Paixão Amor
Que a serenata das suas paixões soe alto em seus corações...
Que suas noites sejam quentes de amor, irriquietas de desejos e ansiosas de ardor...
E, se depois de tanta emoção ,ainda conseguirem,
Durmam bem...
Escute-me!
"O amor é o combustível para a paixão, desejo, assuntos,objetivos, negócios, etc ... quando há amor há conforto, admiração, determinação, coragem.
O amor é capaz de suportar qualquer situação ..."
Poema de amor
* Trecho da peça "Paixão" - todos os direitos reservados.
A loucura que você vê em mim deve ser aquela começada com A. A de artista, ou seria de autista? Vai ver que a loucura nem seja exatamente loucura, seja criatividade somada a uma paz interior que você nem sabe o que significa. Não consegue enxergar o que desconhece. Nunca teve algo parecido, pois a ganância não permite que paz alguma chegue próximo de qualquer sentimento que surja em você.
De qualquer forma é com sua raiva por mim que adubo minhas plantações de sonhos e é justamente dos sonhos que colho realizações que me elevam. Uso sim adubo de qualquer lugar, pois pra adubo qualquer B*ST* serve e isso você sabe produzir. No geral você desperta em mim um misto de pena pela situação e admiração pela coragem. Deve ser difícil se manter na corda bamba da mentira, da enganação, da farsa e principalmente do desvio moral. Não como do que te alimenta e Deus me livre comer no mesmo prato.
Se tem uma coisa que meus pais me ensinaram é ser respeitoso e correto nas minhas ações, independente de quem seja o outro. O erro de conduta pode até me atingir vindo de gente como você, mas jamais virá de mim justamente por conhecer e acreditar que a verdadeira beleza do ser está em saber me colocar no lugar do próximo. Eu não preciso de patuás, balangandãs ou qualquer outro penduricalho para proteção. Você sabe o motivo de minha fé? A verdadeira força está dentro do coração, minha proteção vem de algo muito maior que você não consegue acessar por lhe faltar bondade.
Entenda de uma vez por todas, observe ao redor e tenha a clareza de que todas as suas espertezas não lhe evoluem, você está parado, rodando em círculos sem conseguir enxergar que a vida passa rápido, a sua já está adiantada e você perdendo tempo correndo atrás de algo que nem você sabe o que é. Não percebe que há outra forma de conquistar seus desejos que não seja no tapetão, na penumbra, na surdina. Sempre pautei meus projetos no trabalho e no talento e nem um real do que tenho é de origem que me dê vergonha. Não saqueio o que não é meu, não humilho quem precisa trabalhar pra mim, não faço distinção de ninguém.
Já disse e repito, tenho uma paz interior que me mantém de pé mesmo diante os maiores turbilhões que você inventa só para testar meus alicerces. Permaneço com os dois pés no chão, sorrindo de canto de boca e te olhando como quem olha uma criança que brincou demais com tinta e se sujou demasiado. Minha vida deve ser motivo de revolta para alguém que não tem amigos, não tem amor, não conseguiu juntar nada nem ninguém. Justifica suas maldades em conceitos de justiça que na sua crença só serve para punir os seus inimigos e nunca parou para pensar que se também valesse para você, sua sentença seria triste?
O mundo é redondo e gira, gira em torno do sol, gira em seu próprio eixo e ainda tem a lua que gira em torno dele. Gira tanto que virou a mesa por mais de uma vez e mostrou que para ser superior é preciso ser antes de tudo justo. Já vi muita injustiça acontecendo, mas graças a Deus, sempre recebi de volta o que plantei. E se a semente é boa, a colheita não me assusta. Sou feliz dentro da loucura da arte e conhecedor de que minha cultura, tradições e raízes jamais me colocarão em situações desprezíveis como a tua.
E se hoje escrevo este lindo poema em sua homenagem é para dizer que mesmo sendo muito tranquilo e tolerante, não tenho estômago de avestruz e que enquanto você se enganou acreditando em uma ingenuidade minha, eu estava o tempo todo observando seus passos, seus caminhos, seus malfeitos e sabia onde você ia chegar. Agora levante e tente pelo menos sair do buraco. Mas não mexe mais comigo, isso nunca deu certo e você pelo visto não aprende.
E para não dizer que isso não é um poema, fica aqui uma rima:
Batatinha quando nasce espalha rama pelo chão...
*Texto desenvolvido para a peça de teatro "Paixão". Trecho do prólogo.
A vida, é certo, não será um sítio excepcional para as paixões.
Nos países humanos, o amor mistura-se muito
com palavras equívocas.
0 fogo que existe numa lareira, por exemplo,
é um fogo servil, cultural, educado.
Uma coisa vermelha, mas mansa,
que nos obedece.
Só é natureza, o fogo na lareira,
quando, vingando-se, provoca um incêndio.
E o amor assim funciona. Mas é preferível o contrário.
O verdadeiro amor está no olhar, na simplicidade da paixão não controlada. Amar é sentir a mão gelar, o coração disparar e um imenso desejo de beijar.
O que mais desejo nesse calor... É ferver os nossos corpos em um grau e/ou nível de amor e paixão para que sintamos o prazer transbordando de nossa alma;
Mas vejamos a intensidade do que possa ser, sentir refazermos no que possa convir na ausência do que possa ser errado ou certo...
Só se entregue para que possamos conhecer o verdadeiro amor, sem limites, sem pudor... Conheçamos o que nunca o sentimento teve coragem de adentrar;
Permitasse a se despir das regras que nos prendem e nos fazem desconhecer a felicidade;
O vendaval das paixões ao atingir a mais simples choupana interior transforma-se no palácio do amor ao ser tratado com ardor na imensidão da vida
Se existe paixão, existe amor. Se existe amor, existe perdão. Se existe perdão, existem paixão e amor.
Quando o homem ama verdadeiramente, ele passa a ser o escravo da sua paixão e servo do seu amor. Porque nele está o motivo diário da sua felicidade.
Tio Cloves, estive pensando: a paixão e o amor seriam mesmo divergentes? Ora, pequeno Demetrius, é claro que a resposta para sua questão não será tão simples. A paixão não é de total vilania, uma vez que chacoalha as emoções de uma relação. No entanto, ela, solitária, não subsiste. Vejamos. Podemos dizer que quando se está apaixonado há uma tendência a aprisionar o outro, seja em nossos desejos, em nossos planos prontos e em um imaginário de quem aquela pessoa é ou quem queremos que ela seja. Aprisionamo-la em nossos devaneios, em nós mesmos. Já o amor, o amor guarda em nós, Demetrius, é diferente. Ele guarda com tudo ou apesar de tudo o que a pessoa é. Prevalece o respeito por compreender que o outro não caberá em nosso modelo de como tudo deve ser, em nossa maneira de pensar e agir, e ama mesmo assim. Amar é fazer feliz, não apenas pelo que se entende sobre o que é fazer o outro feliz, mas pelo que sabemos que realmente faz o outro feliz. É satisfazer-se com o que o satisfaz, não porque satisfaz a si, mas porque satisfaz o outro. É reconstruir planos que outrora já foram traçados. Em resumo, meu pequeno Demetrius, posso lhe dizer que amor é o compartilhar leve da vida, e a paixão é o simples desejo de reter o outro para si, por esse motivo a paixão não é suficiente para fazer um enlace a dois perdurar, pois somente o amor é capaz de deixar mais a si para se dispor mais ao outro. A paixão deixa a razão, o amor, não. Eis um possível prefácio do porquê a paixão se diverge do amor.
Hoje não escrevo sobre nada,
nem amor,
nem paixão, muito menos
mulheres.
Ainda que não escrevo hoje,
escrevi ontem
e provavelmente escreverei,
amanhã.
Se ele chegar.
Sempre chega,
de algum modo ou de outro
ele virá.
Talvez não pra mim,
mas pra você
que estás a ler,
meu poema de hoje.
