Palavra Triste
Ela parece triste.
Os olhos fundos,
Os ombros caídos,
não parece ter muita vida ali dentro,
parece desanimada,
parece comigo .
ENREDADA DE NADA
Versejo triste, ralo, a poesia vazia
Verso sangrando de muito sonhar
Atrás de uma poética com alegria
Em vão me esforço para alcançar
Rimei paixão, sensação, ousadia
Sem nunca largar, ou desanimar
Em uma fé sedutora que me guia
Sofri, chorei... Noite e dia a idear
Poeto exausto, lerdo, desatento
Um canto de sussurro, lamento
Saem nos versos em enxurrada
E neste poetizar com verso rudo
A minha desilusão é quase tudo
Numa poesia enredada de nada.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
10 abril, 2024, 20’36” – Araguari, MG
Hoje eu não tenho,
Mais tanta inspiração,
Hoje eu não sei como estou,
Alegre ou triste?
Feliz ou chateado?
Estou apenas vivendo,
E esperando por dias melhores,
Estou apenas deitado,
No meu quarto,
Com a cabeça sob o travesseiro,
E deixando os pensamentos saírem,
O que foi?
O que aconteceu?
Tudo passou,
Agora vivo o agora,
Um novo recomeço.
Como é triste e angustiante chegar a um ponto em que, para se manter vivo e consciente, é necessário matar todos os seus sentimentos que te tornam humano.
FADO
Poeto triste cansado, inspiração vazia
Os versos sangrando de muito sentir
Atrás duma atração dentro da poesia
E que não pude na poética conseguir
Na ilusão, imaginei, ideei noite e dia
Sem nunca da rima sentimental fugir
Fraquejar, não, pois a fé o meu guia
Na narração a melancolia vem residir
Poema exausto, sussurrante, lento
Cheio de censura, dor, de lamento
Saem da prosa em soturna fornada
Assim o desengano grifa o conteúdo
Cutucando a alma com canto agudo
E em um talvez, não encontrei nada!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
15 abril, 2024, 19’44” – Araguari, MG
Não seja um copo vazio; é triste quando pessoas sem vida são incapazes de amar. Encha seu corpo de amor.
O triste é que a vida dos que mais precisam de ajuda e está é negada é o comum do que tem nelas o mesmo fim a morte antecipada.
A inutilidade do conhecimento.
Me sinto triste e inútil, com tanto conhecimento que tenho, e sem poder usar eles, ou que façam uso deles.
O que me entristece é saber, o quanto que meu conhecimento é útil.
Saber que poderia ajudar muita gente e meu conhecimento está inerte e sem nenhuma utilidade para mim, para meus próximos, minha comunidade, meu bairro, minha cidade, meu país e a humanidade.
Matciano A Nantes
Não custa nada tentar.
Triste vai ser, saber que teve a chance de mudar de vida e perdeu por não acreditar.
recaídas, triste... A dor que nunca acostuma, em penumbra sem descanso aparente, pois quanto mais descanso mais cansado fico.
Sermão do Reflexo
Como posso dar-te vida, ó minha criação?
E libertar-te desta triste maldição
De imitar-me sem razão,
Sem sequer ousares um “não”.
Oh! Tão bela criação,
Quase uma quimera em tua perfeição.
Por que ela não nos viu assim?
Por que nos deixou no fim?
Por que por dentro estou vazio?
Permite-me responder-te,
Tu serás a exceção!
Que confusão tão grande,
Não ergas os pés do chão,
Para não caíres feito um bobão!
Avança com humildade,
Contemplando as maravilhas ao teu redor,
Com paciência para reconhecê-las,
Não perturbes mais o eco do passado,
Mas segue em frente com teus olhos claros,
Pronto para abraçar cada novo dia,
E descobrir novas formas de conquistar e amar.
Hoje, entrego-te este sermão renovado,
Para que possas reviver nosso coração de leão.
Agora, contemple tua ressurreição,
Uma nova vida!
Cidade do amor fraterno?
Muito triste presenciar um estado de desordem numa cidade que amamos, cuja paz social foi um processo de construção em tempos de outrora; construir um estado harmonioso num território é um processo paulatino; edificar é um somatório de ações, de lutas constantes; de compromisso comunitário, onde seus atores de unem em prol de uma causa justa, de um objetivo comum; um território violento é sintomas de altas taxas de criminalidade; violência é um somatório de negação de direitos sociais; quando se nega saúde e educação de qualidade, quando não se revitalizam espaços públicos; quando a fome ainda agride o fundamento da dignidade humana. A isso chamamos de violência; esse estado omissivo e absenteísta do Poder público conduz aos altos índices de criminalidade, um conjunto de infrações penais, levando a criação da relação entre Direito Penal e Economia; ninguém deseja fazer investimentos em territórios violentos; as pessoas não querem ficar nem morar em territórios violentos. Cuidar do Território exige amor e compromisso ético.
É triste ver a humanidade fugir dos princípios que são impostos pela natureza. Os animais ditos irracionais não se depravam.
Quando a noite decai
O descanso merecido de alguns se vai
Lamentando outra vez a triste vida
Que lhe foi concedida.
Chores menina
Amanhã tem mais
Eles estarão lá
Para lhe tirar a paz.
Feche os olhos
E se desligue do mundo
Um refúgio lhe aguarda na mente
Longe daquele oriundo.
Estática ficará
Ele não pode suspeitar
Toques e apertos indesejáveis
Você ira ignorar.
Chores menina
Amanhã tem mais
Lá estão eles
Para lhe tirar a paz.
Olhos afiados
Lhe observa a noite
Sua respiração ríspida
E o coração batendo forte.
Vestidinho curto
Graça à nele
uma surpresinha lhe espera
Escorrendo presentinho dele.
Chores menina
Sabemos que amanhã não tem mais
lembrança vivida
Que ainda lhe tira a paz.
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