Outros
as coisas com que falo
têm a voz dos princípios e desertos,
têm todas as vozes dos perdidos,
e me seguem, ouvindo.
me aquieto no escuro
como quem foge ou se esconde
e, neste esconder, cubro-me
de um ser tão ínfimo para o mundo,
quanto é branda a calmaria das horas
a quem tem a eternidade para si.
quando a ausência de tudo está em mim,
sinto-me, em tudo, mais presente.
durmo, e não sei a tranqüilidade santa
de quem, verdadeiramente, dorme.
cada dia é um oráculo que circunda
e realça o sentimento, e na leveza que me enleva,
vislumbro a sombra que me inunda
e a luz que me sucumbe.
a felicidade é um esquecer-se,
um estreitar-se num segundo,
antes que passe.
o assédio sábio da lua
me investiga as emoções.
falta-me a exatidão de quando deixei de sorrir;
consigo supor
que o perdi na lentidão sucessiva dos dias e das noites.
também não atino quanto se passou de vida,
entre o sorriso perdido e a dor que aprendi a sorrir agora.
sou a liberdade que tem de si o gemido silente,
o gosto de cada passo no descompasso de tudo que vive.
de fato, sinto que existe
a nesga bailarina plena de vida
e, guardo-a num horto qual hóstia fosse
e, rezo-a, no sigilo da alma,
nos meus olhos de menina.
é tão indelével o que se tem da existência
que em tudo cabem inúmeros propósitos.
não fujo de falar comigo:
se é minha vontade entender-me, inicio por estudar-me.
O que importa não é o que os outros pensam!
Por isso prefiro não mentir sobre mim, e muito menos sobre quem sou!
Pratique o mal se quiseres
Mas não promove o mal
Deixe que os outros
Descubram o mal por eles próprios
Ou que o mal os descubra e os exponha a todos
Quando falamos uns com os outros, nos conhecemos. Se não falamos uns com os outros, não nos conheceremos e seremos estranhos. O que nós não conhecemos, temos medo, quer sejam situações, pessoas, plano espiritual, material, ou qualquer outra coisa. E tudo aquilo que não conhecemos e tememos, e nós não queremos, nós destruímos.
Se alguém lhe condenou porque alguém falou mal de você; não condene esse alguém, os dois são iguais.
Existem os consentimentos sociais, as regras, os padrões de pensamentos; A lei, as máximas engessadas, a ética, a moral… Eles te falam que você deve se adequar aos padrões, e você busca isso.
Em paralelo; A sua forma de ver o mundo.
Sabemos que ela vai de acordo com experiências particulares e vivências únicas onde, cada detalhe de sua vida contribui para que você enxergue tudo de determinada ótica e ela é individual, ela tem reflexo do seu jeitinho de ser como ser humano.
Em meio termo, temos a visão e opinião das outras pessoas…
Na ótica delas, no “mundo” delas, as mesmas formulam o que é certo, no que querem acreditar que é certo.
Elas pensam e, quase sempre, fazem questão de explanar suas opiniões, que muitas vezes nem sequer havíamos pedido.
É preciso tomar cuidado e ligar um alerta ao ouvir o que o outro tem a dizer;
Comentários, críticas ou elogios são muitas vezes ilusões sem padronização ou fundamentos que devam te fazer realmente acreditar que são válidos(as).
É preciso filtrar e levar em consideração alguns fatores, mais o primeiro deles, é o que você mesmo pensa sobre o assunto, porque a sua própria ótica é a mais importante de todas.
Dizem que errar é humano.
Eu concordo e é verdade:
Se uns erram por engano,
outros erram por maldade.
Felicidade não tem uma fórmula ou caminho que nos conduza até ela, pois o estar feliz é pessoal, você pode se sentir feliz com algo que para outros não signifique nada.
SOBRE MUITO E POUCO
Me vesti de luz e fui procurar estrelas,
Me cobri de Céu e permiti que algum cometa passasse como que clareando minhas ideias e meus sonhos,
Então olhei pro mundo
E decidi seguir caminhando por entre sonhos e palavras,
Sempre em busca de realizar
Na minha pequena existência
“Um pouco de Céu para outros”,
“Um pouco de Luz para muitos”,
E um pouco de tudo para aqueles onde o pouco é suficiente e o muito desnecessário!
Eu vigiarei a muitos no meu breve tempo
E depois hei de contemplar
A caminhada de cada um
Em busca da Luz!
