Para Educadores de Infância
A minha timidez na infância, me fez, uma criança boca fechada, depois um adulto quieto e inquieto, introvertido de poucas conversas, talvez o que explique o estar sempre a me escutar, e a escrever, quando estou a sós porque é no silencio que compreendemos a nossa consciência e é lá onde mora Deus.
Hoje é o Dia das Crianças, uma data especial para celebrar a infância e reconhecer a importância desse estágio na formação de cada indivíduo.
As crianças são seres iluminados, que nos ensinam sobre a simplicidade e a beleza da vida. Elas são os sonhadores e os mais resilientes, capazes de encontrar alegria nas situações mais simples. Com seu coração puro, elas são capazes de encher qualquer ambiente de amor e harmonia.
É nosso dever proteger cada sorriso e cada sonho que elas carregam. As crianças são as sementes do futuro e a esperança de dias melhores...
Feliz Dia das Crianças!
O ser humano, o homem e a mulher foram educados desde a mais tenra infância a acreditar que a vida é feita de “medidas”, que tudo se trata de quanto você pesa, de quanto você come, de quantos anos você tem, de quanto dinheiro acumulou, de quantas títulos conquistou e etc, quando na verdade a vida é efêmera, não dá para mensurar.
A Magia de Ser Criança!
Eu tinha me esquecido de como a infância é bela...
Vivendo em meio a tanta estupidez dos adultos. As crianças são puras, curiosas e têm uma alegria de viver. Por que é que nós perdemos tudo isso com o passar dos anos?
Eu, como todos sei que a vida não é fácil, são muitos os problemas e as decepções não param, mas o que nos impede de manter acesa a criança que um dia fomos? Por que não levar a vida de um jeito mais leve?
Rir, perguntar, ver a felicidade nas pequenas coisas, sermos mais sinceros, carinhosos...
Simples atitudes tão comuns nos pequenos e em nós grandes otários parece ser algo impossível. Queremos dinheiro, queremos competir, ser o melhor sempre, queremos ser belos, ricos bajulados, invejados... sempre insatisfeitos.
Buscamos a perfeição a qualquer custo... Tolos... Ela não existe!
Fico profundamente triste quando sinto que a minha criança quer partir e sempre a puxo de volta, mas e o medo de me distrair e ela de mim fugir...
Por um bom tempo deixei que a minha menina se afastasse, naquele momento perdi as risadas mais gostosas, as esperanças, mas agora ela voltou sorridente e calma, mesmo que ás vezes pensativa e inquieta.
Só espero que a minha alma não envelheça e que a pequenina não deixe de habitar os meus sonhos...
E a sua criança, ainda habita em você?
Ainda dá tempo de buscá-la...
Se o seu coração não sabe ainda o que deseja, basta lembrar de sua infância. A criança em você sabe o que você quer fazer.
Infância é adolescência
Na vida em 1 dia você e uma criança é no outro você e apenas um adolescente caminhando para a vida adulta sofrendo com os problemas da vida e com barreiras para o que realmente sonhamos. Hoje eu apenas digo que queríamos voltar no tempo em que éramos apenas uma criança de colo do que estar sofrendo com as advecidades é barreiras da vida que e conduzida no meio do caminho para sermos derrubados, Mas infeslimente sabermos que não e possível voltar no tempo é com isso sofremos até o dia em que as coisas forem passando.
"Um dia você dar valor a sua infância é enxerga que não deveria estar na mesma situação em que estar hoje".
"Infância"
Quando eu era criança vivia correndo atrás das pipas.
Hoje, que sou grande, as pipas caem em meu quintal.
Noites de infância
Lembranças que não são nem minhas
Crianças tem o poder
De volta e meia
Alegrar-se de alegria alheia
Janela da varanda
Noite, lanternas, neblina
A luz do mundo é uma vela acesa
Gente conversando
Sob as luzes do poste da esquina
Conversa que não dá pra ouvir
Eu na varanda
Esperando pai que não chega
Quando a mãe manda ir dormir
E quando mãe manda, ela manda
Mais outro dia
Menos um dia de infância
Noite quente
Amanheceu
E o pai já foi trabalhar
Vou esperar outra noite, ainda
Pois criança tem essa maneira, muito linda
Volta e meia
Ficar triste de tristeza alheia
Sentir tanto medo do inexistente
A ponto de não perceber
Que realmente ele existe.
Edson Ricardo Paiva.
O REFLEXO DO LOUCO
Não sou louco!
Perdi apenas a alma da minha criança.
Não tive infância.
Sou história da pele com cor.
Para que uns possam agora ser livres,
Eu sou dos que entregaram as suas vidas,
Para que o futuro desfrute dessa liberdade.
De dia, sento-me nesta bahia,
para ver o meu reflexo no céu.
Aos poucos vou perdendo o medo de partir.
Fui abençoado por Deus.
À noite, desperta a minha alma encurralada,
Presa nesta cabeça de memória farpada.
Sou monumento vivo de um conflito armado.
Mas eu não sou louco!
Sou dono para decidir o momento da minha viagem.
Vou ser uma estrela bonita e vou-te visitar!
Sem ordens de ninguém.
❤️
Filipa Galante in
Conversas com o "Louco" da Bahia de Luanda (2011)
✍️Sempre revisita sua infância, observe onde sua criança foi ferida. Perdoe seus pais, eles também foram feridos na infância deles, deram o melhor que podiam e sabiam. Perdoe-os e perdoe-se.
🛐🕉️♾️👁️👁️🚲✔️👣👣💕💞
Venho de uma infância
de poucas responsabilidades,
Quando pensava mais em ser criança,
saia pra rua brincar,
às vezes, até chegava tarde,
Carregava uma ingenuidade
que, hoje, faz muita falta
diante das tristes realidades.
Ôh, preciosa infância!
fui uma criança atuante
com minha dança de principiante,
meu canto inexperiente
ao dedilhar de um violão,
uma doce lembrança
que carregona mente
e guardo no coração.
No dia das crianças, uma auto-reflexão da minha infância: retardado mental, inofensivo, brincalhão, debochado; quando bem pequeno, montava no cabo de vassoura no quintal da casa do meu avô, e imaginava ser um cavalo. Assim, quando ia com ele no mercado, galopeava pelas ruas da Vital Brasil, parando em frente ao barzinho de esquina, na subida da rua Senador Vergueiro, quando iniciava um show fazendo meu cavalo relinchar, de modo que o cabo da vassoura, por várias vezes, atingia as pernas dos que estavam por perto, enquanto meu avô pedia desculpas rindo. Quando isso acontecia, meu avô, mais debochado do que eu, olhava para a pessoa e ainda fingia que estava dando uma chicotada no meu cavalo imaginário para o atingido ver, o que me deixava transtornado. Não se bate em animais. Meu cavalo fez época e o nome dele era Araraboia. Meu avô entrava na minha viagem. Quando eu pegava a vassoura, ele colava umas fitas de Senhor do Bonfim que tinha a rodo naquela época colorindo o cabo inteiro, No meu peito, colocava medalhas de santos e broches de clubes. Eram as medalhas das guerras que haviam me condecorado. A distância máxima que percorri com meu cavalo foi da Vital Brasil até a Moreira César, em Icaraí. Na volta, pegamos um táxi e perdeu a graça. Uma vez, meu avô foi jogar carta com os amigos no quintal. Estava assistindo televisão. Ele passou, apertou o botão da tv rindo, e perguntou onde estava Arariboia. Respondi que não queria mais montar naquele cavalo. Disse que havia crescido. Ostentei na cara do velho! Ele então me respondeu que já era velho, mas que mesmo assim o que mais lhe impressionava no meu cavalo, naquele momento, era o rosto. Segundo ele, a impressão que dava naquela manhã era que estava inchado. Disse que os poucos dentes estavam cariados e sujos, e que, certamente, só a piscina do quintal, naquele dia de sol, poderia esbranquiçar os dentes do bicho. De repente, começou a dizer que dos cantos da boca do meu cavalo escorria uma "baba bovina" que ele estava limpando com as patas manchando o sofá da sala. Disse que o animal estava no canto da sala ruminando lembranças de quando eu era pequeno. Disse ainda que o som que meu cavalo emitia naquele instante, como uma espécia de ronco, contínuo, monótono, eram como pedaços de músicas esquecidas, mas que muitas crianças queriam cantar. Na época, não entendi essa frase, mas lembro bem dela. Disse que já estava escutando esse ronco do cavalo que durava duas horas, dando a impressão de que ele estava morrendo. Perguntei como, sem perceber que estava entrando na onda dele, e ele respondeu que parecia um peixe no chão se debatendo e abrindo os brônquios: foi então que, meio descompassado com a interpretação realística do meu avô, avistei a piscina da sala, o tal Oásis que ele dizia ser capaz de ressuscitar o Arariboia. Quando saí da sala com a vassoura, a velharada amiga do meu avô gritava em coro: "pule com ele na água, pule com ele! E Tchibum, me joguei na piscina e depois avistei meu avô vindo atrás e jogando na água todos os broches e tudo mais. Fiquei ali enquanto eles jogavam carteado por mais de três horas. Rolou um churrascão. Isso tudo pra dizer (pra quem tem filho pequeno é mais fácil) que nossos cavalos vivem dentro de nós o tempo inteiro, mas asilados nos abrigos e cocheiras da idade, das dores, das dificuldades. A idade só nos faz tirar a "montaria" do cabo de vassoura. Acalma-nos, porém, o espírito... O amor, o tempo leva...
A humanidade é uma criança, em sua primeira infância, que embora tenha as peças para brincar, demora para aprender.
Nem tudo o que você recebeu na infância foi educação. Algumas ações sobre você foram opressoras. Logo, nem tudo o que lhe ensinaram precisa permanecer como certo. Rompa com as tradições que machucam.
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