Os Velhos Carlos Drummond de Andrade
Houve um tempo em que o mundo era tão jovem, que o nascer do sol ainda não existia. Porém, mesmo assim havia luz.
Você já se perguntou… O que mais tem por aí? Até onde o rio vai ou onde os pardais aprendem as novas canções da primavera? Eu posso sentir que há maravilhas neste mundo. Além das nossas andanças.
As verdades mais importantes costumam ser simples. Você deve aprender a discerni-las sozinha.
Estamos livres das preocupações do mundo. Somos ondulações repetidas na longa, longa correnteza. Nosso caminho é guiado pelas estações. Ninguém sai do caminho e ninguém anda sozinho. Temos uns aos outros. Estamos seguros. É assim que sobrevivemos.
Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam.
Precisa dizer o que sente quando sente as coisas. Não pode ficar no quarto escrevendo cartas que nunca enviará.
Sempre pensei que ninguém prestava atenção no que eu fazia, que o único drama era na minha cabeça, mas, afinal, eu não era tão invisível assim.
Para que uma coisa dê errado de um jeito tão colossal e horrível, tudo precisa acontecer na ordem certa e no momento certo, ou, nesse caso, no momento errado.
Margot diz que quando algo não é mais útil, você deve doar, reciclar ou jogar fora. Sempre soube que ela é assim com as coisas, mas… nunca pensei que poderia sentir o mesmo por alguém.
Faz tanto frio, faz tanto tempo
que no meu mundo algo se perdeu.
Te mando beijos em outdoors pela avenida
e você sempre tão distraída
passa e não vê.
