Pai Nao Entende nada
[...] Quando o vejo perco o foco. Nada é compreensível. Tudo fica apertado demais. A vista embaça, as cores vão ficando desfiguradas, sem forma, sem efeito. Uma ingênua excitação toma conta de mim. Meu coração bate em desordem. Minha concentração fica justa. Pernas bambas. Saliva pesada que quase não se consegue engolir. Coisas fora do comum. Sentimentos contrito. O amargo é doce demais. O azedo é puro sal. Uma confusão que treme. Uma paciência que se perde. A presença dele me causa toda essa graça
estranha. Ele me faz perder o controle de mim mesma. Ele me faz ser louca... E do mesmo tanto que me faz ser louca, me faz ser burra. Pois nem lúcida consigo mais ordenar minha loucura.
Então ela sonha... Sonha baixo. Sonha feliz. Sonha pouco. Sonha nada, quase nada. Sonha alto. Sonha exagerado e cai. Sorrir, levanta. Sonha mais. Sonha tímida. Sonha devagar. Sonha inquieta. Sonha lágrimas. Sonha poucas lágrimas, muitas lágrimas. Acorda assustada. As lágrimas não eram sonho. Fecha os olhos e volta para o seu sonho inadequado. Sonha um sonho desnivelado. Sonha brigas e amores. Passado e futuro. Sonha o oposto do seu sonho anterior. Sonha moderado o impossível. Sonha demasiado uma paixão. Sonha isso. Sonha aquilo. Sonha profundo e simples. Palavras. Letras. Pretexto. Silêncio. Acorda. Olhos abertos. sonha realidade. Sonha o irreal. Adormece e sonha outra vez e mais outra e outra e outra. Sonha sem capacidade de sonhar. Sonha sentimentalista. Aliança. Chocolate. Pelúcia. Carinho. Sonhos. Saudade. Beijo. Ela sonha com ela. Ela mesma protagoniza seu sonho. Sonha com a falta de tempo. Sonha distância. Sonha amor incondicional. Sai do sonho, levanta, anda e pensa. Agora sonha acordada ao som de uma música que só ela consegue ouvir.
E no fim tudo vira nada. Ai você percebe o valor das coisas, percebe que nada vale apena, percebe que você deveria ter vivido do que ter se apegado ao material. Mais agora já é tarde, o tempo não volta não da segunda chance. Você si tornou nada, na obsessão de ser tudo.
É, nada pode mudar o que você significa para mim, há muitas coisas que eu poderia dizer, mas só me abrace agora. Porque o nosso amor irá iluminar o caminho.
Eu estou achando difícil de acreditar, nós estamos no paraíso. E o amor é tudo que eu preciso, eu me achei em seu coração.
Eu estive esperando por tanto tempo para algo chegar, pelo amor que estava por vir. Agora nossos sonhos estão se tornando realidade, através dos tempos bons e os maus. Sim, eu estarei lá por você.
Não é muito difícil de ver, nós estamos no paraíso.
Nada do que existe é verdade absoluta.A única verdade intrigante é aquela que envolve a sua própria existência!
Sabe Aquele Momento Em Que Nada Da Certo? Então, Essa È A Hora De Falar Com A unica Pessoa Que Pode Lhe Ajuda. DEUS!
Nada mais lhe provém se o que importa é o que dizem. Quando todos unidos se reúnem para o mal, é difícil o bem desacompanhado ultrapassar e barrar os ferimentos da dor. E mesmo que tente até a morte, não haverão testemunhas o suficiente para homenagear sua bravura, mas Deus irá reservar-te o melhor lugar. O verdadeiro paraíso que todo mundo procura. E sua medalha estará pendurada em volta de sua sepultura.
. Sem ti nós nada somos Deus , mas quando nos curvamos a ti , e nos entregamos ao teu poder , nos tornamos muito mais que vencedores , pois tua presença se aperfeiçoa em nossas fraquezas , não desistiremos , por mais que possamos fraquejar , temos em nosso coração a tua palavra , e escondemos para que não pequemos contra ti !
A vida nada mais é que um delicioso coquetel de poesia, uma embriaguez que transcende a lógica e te coloca cara a cara com a magia.
Hoje, cedinho, cedinho, sem quê nem pra quê, do nada – estava até assistindo TV –, tal qual Vinícius, me peguei pensando na vida! Meu íntimo estava perguntando a si próprio o que ele queria da vida:
- O que você quer da vida?
Assustei-me. Não porque me bateu a dúvida que por vezes bate nas cabeças de todas as pessoas – creio. Mas porque ela foi intrigantemente insistente. Para esta dúvida tinha que haver uma resposta!
E sem medo de me maltratar, continuei a me inquirir:
- O que você quer, procura, espera... Anseia da vida?
Dei um tempo na TV, peguei o notebook e comecei a tentar argumentar comigo mesmo que resposta daria a esta inusitada e inesperada sensação de estar faltando algo. Sabe Chico?... Faltando um pedaço!
Na boa, pensei, repensei, cheguei ao lugar comum do “quero ser feliz, quero ter saúde, quero ter paz”, e ultrapassei... E não parei. Não estacionei em nenhuma dessas obviedades, nisto que todos querem – ora, tudo que é obvio demais não traz em si a força suficiente do convencimento, do “Eureka”, do bater do martelo de que, finalmente, descobrira a resposta para o motivo da inquietude. No caso, sobre o que eu quero da vida.
Insisti um pouco mais nas minhas elucubrações e cheguei a uma resposta um pouco mais convincente, pelo menos por agora:
- O que quero da vida é vivê-la! Disse em voz alta, quase em sobressalto.
- Quero viver a vida! Repeti em pensamento, quase tranquilo.
Vivê-la não apenas enquanto ser biológico. Aquilo de nascer, crescer, multiplicar e morrer. Não apenas respirar, comer, beber, etc. etc. etc. Eu quero, apenas, viver a vida – ingenuamente assim.
Viver a vida em todas as suas dicotomias – em cada uma delas. Vida e Morte. Alegria e Tristeza. Riso e Choro. Paz e Guerra. Saúde e Doença. Riqueza e Pobreza. Amor e Desamor. Amar e Ser Amado. Vício e Virtude. Crença e Descrença. Ouvir e Falar, e por aí vai.
Quero manter uma relação dialética com cada uma delas – também não quero conflitar com elas. Fugir de qualquer tipo de maniqueísmos. Dá as costas aos instintos passionais e viver os dois lados da moeda com serenidade. Sim, com serenidade pura e simplesmente por que ela – a vida – é simples assim. Ela simplesmente é!
Que ninguém hoje me diga nada.
Que ninguém venha abrir a minha mágoa,
esta dor sem nome
que eu desconheço donde vem
e o que me diz.
É mágoa.
Talvez seja um começo de amor.
Talvez, de novo, a dor e a euforia de ter vindo ao
[mundo.
Pode ser tudo isso, ou nada disso.
Mas não o afirmo.
As palavras viriam revelar-me tudo.
E eu prefiro esta angústia de não saber de quê.
