Os Ventos que nos Tira algo que Amamos
Vocês dizem que eu sou ambioso, e eu digo que na vida é necessário a ambição para alcançar algo. A minha ambição é querer fazer novas amizade e tentar seguir o filho unigenito de Deus.
Tenho medo de mostra quem eu sou
Talvez eu seja assim ou preciso de algo para mudar meu destino
Talvez eu encontre em seu olhar
O homem é místico por natureza. Em todas as culturas primitivas o homem sempre se voltou para algo que considerava um ser superior e que ele chamava de Deus e
de quem esperava receber favores ou evitar castigos.
Todo artista preza muito seu trabalho e procura protegê-lo. Também Deus, sendo o artista idealizador dessa obra chamada homem deve dispensar muito carinho à sua obra artística.
Se a partir de uma costela criaram algo com tamanha beleza, graça, força e perfeição, me dou o direito de imaginar como seriam se fossem criadas diretamente do coração. As mulheres merecem o paraíso só pelo fato de serem mulheres.
O verdadeiro homem descobriu que o amor não é algo apenas bonito que você compra na floricultura é um pequeno gesto nobre que você faz no caminho colhendo o que o seu coração desejar, assim vai dar a ela também um pouquinho de si mesmo.
Eu já parei mil vezes para escrever algo que definisse você. Qualquer coisa que realmente demonstra-se tudo o que sinto ao olhar nos seus olhos ou ao admirar o seu sorriso. Durante muito tempo eu esperei conhecer alguém assim e agora depois de tantos ensaios em frente o espelho eu simplesmente não sei como agir. Talvez eu fale de uma banda de rock, ou de como gosto do seu cabelo cacheado. Talvez eu me cale, por que pela primeira vez eu me sinto á vontade compartilhando o meu silêncio
“A cada canto que fico sinto algo diferente. Não apenas sinto como observo o mundo a volta. Analiso as necessidades da mesmice, do enjoativo, cansativo. Busco respostas para melhorias a serem feitas, sejam elas pessoais, espirituais. Quiçá cada canto tenha sua beleza que muito fascina, mas por trás do olhar frio, a alma não consegue analisar o brilho que o simples tem a luzir diante do nosso olhar. Preparo o caminho da beleza, não aquele de aparência imaginável, mas sim aquele que por trás de cada grão de areia é capaz de revelar tesouro a quem souber observar. Vejo o mundo a volta! Por ali têm lágrimas jorradas e de cá abraços dispensados como um prato típico da região que não o sacia. Vejo que poucos se importam com o que verdadeiramente faz bem e que por ignorância deixam a se levar por coisas mesquinhas que no final não trará um terço da felicidade. Pensando bem, pode até trazer, mas será algo momentâneo de pouco aproveitar. Queria sair correndo do canto. Sair correndo de “lá pra cá”. Correr lentamente espalhando mais entendimento e sabedoria no coração daqueles que por cá e lá estão a ficar. Penso comigo que talvez a vida seja uma balbúrdia distinta, onde cada um possui a sua. Mas logo percebo que falta maviosidade no coração da maior parte dos seres humanos e que ninguém é capaz de mudar o amigo ao lado. Não é, pois cada um tem a sua própria vida e devido a isso cada um faz o melhor para si, assim como faço a mim e gostaria de fazer a minha volta nos cantos de cá, de lá.”
Perda de juízo?
Meu Deus! Acreditar nele, naquele filho da mãe sem coração, nunca senti algo tão medonho.
O que fazer para apagar um amor fantasioso, um amor em que você ama um ser não existente, uma projeção. Não sei o que dizer, o que sentir, como desligar o botão, como transformar o sonho em pesadelo, assim me vi incrédula assistindo o episódio real de “com quem namorei”.
Porque deveria acreditar que ele mudou?
Porque acreditaria em seus baixos sentimentos?
Porque não há arrependimento de tê-lo conhecido?
E se tivesse a chance, faria tudo de novo?
Sim faria, exatamente da mesma forma, por mais falsidade que tenha havido e interesse, ele trouxe sentimentos de felicidade e amabilidade.
Mas amor, coração? Não. Não!
Não poderia suportar amar de novo, não depois dele, amor era uma fantasia, não existia, existia uma troca de favores, existia conveniência, existia desejos e egos a serem preenchidos ou incinerados, aniquilados, virado cinzas junto com esse sentimento.
Só olham meu lado indisciplinar quando faço algo certo, ninguém repara,vivo no meus pensamentos que apenas eu entendo, e que gostaria que alguém etendesse
Nunca me arrependi de nenhum erro cometido porque sempre aprendi algo com eles, e se não fosse eles não seria ninguém.
Agora um pouco de teoria, já estava na hora de analisar algo um pouco mais interessante que o meu pessimismo.
Apenas outras ideias
A evolução do pensamento. É inevitável pensar na reciprocidade entre o pensamento e a época vigente. O mais impressionante é como as ideias sobre o pensar mudam. Pense! Como deveria ser o conhecimento quando surgiram os primeiros Homo sapiens? Acredito que nesse cont
exto o raciocínio estava começando a ser desenvolvido, atribuindo a maior parte dos saberes aos nossos sentidos. Depois de coletado os primeiros conhecimentos (maior parte pelos sentidos através de resultados empíricos, seguido pelo raciocínio através das primeiras táticas), eles foram repassados geração a geração, definindo os primeiros traços de cultura, que tanto distinguem os povos hoje.
Isso explica, por exemplo, o porquê de certas civilizações apresentarem certo desenvolvimento em alguns campos científicos, enquanto outras nem tanto. E depois de anos e anos acumulando todo o tipo de conhecimento, o homem cometeu a maior metalinguagem de todos os tempos. O ser pensante começou a estudar o próprio pensamento. Foi nesse momento que realmente passamos a ter alguma história. Poderia citar um monte de filósofo, mas não é esse o objetivo, minha meta é que você, caro leitor, um ser resultado de inúmeras teorias e experiências perceba algo peculiar nessa evolução, de como percebemos o pensar.
Na era Clássica houve a preocupação no exercício do pensar resultando num dos conceitos mais estranhos (e na minha opinião difíceis de entender) que é a verdade. E assim, o pensamento tomou o objetivo de compreender as verdades. Essas “verdades” possibilitaram a dinamicidade do modo como pensamos. Nos primeiros momentos, algumas verdades foram contestadas, mitos e coisas semelhantes perderam as forças, e o ser humano passou a explicar as coisas como se houvessem verdades absolutas. Daí, passamos por um retrocesso chamado Idade das trevas, mas que logo foi compensado com o Renascimento para retomar as ideias sobre o pensar. E como o conhecimento tomou maior abrangência, percebeu-se logo que a ideia de Verdade era muito delicada. Deveria ser algo que além de universal, ausente de qualquer exceção, e até mesmo hoje é difícil achar um pensamento que se enquadre nesses parâmetros. Por fim, vieram os tempos modernos, e houve um pensador que introduziu a relatividade das coisas, e pensamento nunca mais foi o mesmo, muito menos as verdades.
Como consequência desses fatos, hoje é difícil generalizar sobre qualquer assunto, além da cautela de discuti-lo de acordo com a vertente em questão. Pergunto-me se os leitores dessa pequena ideia não se perguntem: Se no início queríamos saber de onde viemos, depois questionamos o pensar, logo em seguida as verdades, e agora a relatividade dos pontos de vistas, o que vem a seguir? Isso realmente é uma evolução que nos beneficia?
P.S.: Deixem suas respostas se acharem conveniente, e se algo pareceu estranho perguntem para que eu possa esclarecer.
(V.H.S.C.)
(...) Deixou a musica tocar e se enrolou na cama, queria ter algo para fazer, como todos na sua idade, mas não tinha. E o motivo de chorar tanto era ser muito sensível e não queria ser sensível porque normalmente é deprimente. E ela já era deprimente demais. E todos lhe diziam isso. E ela sempre se esforçava para não ser.
Na noite da dor, esqueceu de sentir algo, e as vezes não sentia, só mantinha sua cara fechada para todos. Sentava no seu canto e lia seu livro, e ninguém lhe notava, a não ser os que a achavam estranha demais, estranha por não ser extravagante, estranha por não ter amigos e por ser deprimente demais. E ela era muito deprimente, e todos lhe diziam isso, e eu acho que essa é a segunda vez que lhe conto isso, mas acho que é porque ela estava bastante deprimente naquele dia, quando finalmente tomou coragem e atirou na própria cabeça, com o rifle de seu pai, que vivia mostrando a arma por todo canto. E a morte veio, e ela era mais deprimente do que a garota, que em cima do balcão da cozinha, deixou um bilhete. E o bilhete dizia coisas lindas, e eu queria ter lido, mas só pude ouvir, e eu queria ter visto como ela escreveu, porque ela escreve bem, e eu chorei quando ouvi suas palavras, chorei porque acho que também sou deprimente. E acho que sou mais deprimida do que ela, porque eu estou observando seu corpo ser enterrado, e acho que vi seus olhos abrirem, e vi sua dor, e suas lagrimas, e acho que sinto muito, porque chorei, e ninguém podia me ver, porque além de tudo, sou apenas um estado da mente. E eu morri também.
(...) Todas as coisas são merecedoras de amor ou aversão, seja em si mesmas, seja por meio de algo a que estejam associadas; e, quando somos movidos por alguma paixão, nós rapidamente descobrimos no objecto o bem ou o mal que a alimenta. (... )
