Orvalho
Viu-se nela
uma janela de desejos
aberta em desapegos!!
uma gota de orvalho
suspiros aos ouvidos...
um beijo quente...
Lábios inquietos...
Viu-se nela
o que ela quis mostrar!
@poesiaàflordapele
@mai_mmandisa
Em luto, a baixa cerração...
Atlântica floresta em pranto,
Orvalho cintilando em prata
E mais avança a serração...
Serram o coração da mata,
Quase cerra meu coração.
O orvalho brinca de tobogã, em uma enorme folha de taioba. Sei, sei que ainda necessitava de mais música, música boa, aquela apreciada pelos pássaros que dançam valsa com o vento.
Posso abraçar-te e amar-te ...
......no meu sonho à noite...
Mas perco-te no orvalho da manhã.!
Se pudesses olhar para mim e...
.....ouvires o que eu estou a pedir-te.!
Enquanto o mundo dorme eu penso em ti....
....és a estrela que me faz feliz.......
e a lua que brilha lá alto...!
Posso levantar ao som do mar
Ouvir o calor das chamas
Tocar o orvalho nas rosas amargas
Sentir o frescor das ondas quebrando
Ver a empolgação dos pássaros
O que posso querer?
Do outro lado do rio
Crianças brincam com a inocência singular
Os momentos são únicos
Devem ser vividos
Sem serem despercebidos
O que devo fazer?
As lágrimas correm
Sem que eu saiba se são de alegria
Ou se ocorrem por saudosismo
Tempos bons ficam
Os ruins servem para ensinar
O que posso fazer?
O tempo corrói tudo
Destrói o que o homem ergue
Acaba com o que o criador originou
Implanta rugas em faces vigorosas
Mas os sentimentos permanecem
O que quero fazer?
Quis desvendar todos os mistérios
Aprendia a cada olhar
Cada gesto era muito pra mim
Alguma coisa a gente tem que amar...
Mas o quê? Eu não sei mais.
Teus olhos brilham
sorrindo
duas gotas de orvalho
em verdes folhas
ao sol da manhã
e seu sorriso se espalha
em teus lábios
vermelhos
cor de cereja madura.
Como gostaria de lavar
meus lábios
no orvalho dos teus olhos
verdes
morder a cereja madura
dos teus lábios
vermelhos
e meigamente chamar-te
Amor.
Rosa do Deserto, teimosa e forte,
Aguarda o orvalho, com paciência e sorte.
Cresce e floresce, mesmo no solo árduo,
E nos ensina, com sabedoria, a superar o árduo.
Suas flores, um presente para a alma,
Alegria e reflexão, em cada pétala.
Ao observar sua beleza, aumenta a admiração,
E nos faz refletir, sobre a vida e sua missão.
Mesmo nos momentos mais difíceis,
A vida vale a pena, e isso é o que nos faz seguir.
A Rosa do Deserto, um símbolo de esperança,
Nos lembra que a beleza, pode surgir em qualquer lance.
Cemitério.
Madrugada.
O orvalho fede a lembrança e carne velha.
E eu tô ali.
Com flores murchas na mão
e esperança enfaixada em gaze suja.
Sabe o que é amor?
É escavar a terra com as unhas
porque a pá ficou leve demais.
É sentir o cheiro de formol
e ainda assim achar perfume.
É abrir o caixão devagar,
como quem desembrulha um presente proibido.
E lá está ela.
Minha musa cadavérica.
Rainha do silêncio.
Pele cinza como as manhãs que eu perdi.
Lábios rachados,
mas o sorriso?
Mais sincero que o de muita gente viva.
Dizem: “isso é doente.”
Mas eu te pergunto:
e aquele cara que finge amar só pra não dormir sozinho?
Ou aquela que sorri por obrigação no jantar de família?
Quem é mais doente?
Eu amo cada verme que beija tua carne.
Cada lasca do teu osso que brilha na luz da vela.
Eu passo os dedos pelas costelas
como quem dedilha um piano
e ela me canta, em silêncio.
Uma ária morta.
Um sussurro do além.
Te vesti com seda e desespero.
Te deitei no lençol da minha culpa.
E fiz juras que até Deus viraria o rosto.
Mas ela não.
Ela me olha com olhos secos
e ainda assim me vê por inteiro.
E sim, a cama geme.
Não de prazer.
Mas de peso, de passado,
de pactos que não têm volta.
floresta
tal qual um herbívoro
pastaria, lento,
nessa relva úmida —
beberia orvalho
(um doce noturno)
até que a floresta
toda se desmanchasse em chuva.
(e eu, fitófago)
ao morder teu broto
e inundar-me dela,
jamais secarei:
porque após a chuva
fica entre as folhas
o brilho da falta —
água que não evapora.
mas não há fim
para quem bebeu
de tua fonte:
o gosto que
a boca guarda
(não se perde)
— é eterno
como sede.
e teu rio,
que em mim virava mar
brotava até o que não era semente,
na boca de outro herbívoro —
secou.
antes que ele pudesse beber.
(risos)
As flores murcharam, pétalas caídas,
O orvalho molhando as terras feridas.
Do suor do guerreiro tem-se a vitória,
Lombo surrado, nem se valoriza a memória.
Violão guardado, sem valor, sem sua melodia,
Tal qual, faz falta o brilho do sol no meu dia.
A vida é como o orvalho na pétala: frágil, brilhante e destinada a evaporar sob o primeiro raio de sol.
(LilloDahlan)
Penso em uma bela manhã, o orvalho nas folhas de árvores, nas flores, na relva...
O cheiro de café fresquinho e o coração cheio de fé...
A árvore está cultivando a gota do orvalho para amanhã transbordar.
.
Livro: A eternidade das árvores 🌳
O PACÍFICO
Sentir o perfume das flores
Presenciar o orvalho da manhã
Ver o dia nascendo
Contemplar o infinito no finito de mais um dia
Ser sábio é ter a certeza que nada foge do controle de Deus
É ter a exata convicção que tudo é possível através da essência
Já vai raiando o dia
Agora é meio-dia, depois é meia-noite
Dividido em dois hemisférios
O tempo segue o seu caminho
Acordando e fazendo dormir os que fazem parte desse plano chamado vida.
Na verdade ele é que nem o pacífico, ele é que nem as ondas do mar, ele é o som das ondas a ecoar; ele é o vai e o vem...
Ele é também o que dá e o que tira,
É ele é criador do mar e de tudo que em nós gira, ele é o que nos inspira também...
Ele dá descanso a alma, ele é a favor de quem ama...
Ele é o inexplicável,
Ele é que nem o pacífico;
Ele é o criador de todas as maravilhas, desde à fauna e a flora, e sem esquecer do grande oceano índico...
Se você não pode ser forte como o oceano, seja destemida como uma gotinha de orvalho que se equilibra nas pétalas da rosa, como se dependesse do seu perfume para continuar existindo.
LÁGRIMAS E GOTAS DE ORVALHO
( Autora: Profª Lourdes Duarte)
Lágrimas de saudade rolam em meu rosto
Como gotas de orvalho que salpicam o chão
São lágrimas que extravasam mágoas
Em ver que toda minha vida passou em vão.
Quem dera não fossem lágrimas de tristeza
Mas carinho como gotinhas douradas de estrelas
Que se misturassem com a sensação de bem estar
Salpicando meu coração de pura beleza.
Vejo toda minha vida passar sobre meus olhos
Com o pensamento envolto em meus medos
Observo as gotas de orvalho depois de uma noite fria
Equilibrando-se entra as folhagens de uma roseira.
Como se me mostrassem como sobreviver
Depois da temporada fria
As gotas de orvalho misturam-se as minhas lágrimas
Dando-me exemplo como jamais alguém me deu.
Observando aquelas gotinhas
Com vida que dura até o sol nascer
Descubro que para ser feliz
Devo usar a dor para lapidar o prazer
E compreender que para ser feliz
Não é preciso ter a vida perfeita.
Confiança
Nas ondas do mar
no rio
na luz do luar
no infinito
na semente a germinar
no orvalho
nas flores a desabrochar
nas nuvens
na lua e nas estrelas
na brisa
no canto dos passarinhos
na vida
está Deus.
Na paz, na esperança
na justiça, fé no coração
no olhar de uma criança
na saúde, sorte, perdão
está Deus.
Pai, mãe, filho, irmão
trabalho, suor, bondade
por Deus é missão
de Deus a felicidade.
Na perene poesia
no pão de cada dia
a chegada e a partida
por Deus é dita.
(Bia Pardini)
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