Os Ventos que nos Tira algo que Amamos
Em época de inteligência artificial, quem consegue fazer algo usando a própria a inteligência é rei. 26/06/2025
O livro, o ato da leitura, convida o leitor a algo raro: ler com maturidade, interpretar com sensibilidade e agir com consciência.
Quando te chamei, ansiava por algo
que me era precioso: o nada.
Não pensava na sua voz, no seu corpo,
o brilho do seu olhar, queria o nada.
Não queria seu amor, sua alegria ou
sua tristeza, seu riso ou seu choro.
Somente o nada.
Não pensava na sua alma ou na minha.
Queria sua presença somente para nada.
Precisava de você apenas por você.
Poderia ser no nada, eu não me importaria.
Naquele momento só tinha um pensamento:
Você. Por quê? Não sei, era para nada.
Não queria minhas desculpas nem ouvir suas desculpas.
Era o seu nome na minha cabeça e mais nada.
Como posso dizer por que te procurava?
Se eu queria você sem motivo
Se não consigo dizer o que era sentido
e qual era o sentido, não consigo dizer
Então cheguei à conclusão que esse nada
em você é mais que tudo e mais que todos.
Prefiro morrer errando do que perder algo pelo meu próprio medo de errar.
Se eu tivesse que fazer a escolha entre morrer por dirigir no volante ou perder pontos numa simples prova, eu preferiria morrer sabendo que minha consciência errou em me criar, e não errou numa falsa interpretação por sua própria sabedoria.
A lógica é algo incrível, e perigoso. Ela cega o óbvio em troca de acertar afirmações difíceis. Prefiro errar todo o difícil e acertar todo o fácil, pois é muito mais fácil começar a treinar o difícil do que ter que reaprender todo o fácil. Minha consciência errou comigo em diferentes provas, e me senti pior do que quando errei de verdade.
Quando falamos algo para alguém e essa pessoa não valoriza, muitas vezes só passa a acreditar quando tudo acontece. Aí, pensa que é brincadeira ou que Deus fará a obra sozinho.
Acredite: Deus faz, mas se você não se mexer, nada vai acontecer. Para haver mudança, ela precisa começar em você.
A vida não é só pedir, é fazer a nossa parte.
Os dias de hoje estão assustadores e obscuros demais para levarmos tudo na brincadeira ou não darmos valor e seriedade às coisas.
Continue aí, empurrando com a barriga, achando que não precisa se esforçar.
Mas lembre-se:
Deus sem você é Deus.
Você sem Deus não é nada.
Às vezes, olhamos para algo e não vemos seu valor, achando ser apenas uma pedra qualquer. Muitos passam por ela, pisam, ignoram… não percebem que, mesmo sozinha, ela guarda um brilho único, esperando apenas o olhar certo para revelar seu verdadeiro esplendor.
Assim também somos nós. Podemos ser subestimados, desacreditados, esquecidos. Mas dentro de cada um existe um diamante pronto para reluzir. Só precisamos nos valorizar, nos lapidar, e acreditar que merecemos brilhar.
Lembre-se: para alguns, você pode parecer nada; mas para quem enxerga de verdade, você será inestimável. Nunca duvide do seu potencial.
Acredite em você, aprimore-se, e voe cada vez mais alto. Você nasceu para iluminar o mundo com sua luz única.
Nunca esqueça: você tem valor!
A lealdade é algo importante em nossas vidas, mas nunca devemos colocar a lealdade antes da verdade. Não importa o tamanho do estrago que a verdade vai gerar, ela tem de estar acima da lealdade ao líder ou a instituição. Quando a lealdade protege a mentira ou o abuso, ela não é mais uma virtude.
Nenhuma perda se é que se possui algo deveria ser lamentada quando se procrastina e não se cultiva a mais valia do seu caráter.
Nada tão terrível é, não cultivar o respeito próprio…
Quantas vezes condicionamos nossa felicidade a algo externo? Ao que ainda falta, ao que esperamos alcançar, ao que precisa melhorar. Mas existe um tipo de felicidade que nasce silenciosamente dentro de nós, sem alarde, sem depender de conquistas, e que simplesmente... é.Essa felicidade sem motivo tem um sabor especial. Ela não exige explicações, não cobra resultados, não se esconde atrás de metas. Ela surge quando nos sentimos em paz com quem somos, quando conseguimos respirar fundo e perceber que, mesmo com imperfeições, há beleza no agora.É a leveza de estar presente, de agradecer sem um porquê específico, de sorrir por sentir o coração calmo. É quando entendemos que a vida, mesmo em sua simplicidade, é suficiente para nos fazer bem.
"Correntes Invisíveis"
Há algo de sagrado na infância, algo inocente e bonito..
Algo que dança na gargalhada de uma menina rodando a própria bolsa como se fosse o Sol..
Algo que brilha nos olhos curiosos, nos pés descalços, nas perguntas que parecem poesia sem forma, nos pés batendo contra o chão com a água da chuva, com risos bobos e genuínos..
Mas esse algo, tão puro, tão livre, é constantemente sufocado por correntes invisíveis..
Correntes que vêm na forma de vozes duras:
“Cale a boca.”
“Sente direito.”
“Não corra.”
“Não ria tão alto.”
Como se a alegria fosse um pecado..
Como se a espontaneidade fosse um defeito..
Matando aos poucos os sentimentos e criatividade que aquele ser poderia ser..
E há quem veja isso e não sinta nada, ou nem mesmo perceba..
Mas há também aqueles que sentem demais..
Que carregam nos ombros o peso de todas as infâncias que não puderam ser leves..
Ver o que poucos veem:
Que a infância está sendo silenciada, não por falta de palavras,
mas por excesso de medo e ignorância herdada..
Observar os pais, homens e mulheres feridos que nunca curaram suas próprias histórias,
que se tornaram carrascos sem perceber..
Pais que mandam calar a boca, não porque sabem o que dizem,
mas porque não sabem lidar com o brilho que já perderam..
E o que fazer com essa dor que eu sinto?..
Essa vontade de tirar a criança dali, de levá-la para um campo onde ela possa correr e cair e rir da queda..
Essa fúria silenciosa contra os gritos que não ensinam, apenas cortam a alma..
Essa dor é amor..
É luz..
É um tipo de compaixão rara, que nasce não do heroísmo,
mas da própria ferida curada..
Já fui um dia foi criança, negada, rejeitada, zombada,
reconhecendo no choro alheio ou emoções reprimidas o eco da minha..
É por isso que eu quero ser escudo, abrigo, colo, brincar e deixar ser leve as crianças..
Mas o mundo não entende..
O mundo diz:
"Não é seu filho.."
"Não se meta.."
"Você é só um observador.."
Mas e se os observadores forem os verdadeiros guardiões da alma?
E se aqueles que sentem com profundidade, com excesso, com beleza,
forem os que podem mudar tudo?..
Nem sempre precisa arrancar as correntes à força..
Às vezes, basta plantar um olhar de ternura, ou descontrair tudo em um simples sorriso ou brincadeira.. Mostrando que eu estou aqui, disposto a perceber o que os outros tornaram fútil..
Às vezes, basta sorrir, brincar , rir, ouvir ou olhar nos olhos da criança, e deixar que ela saiba que existe alguém,
mesmo que seja um que não está ao lado delas,
mas que as vê..
E isso dói, a injustiça as vezes é demais para o meu peito já calejado, mas eu transformo em arte..
Escrita..
Amor..
Brincadeiras com as crianças..
Como quem diz: “eu te entendo”..
Sendo o adulto que eu não tive..
Porque no fim,
isso não é fraqueza..
É sinal de que, apesar de tudo, eu continuo vivo por dentro..
E nesse mundo cada vez mais seco e barulhento,
quem sente em silêncio e observação é quem mais transforma..
Na vida, tudo é troca.
Dar e receber faz parte.
Mas tem algo que nunca pode faltar no meio disso, respeito.
Se você pode ajudar, ótimo. Mas não use isso pra se sentir superior.
Se você precisa de ajuda, tudo bem. Isso não te diminui.
A verdade é que ninguém sabe o dia de amanhã.
E por isso, não faz sentido tirar onda, diminuir ou julgar quem tá na caminhada.
Cada um tem sua fase, sua luta, seu tempo.
A gente cresce mesmo é quando entende que o valor das pessoas não tá no que elas têm…
Mas no que elas são.
Respeitar é simples. E faz toda diferença.
Eu sempre esperava alguma coisa nova de mim, eu era um frisson de espera: algo estava sempre vindo de mim ou de fora de mim.
É que eu sou endêmica.
Não aguento muito tempo um sentimento porque passo a ter angústia e meu pensamento fica ocupado com o sentimento e eu me desvencilho dele de qualquer jeito para ganhar de novo a minha liberdade de espírito. Sou livre para sentir. Quero ser livre para raciocinar. Aspiro a uma fusão de corpo e alma.
Não consigo compreender para os outros. Só na desordem de meus sentimentos é que compreendo para mim mesma e é tão incompreensível o que eu sinto que me calo e medito sobre o nada.
Saindo da Coxia
Estrear em algo é como nascer de novo
mas num lugar já conhecido.
É que a novidade não está no mundo.
Este segue sendo o mesmo
perpetuando o Medo de mudança.
O que estreia hoje é a artista
gerada no silêncio e na solidão do Ser.
A poesia é da Alice,
mas a alma
virou Coragem.
Com a palavra,
Alice Coragem.
Há uma dor em sentir dor
Por algo que você não buscou.
Por algo que você não escolheu.
Por algo para o qual te convidaram a estar.
Eu aceitei.
Mas eu nunca pedi para estar aqui.
Nunca pedi para estar em lugar nenhum.
Somente aceitei.
E isso não quer dizer
que não amei cada segundo.
Que não me entreguei por inteiro.
Mas não, nunca pedi para estar aqui.
Eu aceitei.
E fiquei.
Até que você, aos poucos,
usou os silêncios,
os intervalos,
os espaços.
Fez acontecer sem aviso.
Sem coragem.
E eu, mais uma vez,
aceitei.
“Às vezes eu percebo que eu me sinto muito melhor quando eu paro de agir como se devesse algo a esse mundo.”
Não deixe passar algo que é atraente hoje porque você acha que encontrará algo melhor amanhã.
