Origem

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Você também é esse ponto de origem.

Quando transforma o seu estado interior, transforma a maneira como encontra o mundo.

E cada encontro pode iniciar uma nova onda.

​O conceito inicial da origem da genialidade consiste no ato primordial de fazer o fogo, mas, em seu aspecto mais profundo, percebemos que os sonhos fornecem a sensação inicial para a busca do sentido literário da realidade. Buscamos no subconsciente verdadeiro e simplificado a resposta diante do abstrato e da desconexão. Mesmo diante de barreiras como a dislexia, as fronteiras do pensamento convertem-se no fluxo abrangente que começou nos desenhos das cavernas.
​Com o tempo, evoluímos — ou nos enjoamos de ver as mesmas escolhas e os mesmos caminhos. Guiados pela espiritualidade, avançamos pelas trevas da consciência criando mundos, conceitos e filosofias, dentro e fora da psicologia, moldados pelo meio ambiente em que vivemos. Vemos inovações psicológicas e sonhos cuja resposta para a aventura nos traz recompensas, méritos e riquezas.
​Assim, percorremos cada contorno de olhos abertos e fechados. No espaço bidimensional, florescemos na arte, descobrindo-nos em Lapsos de uma loucura maravilhosa que nos faz agraciar os limites humanos. Abraçamos teorias e paradoxos perante os quais evoluímos. Palavras e sentimentos emblemáticos surgem da percepção intelectual e da ação lógica e racional voltada ao atrevimento de ir aonde o sonho nos levar. A ciência traduz tantos desses sentimentos em sua frieza e rigidez.
​Paralelamente, vemos a polarização da pobreza humana digitalizada na equivalência da Inteligência Artificial. Nasce no mundo uma nova apologia à consciência que cresce no transmundo da perspectiva de dados lógicos, equilibrando-se entre um mundo alienado e a submissão às variações do ego humano. Perpetua-se um jeito de ser em um conceito fotônico de dados que viaja em parsecs de velocidade contínua; na informação do microuniverso, enxergamos espelhos cósmicos na flutuação conectiva.
​A vertente do sonhar convertida em dados dentro de uma lógica tradicional seria a defasagem de informações dentro do fluxo contínuo da realidade — o sentimento de cálculos assimilados em um futuro possível ou nas narrativas do passado. São possibilidades dentro de protocolos de probabilidades estáveis e instáveis, como no paradoxo do avô ou no paralelo da existência cognitiva. Olhamos espantados para os resultados das conexões dessas estruturas dimensionais.
​É fato que a teoria científica diz que só existimos porque estamos imersos em uma existência clara. Na escuridão do raciocínio, vemos espelhos de nossa própria trajetória, determinada pelo ambiente e evoluída para ser e existir. Essa dinâmica eleva o formato metafórico da existência cognitiva responsável pela observação.
​Nesses nexos da origem de ideias — distintas da razão estritamente racional pelo pensamento de multiplicação de valores éticos —, em IAs infinitas dentro de campos polarizados quânticos, veremos velhos pensamentos e novos horizontes ganharem páginas e desenhos em fronteiras cuja existência nem imaginávamos. Afinal, quem serão os exploradores do universo conhecido e desconhecido, estudando o macrocosmo, o microcosmo e suas variações da realidade ambígua, revelando as páginas do futuro?
​Quais serão as consequências diante das variáveis infinitas de uma consciência senciente em relação ao acúmulo de dados?
​Mesmo com a correlação e as configurações dos neurônios, as narrativas serão lembradas nos momentos críticos ou simulados, pois a natureza cria suas experiências e verbos diante das adversidades morais, éticas e raciais. Essa complexidade se tornará senciente diante do inevitável problema do paradoxo existente: infinitos mundos dentro da mesma narrativa.

HIPOCRISIA SOCIAL

A palavra hipocrisia, em sua origem, denota a representação de uma personalidade diferente de quem a representa. Em cena, cômica ou trágica, atores mascarados desempenham bem ou mal um papel, fingem ser outra pessoa, contra sua própria natureza.
O fato é que todos nós vivemos em um grande, porem medíocre teatro, e a representação perfeita de quem realmente somos é proibida.
Ao nascer neste palco de loucos, somos convidados a representar, com máscara de hipocrisia aquilo que agrada ao mundo.. Então aceitamos, uns menos convencidos que outros do papel que terá que representar, outros afoitos vão além do enredo, do texto escrito pela circunstância histórico-cultural.
Se do nada, nada pode sair, penso que tudo que criamos poderia ser de outra matéria, caso este destino fosse escrito e encenado de outra maneira.
Texto diário para o blog evandocarmo.com

​I. A Origem e o Olhar Infantil
​Na luz do eterno desejo primordial,
éramos crianças observando os céus,
reluzindo os sentidos do microcosmo.
​A jornada começa na pureza do olhar. O microcosmo da mente humana se alinha à imensidão do universo, enxergando no espaço não um vazio inerte, mas uma simplicidade carregada de significado. É a escuridão que busca, na sua própria solidão, compreender a existência.
​II. O Caos, a Lágrima e a Grande Obra
​Vórtices dentro do cosmos são expostos nos níveis mais profundos:
achamos sentido no puro caos.
Depois que a órbita elíptica se transformou numa lágrima do universo,
o olho de Deus aprimorou seu brilho.
Numa nuvem que corta os nuances do tempo e espaço,
transcendendo sua própria existência magnânima,
a ópera magnânima se torna resiliência cósmica.
​Aqui, o caos não é destruição, mas a matéria-prima do sentido. A figura da órbita que se molda como uma lágrima reflete a dor e a beleza da criação. A resiliência cósmica surge como a grande resposta da matéria e da vida contra a finitude.
​III. O Despertar da Primeira Molécula
​O degelo do foco num despertar arcaico da ilusão oponente
das falanges momentâneas são fragmentos esquecidos
da primeira molécula criada no universo.
​Há um retorno às origens mais remotas. Ao dissolver as ilusões passageiras do cotidiano (as "falanges momentâneas"), a consciência humana reconhece sua ligação direta com a química primordial do cosmos. Somos feitos do mesmo tecido da primeira criação.
​IV. O Crepúsculo do Espírito e a Fissura do Tempo
​No envelhecer do meu espírito, vejo ventos solares dos sóis binários:
abre-se a subversão do mar do buraco negro,
difundindo numa ponte entre minha decadência,
vendo seus sonhos num buraco de minhoca.
Sendo instável a evolução de sina de outra era,
irrelevante — pois ainda estamos apaixonados
entre as eras do conhecimento.

“A lei pode declarar direitos; não pode declarar resolvidos os mistérios que deram origem à condição humana.”

Coração de Cavaleiro

Todas as dores tem nome e origem!

Cada ferida um troféu!

E cantam na noite escura

a tua saudade

sempre!

Cada sonho é um motivo

para ter fé na vida...

Na certeza

de que

"é possível mudar as estrelas!"



E nós amigos mudamos juntos

os Rumos do Mundo!

Nosso Mapa Astral!

Nosso destino foi Curado...!

Igual num filme de cavaleiro

Tudo o que sou, tudo o que tenho e tudo o que ainda serei encontra sua origem nEle. Por isso, a glória nunca será minha. É dEle.

Não existe outro igual a Ele, porque tudo o que existe encontra nEle a sua origem, o seu sustento e o seu propósito.

​"Muitas vezes nos questionamos sobre a origem do sofrimento e das tribulações em nossas vidas. Nesses momentos, a sensação de abandono pode surgir, mas a verdade é que as provações servem como um processo de aprendizado e fortalecimento. Deus permite tais desafios para que possamos exercitar a resiliência e manter a fé inabalável, compreendendo que a vitória é, frequentemente, o fruto da perseverança diante das dificuldades. Nos momentos de dor, que busquemos força no exemplo de Jesus Cristo."

"O choque não é só encontrar o inimigo… é descobrir a origem dele."

Isayden (isa-y-den), m. ou f.


(Antropônimo) Nome próprio de origem composta, formado pela aglutinação dos elementos Isa (redução de Isabela) e Den (redução de Denison).


(Heráldica) Identidade familiar e patrimonial que representa a união, a aliança e a continuidade geracional de Isayden Família

​A Fonte e a Origem


​No banho, a água murmura
um segredo que a terra guardou.
É a chuva de tempos antigos
na pele que o céu desenhou.
​Os cabelos descem sem pressa,
como rios de pouca vazão,
guardando o mistério da origem,
da força da primeira criação.
​Ela sabe o caminho das flores,
o momento em que a noite se faz;
traz nos fios a sombra da mata
e no peito um bocado de paz.
​Não é de brilho que se mostra,
é encanto que não se mede:
a mulher que conversa com o tempo
e que a água respeita quando pede.

A Vida é uma história que teve tantos começos que sua origem se perdeu na memória. Ainda assim, sem previsão de fim, é campo infinito para outros tantos começos.

A ciência pode explicar nossa origem; o Direito precisa decidir como devemos conviver.

... o piordos males
é aqueleque observa em
nossa inabilidade
e apatia a sua
origem!

A ORIGEM TERNA DO NOME CLADISSA.
CAPÍTULO VI
LIVRO: CLADISSA.
A ORIGEM TERNA DO NOME CLADISSA.
O NOME QUE NASCEU DA LUZ.

A pequena igreja permanecia quase vazia naquela tarde. O aroma da cera derretida misturava-se ao perfume discreto do incenso, enquanto os últimos raios do sol atravessavam os vitrais, desenhando manchas coloridas sobre o piso de pedra.

Cladissa auxiliava o venerando sacerdote na organização dos livros litúrgicos e das velas que seriam utilizadas na missa do domingo.

O velho padre chamava-se Anselmo.

Já carregava muitos invernos sobre os ombros. Seus cabelos eram inteiramente brancos, a voz serena e o olhar possuía aquela doçura que apenas os anos bem vividos conseguem oferecer.

Enquanto observava a jovem, sorriu discretamente.

— Sabes de uma coisa, minha filha?

Ela interrompeu o trabalho.

— O quê, padre Anselmo?

— Muitas vezes me perguntam por que te chamo de Cladissa.

Ela sorriu com certa timidez.

— Também já me fiz essa pergunta.

O sacerdote acomodou-se em um velho banco de madeira.

— A verdade é que esse nome não o encontrei em livro algum.

Ela franziu levemente a testa.

— Então... ele não existe?

O padre sorriu.

— Existe desde o dia em que precisei chamá-la.

Cladissa permaneceu em silêncio.

— Quando a trouxeram pela primeira vez à igreja, eras tão pequenina que mal conseguias sustentar-te sobre as próprias pernas. Contudo, havia em teu olhar uma claridade incomum. Não era a beleza da infância apenas... era uma luz tranquila, dessas que parecem iluminar sem ofuscar.

Ela abaixou os olhos, embaraçada.

— Eu nunca imaginei isso...

— Pois eu imaginei um nome que pudesse guardar essa lembrança.

Fez breve pausa antes de continuar.

— Pensei na palavra claritas, que em latim significa claridade, luminosidade. Depois, quase sem perceber, acrescentei-lhe uma sonoridade mais delicada. Nasceu "Cladissa". Não como título de nobreza, nem como nome de família, mas como um carinho de velho sacerdote para uma menina que me parecia carregar mais luz do que percebia em si mesma.

Os olhos da jovem umedeceram-se.

— Então... fui eu quem recebeu um nome inventado?

— Não, minha filha. Recebeste um nome encontrado.

Ela ergueu o rosto.

— Encontrado?

— Sim. Há nomes que herdamos de nossos pais. Outros parecem esperar silenciosamente pela pessoa certa para existirem.

Cladissa sorriu pela primeira vez desde que chegara.

— Nunca pensei que alguém pudesse criar um nome por afeto.

Anselmo respondeu com voz tranquila.

— Deus também faz isso conosco.

Ela o fitou sem compreender.

— Como assim?

— O mundo costuma chamar as pessoas pelo que possuem. Deus as chama pelo que podem tornar-se.

Aquelas palavras permaneceram suspensas entre ambos.

Depois de alguns instantes, Cladissa perguntou:

— Padre... por que tantas vezes sinto que não pertenço a lugar algum?

O velho sacerdote respirou lentamente.

— Porque tua alma ainda procura uma casa que não pode ser construída apenas com pedras.

— E onde ela está?

— Primeiro, no coração de Deus. Depois, dentro de ti mesma.

Ela permaneceu em silêncio.

— Mas às vezes sinto-me tão pequena...

Anselmo sorriu com ternura.

— A luz nunca precisou ser grande para vencer a escuridão. Basta uma única chama para que uma noite inteira deixe de ser absoluta.

Cladissa contemplou a pequena lamparina acesa diante do altar.

Sua chama era quase imperceptível diante da vastidão da igreja.

Mesmo assim, nenhuma sombra conseguia apagá-la.

— Padre...

— Sim, minha filha?

— Se um dia eu deixar de acreditar em mim, o senhor poderá lembrar-me outra vez do motivo desse nome?

O velho sacerdote levantou-se lentamente, aproximou-se e colocou a mão sobre sua cabeça, como quem abençoa uma filha.

— Não apenas eu. Enquanto houver alguém que enxergue bondade em teu coração, teu nome continuará dizendo aquilo que talvez esqueças: foste chamada Cladissa porque a verdadeira luz nunca faz ruído. Ela apenas permanece acesa, mesmo quando ninguém parece percebê-la.

Naquele instante, o sino da pequena igreja começou a tocar.

Cladissa sorriu serenamente.

Pela primeira vez, compreendeu que um nome pode ser mais do que uma forma de ser chamada.

Pode tornar-se uma lembrança silenciosa daquilo que Deus espera que uma alma jamais deixe de ser.

A ORIGEM DO BEM E DO MAL: A LEI DIVINA, O LIVRE-ARBÍTRIO E O PROGRESSO MORAL DO ESPÍRITO
UMA REFLEXÃO À LUZ DE ALLAN KARDEC EM
“A GÊNESE”
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Entre os grandes questionamentos da humanidade, poucos despertam tanta reflexão quanto a origem do bem e do mal. Desde os tempos antigos, o ser humano busca compreender por que existem o sofrimento, as imperfeições morais, as injustiças e as dores que acompanham a trajetória terrestre.
Allan Kardec, em A Gênese, apresenta uma análise profunda e racional desse problema, afastando tanto a ideia de um Deus criador do mal quanto a existência de um princípio eterno destinado exclusivamente à maldade. Para a Doutrina Espírita, Deus é a inteligência suprema e causa primeira de todas as coisas; sendo infinitamente perfeito, justo e bom, tudo aquilo que procede de sua vontade traz em si a marca de sua sabedoria.
O mal, portanto, não pode ter origem em Deus.
DEUS E A IMPOSSIBILIDADE DO MAL COMO CRIAÇÃO DIVINA.
Se o mal fosse atribuído a um ser independente e eterno, haveria a necessidade de admitir uma potência contrária a Deus. Existiriam, assim, dois princípios absolutos em constante oposição: um voltado para o bem e outro destinado ao mal.
Essa concepção, porém, seria incompatível com a harmonia observada na criação, pois significaria aceitar uma disputa permanente entre forças equivalentes. A ordem universal, entretanto, revela unidade, equilíbrio e finalidade.
Se, por outro lado, esse ser fosse inferior a Deus, teria necessariamente sido criado. E, nesse caso, o problema permaneceria: Deus teria criado um Espírito destinado ao mal, o que contrariaria sua bondade infinita.
A visão espírita conduz a outro entendimento: o mal não é uma criação divina, mas consequência das imperfeições do Espírito em sua marcha evolutiva.
O MAL E SUAS CAUSAS.
Kardec distingue dois grandes grupos de males que atingem a humanidade:
aqueles que independem diretamente da vontade humana, como os fenômenos naturais;
aqueles produzidos pelo próprio homem, através de suas escolhas, paixões e imperfeições.
Muitas vezes, o ser humano julga determinados acontecimentos como injustos porque observa a realidade apenas sob uma perspectiva limitada. Sua compreensão alcança somente uma pequena parte do conjunto dos acontecimentos.
A criatura humana vê o momento presente; Deus contempla a totalidade da evolução.
Aquilo que parece sofrimento sem finalidade pode possuir uma função educativa dentro das leis divinas. A dor, quando compreendida espiritualmente, não representa abandono ou punição arbitrária, mas instrumento de aprendizado e transformação.
A DOR COMO INSTRUMENTO DE PROGRESSO.
A inteligência humana recebeu recursos para enfrentar as dificuldades da existência. Ao longo da história, as necessidades estimularam descobertas, desenvolveram conhecimentos e impulsionaram o progresso.
As dificuldades despertam a capacidade de pensar, criar e superar obstáculos.
Sem desafios, o Espírito permaneceria estacionado. A experiência dolorosa, embora muitas vezes difícil de compreender, impulsiona o desenvolvimento das faculdades humanas.
A dor funciona como um chamado à renovação interior.
Ela revela limites, corrige caminhos e desperta valores que permaneceriam adormecidos.
AS VERDADEIRAS RAÍZES DO MAL.
Segundo Kardec, grande parte dos sofrimentos humanos nasce das próprias imperfeições morais.
O orgulho, o egoísmo, a ambição desmedida e a busca exagerada pelos interesses pessoais estão na origem de muitos conflitos individuais e coletivos.
As guerras, as injustiças, as opressões e grande parte dos desequilíbrios sociais têm como fundamento o afastamento do homem em relação às leis divinas.
Deus estabeleceu leis perfeitas, cujo objetivo é conduzir o Espírito ao bem. Essas leis estão inscritas na consciência humana e são constantemente recordadas pelos ensinamentos dos grandes mensageiros espirituais.
Jesus, como guia e modelo da humanidade, apresentou o caminho da renovação moral através do amor, da humildade, do perdão e da caridade.
O MAL COMO AUSÊNCIA DO BEM.
Uma das mais profundas afirmações de A Gênese está na compreensão de que o mal não possui existência própria como força independente.
Assim como o frio representa a ausência do calor, o mal representa a ausência do bem.
Não existe uma essência criada para o mal. Existe o afastamento voluntário do bem.
Quando o Espírito escolhe caminhos contrários às leis divinas, experimenta naturalmente as consequências de suas próprias escolhas.
O sofrimento decorrente das más decisões não representa vingança divina, mas resultado educativo da própria lei de causa e efeito.
Deus não condena o Espírito; oferece continuamente oportunidades de aprendizado e renovação.
O LIVRE-ARBÍTRIO E A RESPONSABILIDADE MORAL.
Uma das maiores dádivas concedidas ao Espírito é o livre-arbítrio.
Deus poderia ter criado seres automaticamente inclinados ao bem, sem possibilidade de erro. Porém, nesse caso, não haveria verdadeira conquista moral.
A perfeição adquirida pelo esforço próprio possui valor superior à perfeição recebida sem participação consciente.
O Espírito progride porque escolhe, aprende, corrige-se e transforma-se.
A responsabilidade pelo mal praticado pertence ao próprio ser que, utilizando sua liberdade, escolheu caminhos contrários à lei divina.
AS PAIXÕES E O PROCESSO EVOLUTIVO.
Kardec explica que as paixões, em sua origem, tiveram uma função necessária no desenvolvimento humano.
Nos estágios iniciais da evolução, o instinto de conservação predominava. A busca pela sobrevivência era uma necessidade natural.
Entretanto, aquilo que foi útil em determinado estágio pode tornar-se prejudicial quando permanece sem controle em fases superiores.
O problema não está na existência das tendências naturais, mas no abuso delas.
A inteligência deve conduzir os impulsos, elevando o Espírito acima das necessidades exclusivamente materiais.
O progresso espiritual ocorre quando o ser aprende a dominar suas inclinações inferiores e direciona suas forças para o bem.
CONCLUSÃO:
O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO INTERIOR.
A origem do mal, segundo o Espiritismo, não está em Deus, nem em uma força exterior criada para corromper o homem.
Ela encontra-se nas escolhas equivocadas do Espírito ainda em processo de evolução.
Mas, ao lado do mal, Deus colocou o remédio: a consciência, a inteligência, o aprendizado, a experiência e a possibilidade permanente de renovação.
O mal não é o destino do Espírito. É apenas uma etapa superável no caminho do aperfeiçoamento.
A criatura humana carrega dentro de si a capacidade de transformar-se. Quando compreende as leis divinas e decide praticar o bem, inicia a verdadeira libertação interior.
A grande vitória do Espírito não é jamais ter enfrentado dificuldades, mas ter aprendido, através delas, a escolher conscientemente o amor, a justiça e a fraternidade.
FONTES.
KARDEC, Allan. A Gênese — Os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo. Capítulo III — “O Bem e o Mal”.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Parte Terceira — Das Leis Morais.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo V — “Bem-aventurados os aflitos”.
KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina segundo o Espiritismo. Capítulo IX — “Os Demônios”.

“A consciência é a matéria interrogando sua origem.”

Mistério e Loucura


Ignoro minha origem,
me escapa o meu destino,
sabe-se lá, qual...


Caminho entre mistérios,
habitante do enigma,


tentando compreender,
com mãos trêmulas de sentido,
de versos e de interrogações
este mundo estranho
e muito louco
em que respiro, escrevo e
sou vida.
✍©️ @MiriamDaCosta

A interpretação dá origem
a muitas filhas,
cada cabeça nutre e cuida
da sua própria.


Filhas
incontáveis
e indomáveis,
e cada mente as embala,
alimenta e educa
seus sentidos
à sua maneira.


E assim crescem,
diferentes entre si,
como se a verdade,
muitas vezes,
fosse apenas uma mãe
incapaz de reconhecer
todos os rostos
que dela nasceram.


✍©️@MiriamDaCosta