Onde Estão os Amigos Quanda se Precisa
Meus olhos conquistadores estão sem cores e acinzentados, perdendo o brilho quando a alma se cansa de lutar por beleza.
O corpo guarda um manual de guerras antigas. Lá estão listadas derrotas que ninguém lê, exceto eu. Cada cicatriz é uma frase do diário que o tempo esqueceu. Volto a esses capítulos com os dedos, procurando cura no toque. E descubro que a linguagem da cura é pequena: atenção e tempo.
As palavras dos profetas estão escritas e gravadas nos muros e nos saguões, mas permanecem escondidas e sussurradas dentro dos sons do silêncio.
A verdade liberta, mas o preço, nem todos estão dispostos a pagar perdendo seus bens, sonhos e desejos por Jesus.
"Muitas vezes, os maiores monstros que enfrentamos não estão no mundo físico, mas nos rincões da nossa própria mente. Nascemos na complexidade e, por algum motivo enraizado em nós, a plenitude nos soa artificial. Escrevi sobre essa nossa tendência à autossabotagem e como o ruído interno acaba sendo o que nos faz sentir vivos. Convido você a essa reflexão:
O ENTRAVE: POR QUE SABOTAMOS O SOSSEGO?"
Por tantas vezes, abri mão de coisas difíceis para encontrar em situações fáceis o prazer de alimentar meu ego; em outras vezes, nas coisas fáceis, encontrei a robustez para alcançar algo difícil. Aqui, deixo um pouquinho de tudo quanto mostra que o entrave, as lutas diárias e o embate de pensamento e no pensamento, altera a lucidez ou o devaneio no caminhar.
Solucionar questões criadas por monstros invisíveis na alma é bem mais difícil do que no campo físico. Toda nossa realidade, por incrível que pareça, começa na mente, nas categorias e nas camadas que nem mesmo nós, sendo nosso protagonista fiel, conseguimos mensurar. Dito isto, partimos para um lugar que todos desconhecem, mas suspeitamos que existe — bem lá nas profundezas e rincões da mente humana. Não existe o vazio, nem o vácuo, mas sim um ser que nos move, que chamamos de motivação, fé ou esperança, todos fortemente preparados para nos iludir e nos persuadir de forma que sabotemos nossos caminhos.
A chamada mente, dizem, nos distrai e nos sabota o tempo inteiro; é como se víssemos verde e falássemos azul. Hipoteticamente, a maioria das vezes que nos vemos em situações calmas ou de desespero, entramos neste entrave: é verde ou azul? Os fundamentos da alma são um engajamento contínuo de eras ancestrais, uma forma da mente proteger o corpo físico dos atritos reais enquanto a mesma nos adoece por dentro. O caminho para o paraíso pode ser convertido em nuances trazidas e fragmentadas por caixinhas, como: moral, ética, ego, temperança, certo e errado. Vemos a fragmentação e nossa angústia em saber qual caminho trilhar. Não nos deram um roteiro de como sustentar a vida e suas probabilidades, nem uma bússola para navegar em águas calmas ou em mar turbulento.
O interessante é que, quando a vida está calma, chamamos pela turbulência. A impressão é que nascemos para a luta e que viver no sossego é só uma palavra de companhia para o desprezo da nossa inquietude. Algo intrínseco em nós revelou-se nas entrelinhas sem qualquer disfarce: a monotonia nos assusta. Parece que a tempestade é o que nos guia e o conflito é nossa arma mais eficaz quando a felicidade bate à porta.
Nascemos na complexidade e vivemos dela. Nossa arquitetura interna é um labirinto: fomos feitos para o movimento de buscar a saída, não para o repouso de encontrá-la. A plenitude exigiria uma quietude que a nossa mente — ocupada em criar camadas e conflitos — não sabe processar. Viver dessa complexidade significa que o ruído interno é o que nos faz sentir vivos. Por causas profundas e enraizadas, a plenitude nos soa estranha ou artificial; nunca a alcançaremos plenamente porque o ser humano é dotado para se autossabotar, preferindo o embate que conhece ao silêncio que ignora.
O entrave busca estancar situações, paralisar de forma a mostrar caminhos que devemos escolher. Nisto cabe o ajustamento de forças, ideias e ações, que digladiam-se entre si como em uma eterna brincadeira de braço de ferro.
Pessoas que vivem se vitimizando dificilmente evoluem, pois estão sempre culpando os outros em vez de refletirem sobre seus próprios erros e assumirem a responsabilidade pelo próprio crescimento.
Priscila de Araújo
ESTÃO INDO EMBORA
Estão indo embora aos poucos,
Sem fazer grande alarde não,
Como o sol que se despede
No final da tarde, então.
Deixam marcas pelos caminhos,
Saudades em nossos ninhos,
E amor no coração.
São os avós de cabelos brancos,
Bibliotecas do viver,
Que ensinaram com exemplos
O valor de agradecer.
Cada ruga é uma história,
Cada lembrança, uma memória
Que o tempo não vai vencer.
Estão indo embora os pais,
Sentinelas da existência,
Que enfrentaram tempestades
Com coragem e resistência.
Construíram nosso abrigo,
Foram força e foram amigo,
Fonte viva de experiência.
Também partem nossos tios,
Companheiros da jornada,
Que enchiam as reuniões
Com risadas na calçada.
Contadores de causos bons,
De conselhos e lições,
Na família respeitada.
A cadeira fica vazia,
Mas não fica sem valor,
Pois quem viveu com virtude
Nunca morre por completo, senhor.
Permanece na lembrança,
Na fé, na perseverança,
E nas sementes do amor.
O relógio segue andando,
Sem parar sua missão,
Mostrando que nesta vida
Tudo tem sua estação.
Quem hoje é filho e neto,
Amanhã segue o trajeto
Da divina criação.
Mas não devemos chorar
Somente pela partida,
Pois quem plantou bons exemplos
Continua dando vida.
Na palavra ensinada,
Na família edificada,
Sua presença é sentida.
Quando o vento sopra manso
E a noite cobre o terreiro,
Parece ouvir a voz antiga
De um avô conselheiro.
Ou de uma mãe carinhosa,
Ou de uma tia bondosa,
Num abraço verdadeiro.
Estão indo embora, é certo,
Como manda a natureza,
Mas deixam em cada filho
Sua maior riqueza.
Honra, caráter e fé,
Para quem segue de pé
Com amor e com firmeza.
Por isso ergamos os olhos
Ao Deus da eternidade,
Agradecendo o legado
Que venceu a brevidade.
Pois quem vive para o bem,
Mesmo partindo, mantém
Sua luz na humanidade.
Estão indo embora os corpos,
Mas o exemplo permanece.
Quem semeou amor na Terra,
No coração nunca falece.
Mundo quebrado: Todos estão sujeitos às dores físicas e sociais de uma Terra afetada pelo erro humano. P.G
Meu Deus! Me protege dos meus inimigos! Que estão contra mim! Lúcifer sempre tem usado pessoas, para colocar as mesmas contra mim! Isto durante os 63 anos da minha vida! Cuida de mim Senhor! Dá - me vitória ainda agora em que já sou Velho. Lembra - te de Moisés e dos seus 120 anos, em que sempre foste com ele. David também! Senhor lembra -te dos invejosos, que me têm atacado! Eu de verdade te peço que repreendas, Lúcifer e os seus anjos, que estão metidos em todo este processo meu. Senhor se tu não fores comigo, eu não vou cumprir, o que tu me mandaste fazer. Senhor lembra-te dos tempos de Portimão, Évora, Monção e Lamego. Lembra de Alcobaça, caldas da Rainha e Faro (Albufeira)! Eu sei de tudo Senhor, como tu sabes que eu sei! Eu te peço que repreendas as pessoas em questão! Amém em nome de Jesus Cristo!
A solução de alguns grandes problemas estão bem próximo da gente, mas não conseguimos enxerga-los, pois estamos procurando bem longe do nosso alcance.
Não esqueço dos poetas
que foram para o paraíso,
Homenageei os poetas
que merecem e estão
vivos firmes no caminho,
Para que surjam outros mais
para reescrever o destino.
Enquanto as bombas
constantes caem no Oriente,
O Ocidente permanece
obediente, cúmplice e silente,
eu ofereço poesia prá gente.
Diante da TV e uns e outros
com smartphones nas mãos,
Vivendo como absorvidos
à revelia permitindo o Apocalipse
de todo dia vive a tomar conta
sem pedir nenhuma permissão,
convido a não ficar tonto
com o nosso mundo em viração.
Pela própria anomia um estão
se afogando sem perceber
que nada de fato foi feito,
E tudo o que está ocorrendo,
são poucos sãos que estão
fazendo neste tempo
que está tudo se desfazendo.
Porque nenhum cúmplice
dos Arquivos de Epstein foi
de fato pela Justiça preso,
as leis de guerras tanto faz,
e falar de paz ninguém
quase se interessa mais.
[Inteligências artificiais,
seres humanos frugais].
Olhar para o céu faz lembrar
que os pés estão presos à terra.
No Hemisfério Celestial Sul
é chegado o solstício de inverno,
e te habitar é o que mais quero.
Do meu território para o seu,
conhecer as rotas para habitar
na tua pele tem sido mistério.
Condor só voa com Condor,
e juntos ganham o universo.
O que é feminino e masculino
estão com as suas oferendas
sob a mesa, para reverenciar
a Pachamama e o Tata Inti:
é chegado o dia de Willka Kuti.
Observar o tempo astronômico
faz com eu me semeie, regue
cresça e crie raízes em você;
sem absolutamente nada temer,
faça noite ou dia, amar é viver.
Florescem em julho,
altivas, as paineiras.
Ali estão as corredeiras,
as quedas-d'água,
e o destino sorrindo
através do seu sorriso.
Com o meu coração
nas tuas mãos macias,
tal qual um peixe
quando encontra
o lugar certo e para:
algo forte prepara,
percebe o rastro
e o coração dispara.
Nos lábios, a canção
antiga que foi cantada
por vários artistas.
Tenho dado as pistas
para mostrar que
a bola está com você,
e certa estou, sentindo
que o coração todos
os dias está se abrindo.
Para que as tuas ações
encontrem e inaugurem
a direção das emoções,
para o amor não se perder,
não vamos jamais arrefecer,
faremos o dobro por merecer.
Pouco a pouco os sinais
e as cartas que não foram
enviadas estão sendo
colocadas todas na mesa,
Não é apenas um simples
interesse com certeza.
No Hemisfério Sul é só
o primeiro dia de agosto,
Do sabor da grumixama
quero partilhar o gosto
aos beijos, a chama,
e tudo o que nos ufana.
Próprio do tempo invernal
olhamos para dentro,
em total enamoramento
o andor, o ritmo e o desejo
estão em transbordamento,
Não falta muito para viver
a nossa real história de amor.
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