas, sem idas...
Parada no tempo
Fingida
Vestida de versos
Despida.
Uma música
Vinho
Trocando palavras
Nas ruas
Nua,
No vento
Nas asas
Voos, voando...
E chego em teus olhos
Sigo,
Sonhando !
Posa em mim
Faz do meu corpo teu abrigo
Faz parada nos olhos meus
Traz teu cheiro
Lambuza minhas narinas
Usa meu prato
Abusa da minha cama
Faz zueira
Bebe do meu vinho
Arrepia
Viaja na minha praia
Mexe as cadeiras
Acende o cigarro
Joga teu mel
Acende a fogueira
10/08/2020
