Os Inocentes de uma Guerra
Não é sempre sobre dinheiro. Só estamos colocando nossas habilidades em uso e fazendo o que é divertido pra gente.
“Não perca tempo publicando livros, nem divulgando ciência.
Cientistas de verdade somente publicam artigos em revistas de impacto”
Apesar do sistema de métricas, que vamos criticar aqui, valorizar a padronização: a beleza da inteligência nasce da diversidade. Nenhuma métrica atual consegue pegar isso: toda métrica reduz algo em torno de algo que não é em nome de relatórios e tentativas de usar discursos generalistas, sem embasamento.
Fato é qualquer forma de verificar a realidade de forma objetiva; minimizando a subjetividade. Quanto menor a interferência do observador melhor. Todo fato passa por algum mecanismo de medição ou mesmo verificação. Na física, como exemplo, fatos aparecem através de sistemas de medição; na história, através de documentos, artefatos e mais.
Estamos tão exaustos que dormimos, mesmo sob intenso barulho. A melhor coisa que poderia acontecer seria os ingleses avançarem e nos fazerem prisioneiros. Ninguém se importa conosco. Não seremos substituídos. Os aviões lançam projéteis sobre nós. Ninguém mais consegue pensar. As rações estão esgotadas – pão, conservas, biscoitos, tudo terminou! Não há uma única gota de água. É o próprio inferno.
A ira nos levou a lutar
a ganância financiou tudo
em quem devemos acreditar?
assisto tudo, mudo.
Decolando, no céu da manhã,
admirando ,a doce paisagem,
com medo, de não vê-la amanhã.
Os ares recheados, de dor e agonia,
e do horizonte, passáros se surgia,
não de carne e sim de metal,
seus motores, ai de quem os encare.
Tripulados eles são
por coragem e bravura,
saudade e dedicação,
por medo e receio
do mal que enfrentarão.
E durante a sangrenta guerra
o desespero se instaurou,
irmão mortos na terra,
a morte ali festejou.
Em casa , preocupada a família ,
quase sem vida, recebem a notícia,
que a passagem do filho, foi só de ida.
Inglaterra, país do coração de leão,
junto a esperança fugia, dominada,
por caos e destruição.
A explosão rugia.
Oh pobres pessoas, judiadas pela morte,
quando a sirene tocava,
elas iam ao norte,
a procura de um abrigo, longe,
de onde o caos se instaurava.
Na guerra, existem os que tem medo de viver sem honra por vaidade e morrem, e existem os que tem medo de morrer com honra por covardia e sobrevivem.
Nunca nenhum Governo
do seu país foi responsabilizado
pelos crimes que cometeu
e nem mesmo o teu.
Da pior maneira quem
representou e você que representa
a História no Livro da Vida
a memória assim escreveu
do tempo não se perdeu
e jamais irá se perder.
Enquanto você e os seus
estendem o dedo para tentar
apagar a verdade da memória,
emerge por todos os lados: a História.
A minha poesia tira a sua poeira cretina escondida debaixo
do tapete do teu país sem honra
e sem nenhuma glória.
O quê está ocorrendo
na Usina Nuclear de Zaporizhzhia
não passa de mais uma
brincadeira alucinante
para você e para os seus,
uma irresponsabilidade lancinante.
Os poemas meus são e serão
pesadelos inapagáveis
não apenas na tua escuridão,
inabaláveis eles sacodirão.
Só sei que a sua dificuldade
de cumprir com a palavra
não é mais segredo para
quem conhece a trajetória
da sua falsidade e toda a verdade.
Sacrificadas foram
as almas do Batalhão de Azov
que você e os teus tanto
apedrejaram moralmente,
Com honra e glória serão
lembradas eternamente.
Você e os teus
não garantiram as vidas
delas conforme o combinado,
Deixo aqui neste poema esta
História para que um dia
o destino dê conta do recado;
(os quê ainda estão vivos
preserve a vida
deles como foi acordado).
A guerra é observável, mas não copiável. As técnicas mudam a cada uma que acontece. E remeter aos acertos passados pode ser fatal e transformar-se em erros.
Crie uma ilusão, distraia o inimigo alocando sua atenção no supérfluo e quando ele achar que está no domínio,brindi-o com uma bela punhalada nas costas.
Assim é o jogo,assim é a guerra.
Invocação
(a uma filha morta)
Ontem a minha dor foi tão grande
como um terramoto
que vertiginosamente correu
para dentro da loucura.
Foi da espessura da morte!
As árvores podem correr
para mim de braços abertos
as rosas do campo sorrir,
que os lírios choram por dentro de mim
às portas da sepultura
onde te foram a enterrar.
À tua chegada
transformaram-se os céus noturnos
em nítidos céus
e chama
e calor
e luz,
quando tu os abriste
com ígnea chave em tua mão
tão franzina.
Interrompeu-se o olhar
sobre a terra
que te cobriu.
In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta
Da infância foi privada, a mãe viu ser assassinada
Uma dor que não cabe no coração e não pode ser sanada
Para onde olhava não via nada, pelo medo estava cercada
Tão pequena e indefesa, injustamente passando por tanta tristeza.
