Origem
A diferença entre carros e motos em auto-estrada está no fato de que os carros têm origem, também destino. Surgem sempre de algum lugar e aqueles que os dirigem sabem para onde vão. Já as motos, não. Não existe um ponto de onde saem. Elas são aparições repentinas em qualquer estrada. Motos, pra dizer a verdade, são fantasmas. Surgem do nada, em alta velocidade, vão para o nada, e dispostas a tudo. Inclusive a nos transportar também para o nada, na companhia de seus pilotos que parecem não ter nada a perder...
O mundo, desde sua origem, carrega um vazio acompanhado de dúvidas, mistério, assombro e incredulidade. Uma força voraz explode no ser incrédulo, ainda que nascido de Deus. O Criador, em sua bondade, oferece o necessário: equilibra a chuva e o sol, sustenta a vida.
Mas o ser humano insiste em ir além do que lhe é permitido. A dúvida, disfarçada de curiosidade, deseja ocupar o lugar do próprio Criador, rebelando-se contra sua própria ignorância. Assim, continuará cercado por enigmas e mistérios, por não conhecer o verdadeiro caminho — pois se esqueceu de caminhar com Deus.
As organizações inteligentes e estratégicas contratam jovens com origem rural, justamente, porque carregam consigo competências humanas fundamentais para o sucesso como a garra, vontade, dedicação, esforço, resiliência e persistência.
Se a cor do cabelo, o tom da pele ou a origem não definem o que há dentro do coração — por que permitir que essas coisas dividam nos, se no fim todos caminham para o mesmo destino e somos feitos da mesma poesia humana?
Por amor:
Se mata.
Se morre.
Se afasta.
Se isolamos
Se sofre.
Se enlouquece.
Qual a origem e a função dessa gosma chamada amor?
No quilombo, pertencimento é origem.
A ancestralidade é fundamento de resistência e sustento da existência.
Quando ouvir por aí, tome cuidado com o amor!
Descuide, a origem dessa propagação sonora é o ego gritando seus interesses.
Com o amor só se pode amar,
Em plenitude não existirá distinção alguma.
Na alma tem-se a origem do amor,
do desejo e da sedução.
Na alma tem-se a origem do que é imortal.
- Flávia Abib
Somos o prognóstico de uma raça indefinida e sem origem. Somos suposições, estudos científicos que nunca chegam ao fim. Tememos o desconhecido, as possíveis vidas extraterrestres, mas nos esquecemos de que o que não conhecemos somos a nós mesmos...
Água.
Não é recurso.
É origem.
Corre silenciosa entre raízes, rasga a terra, desenha caminhos que não pedem permissão. Sustenta o invisível, revela o essencial. Onde ela chega, a vida insiste.
Mas onde falta, o mundo se recolhe.
O que ainda chamamos de abundância já carrega sinais de exaustão. Rios interrompidos, nascentes esquecidas, ciclos rompidos. Não é sobre escassez futura. É sobre ausência presente.
Proteger a água é proteger tudo o que ainda respira.
Dia Mundial da Água.
O PONTO SENSÍVEL
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Tudo se inicia no começo.
Lá, em nossa origem, somos o que somos e nem sequer pensamos que poderíamos ser outra coisa
Já nascemos vulneráveis, sem mesmo entender o significado dessa palavra
Que significa: onde podemos ser feridos.
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Nem imaginamos que esse ponto sensível em nós acaba se tornando um ponto de fragilidade, nosso calcanhar de Aquiles
Logo que começamos a destoar da normatividade, das regras sociais, das crenças culturais, somos atingidos bem nesse local.
No começo, bem no começo, nem entendemos porque estamos sendo repreendidos e maltratados.
Somos somente o que nós somos, mas de algum modo isso não é o suficiente.
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Após umas pancadas da vida percebemos que somos diferentes dos demais naquele ponto vulnerável, que no expõe e nos deixa envergonhados.
E é apartir daí que começamos a vestir nossa couraça emocional, a esconder a sensibilidade do mundo que ousa nos ferir.
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E essa armadura acaba servindo muito bem para que nos sintamos inseridos na sociedade, que somos parte de uma comunidade.
Somos agora todos iguais.
Um número, que arredonda os milhões e bilhões de pessoas no mundo.
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Até que conhecemos alguém que possui algo a mais. Percebemos que ela deixa transparecer em seu jeito de ser aquele ponto vulnerável.
E nos apaixonamos, deixamos cair as couraças e mostramos nosso lado sensível ao ser amado. A vida, que antes parecia mecânica agora tem vitalidade, tem luz, tem cor e sentido.
Agora podemos ser novamente, sem esconder.
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Mas é óbvio que a vida, irônica e trágica, acaba trazendo um drama de um término, uma traição ou uma despedida, que faz com que o nosso ponto sensível novamente seja estilhaçado.
E mais uma vez voltamos a nos fechar pro mundo, com medo de nos machucar.
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Agora, nosso Ego-Persona está mais esperto e consegue fingir vulnerabilidade quando alguém se aproxima. Se disfarça de um sorriso amarelo, de um humor ácido, um ar de deboche, fantasias românticas, formas que evitam sentir a realidade e encarar a verdadeira exposição.
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Mas, mesmo com tanta inteligência em saber burlar as dores originais, acabamos no final nos sentindo sem ânimo, sem propósito, sem o Eu.
E há um grande abismo entre quem estamos agora para o que somos, pois no fundo do penhasco do vazio encontra-se a ferida, as dores causadas ao nosso ponto sensível.
E há um medo surreal de encarar e reviver esse mar revolto.
Mas não há outra saída. Ou nos arriscamos atravessar, ou permanecemos a cada dia perdendo a nossa alegria de viver.
E de uma forma extremamente inusitada percebemos que sempre houve uma ponte que conecta o nosso ponto de estadia para nosso ponto de origem, chamada Vulnerabilidade.
Pela mesma via que a vulnerabilidade nos leva a nos machucar e a nos fazer fechar ao mundo, é também ela que nos faz sentir novamente e nos abrir pra nós mesmos.
É somente através da abertura, da confiança de que a cada nova ferida em nosso ponto sensível, nos tornamos mais fortes, mais articulados e mais preparados pro próximo baque que a vida der.
As pessoas que ainda não perceberam que viver se trata de ser vulnerável acaba se fechando e exigindo que os demais escondam o diferente, o sensível e o fraco.
Mas na realidade o foco nunca será o outro, nunca será o desamor ou a padronização.
O ato de controlar fora é imposto para que ninguém mais os machuque dentro.
É somente uma forma de proteção.
Então, pra quem esse texto chegou hoje, está na hora de se abrir novamente e mostrar suas verdadeiras cores ao mundo , sem ter medo de retaliação, sem ter medo da exposição ou de sentir ferido novamente.
Viver é isso, amar as nossas dores como forma de bálsamo e cura.
Pois somente a gente pode entender nosso lado sensível e o quão amado ele deve ser.
Ser vulnerável para livre ser.
A salvação é toda de Deus em sua origem, provisão e poder: Ele planejou, enviou Cristo, realizou a obra na cruz e oferece a graça gratuitamente. Nada disso nasce do mérito humano. Contudo, Deus decidiu salvar por meio de um relacionamento, não por imposição, e por isso o homem é chamado a responder com arrependimento e fé. Aceitar a salvação não é acrescentar mérito à obra de Deus, mas não resistir à graça que Ele oferece. A fé não é a causa da salvação, é o meio pelo qual o ser humano recebe aquilo que Deus já fez. Assim, a salvação é inteiramente obra de Deus, enquanto a responsabilidade humana está na resposta a essa graça.
Aos poucos vou retomando a minha origem
Me reencontrando
Me reconectando
Me perdoando
Escolher pessoas foi um erro
Mas saber que elas foram deixando evidências deste erro...
Me alivia ...
Nem todo ‘vida que segue’ é recomeço…
às vezes é só fuga de um fim que não se tiveram coragem de assumir.
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