Oxigênio
Oxigênio é DEUS!
Existem batalhas que travamos dores que sentimos palavras que não encontramos. Lutas camufladas, tantas dores ignoradas; o desabafo gritando nos olhos. Nas linhas choramos por leitura de alguém que nos embale no colo e sussurre nos ouvidos, mas o maior carinho é tão óbvio que basta-nos olhar o horizonte e abraçar esse presente de Deus que é respirar.
amar e para poucos somente poucos conseguem,e como escalar uma montanha sem oxigenio se vc nao souber acaba na conseguindo.
A Ciência prova que o oxigénio indispensável a manter-nos vivos é o mesmo que com o tempo nos mata. Isso se chama ironia. Vida é so um apelido bem humorado para tudo isso.
A falta de inspiração é sufocante. Ainda que o ar não falte, quando inalo o necessário oxigênio, não exalo o vocabulário mais importante. As palavras não escritas asfixiam, como o dióxido resultante. Por isso, preciso botar pra fora, ontem, hoje, agora e a qualquer hora.
Corrosão
Há pessoas que emanam oxigênio e luz.
Outras se deixam corroer. Só nos resta varrer seu pó.
Que exista força interior.
Que não fiquemos dependentes das condições externas.
(Verônica Marzullo de Brito)
PAPO DE LABORATÓRIO
Um elétron chega, todo “spinado” e muito excitado, gritando:
– O oxigênio acabou de cometer suicídio, ele saltou de uma Ponte de Hidrogênio!
A zoeira e os comentários foram crescendo de maneira ensurdecedora, todos querendo saber detalhes do acontecido.
Logo em seguida um nêutron bonachão, adverte a todos:
– Vamos acabar com essa conversa toda aqui no laboratório, afinal, não podemos desconcentrar as soluções.
Logo em seguida, em um papo de bancada, o Boro questiona o Alumínio:
– Você pode me dizer por que todo mundo está falando que o nosso parente Índio vive na sombra?
O Alumínio com toda a sua flexibilidade, calmamente responde:
– Ora Boro, você é mesmo desligado, até parece que não conhece a nossa família. O Índio vive, e sempre viveu, em baixo do Gálio!
Em meio a esse turbilhão atômico, um próton mecânico e um neutrino alfaiate discutem acaloradamente sobre os hidrocarbonetos e, cada um à sua maneira, defende as suas ferramentas de trabalho. O mecânico afirma com absoluta convicção que o martelo é um hidrocarboneto e justifica dizendo:
– Neutrino, não me contradiga, o martelo é propino!
O alfaiate ri de maneira irônica e, com desdém, afirma:
– A minha tesoura o é muito mais, afinal ela é propano!!!
Num cantinho mais escuro do laboratório o Bromo dá uma cutucada no Iodo e “ao pé do ouvido” pergunta:
– Iodo, você que é muito sublimável, responda para mim: porque os nossos meios irmãos cloro estão ali naquela bancada um atrás do outro?
Balançando a cabeça, com muita volatilidade, o iodo responde sorrindo:
– Estão formando uma clorofila, ora!!!
Nesse momento entra o professor, apaga as luzes, e o laboratório volta ao seu estado fundamental!!
Pedro Marcos
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