Ondas
As vezes um sorriso se perde no oceano e deságua num mar tempestivo onde as lágrimas viram ondas gigantescas...
O Natal chegou com o seu farol de bondade, na suavidade das ondas que carregam o navio da alegria para o Porto do amor, transborda a água da felicidade que nos remete para o convívio da família.
No final dos meus dias na terra, existirão ondas no mar profundo da minha alma, que jamais o tempo irá sarar.
Em pequenas ondas surfada em teu corpo, aprendi que o tempo não tem essência se lá não estiveres, ainda que, o sol brilhe a cada amanhecer.
Ondas do mar que lavam as areias das praias, essas mesmas ondas lavem a minha alma, sem salgar meu coração
Ondula a notícia
De justiça,
Tal qual as ondas
Do oceano,
Que digam o sim
À história
Sem nenhum engano,
Ele não é meu,
E muito menos seu,
Ele é do povo boliviano.
Desejo o correto,
Que é devolver o mar
À quem é de direito,
E que ele venha inteiro.
Ao Grande Chefe a glória,
Aos libertadores a reverência,
Não descanso e nem deixo descansar
Quem insistir em dizer
Que a Bolívia nunca teve mar.
O verde dos teus olhos esparramados
No balanço das ondas do balneário,
O Sol brinda o amanhecer enternecido
No limite do amor ainda desconhecido;
O amor flechou, e fez dois apaixonados.
O teu lugar ao meu lado está reservado
Na rede para ver o tempo passar...
Há um amor para nos entreter,
E uma doçura para compartilhar.
O mar escreveu o nosso destino,
Traçou a poesia nas areias,
Porque com arte escrevo o que sinto;
Semeio flores no nosso caminho.
Porque a arte explica tudo:
o amor, a saudades e o afastamento
Para viver de dor e de alento;
E de puro entendimento de não tê-lo aqui,
Bem junto de mim neste momento.
A poesia segue solta
como as ondas do mar,
Poesia que se preze deixa
o amor se chegar,
Como fina dama ela sabe
se comportar,
E como cortesã ela sabe
o quê te dar...
Posso te amar
em todos os ritmos do Brasil,
Com grande competência
que ninguém viu,
E sequer nenhum ser humano ouviu,
Sou a prece que ao Pe. Cícero
você dirigiu.
A existência pode ser fugaz
- falaz,
O amor é que a torna audaz,
E esse teu amor dengoso
que você faz,
Você sempre acaba fazendo
com que eu vá atrás.
Camboinha, Camboinha, Camboinha,
Alguém tocou a campanhia,
Não me sinto mais sozinha,
Eu já tenho você e o Sol
para fazerem companhia.
Absolutamente ondas
de fúria só deixam
a todos nós ainda
mais desamparados
no momento em
que todos deveriam
estar reconciliados,
Não sou autora da frase
"Informar não é um delito",
Aqui segue sendo repetido
para quem sabe seja
daqui para frente entendido:
Quem informa anda
sendo preso e perseguido.
Talvez este poema faça
mais do que todos nós
juntos não conseguimos,
Libertar de vez cada
preso de consciência
seja civil ou militar,
Pois até quem cuida
do dom da vida
tem sido preso
e incompreendido;
Vencer o próprio ego
se faz necessário
para viver em paz:
Não sei e talvez nem
ninguém sabe o quê
aconteceu em Ramo Verde,
Só sei que 'La Abuela Kueka'
retornou para o lugar,
Do General que está
preso injustificadamente
não canso de parar
sobre ele perguntar;
Só que que vou escrevendo
até o sol da justiça raiar,
Não vejo o porquê
de espezinhar os filhos
que um dia deixaram
uma Pátria sejam
quais forem os motivos,
porque desta Terra
somos todo peregrinos,
por isso creio no destino
e seus sinais místicos.
Araranguá Poética
Ventos do Extremo Sul erguem
as areias, as conchas e as ondas,
poesia aberta pelas patas
das heróicas mulas dos tropeiros
ergueu-se e fez Balneário
Morro dos Conventos
por beleza, por agraciada natureza
por um povo cheio de grandeza
e foi escrita a Araranguá poética.
É no rio desaguando no oceano,
nas trilhas românticas
nas dunas bailarinas,
no penhasco poético,
nas falésias contemplativas,
no mágico Balneário Ilhas,
no farol do teu olhar me encontro
e na imensidão do mar
do teu amor eu me entrego.
Inscrição perpétua e sambaqui
trago em mim a vibração guarani,
xokleng me faço intrépida
e cerâmica poética do amor
eterno que passou e se perpetua
com a fé da tua gente originária
e com fé de quem veio de longe
e fez a primeira capelinha,
assim és a Araranguá infinita.
Pelas mãos indígenas, africanas,
europeias continentais e açorianas,
encantadoras prósperas e artesãs,
que enfrentaram o mar e por ti
se fizeram herança na lavoura,
na cultura na pesca
e na memória afetiva,
e por tudo isso e muito mais:
és a minha Araranguá poética.
Não há nada mais
Sagrado no peito
Do que essa liberdade
De um oceano inteiro.
As ondas acariciam
As douradas areias,
Cantam as aves
No firmamento,
E reverenciam as sereias.
Não há mais tempo,
Em nem maneira
De conter as correntes
Da fé que nasceu perfeita.
O guerreiro sentou
Na praça na paz,
O quê está escrito
Ninguém mais desfaz.
Imaruí Profunda
Nos braços do vento
que balançam as ondas
do mar de Laguna
para Imaruí deixo
levar este poema
repetindo a trajetória
de quem chegou
para ficar nesta parte
da Região dos Lagos.
Teus farrapos foram
acompanhados
para chegar nesta
freguesia que hoje
virou cidade erguida,
e me recordei da tua
gente originária
que vivia por aqui.
Cachoeiras, lagoas,
ilhas e trilhas vou
revivendo com
leveza um passado
nada fácil resultado
de um massacre
conhecido e orando
continuo piedosa
por seus mártires.
Só sei que minhas
letras têm igual
leveza das asas
de maruim que
dizem que te nomeia,
E o descanso
da tua lagoa que é
a maior do Estado,
e por ti o meu
coração continua
ainda hoje apaixonado.
Bem antes de mim
o meu sangue
cruzou o oceano,
as estepes podem
ser vistas nas ondas
dos meus cabelos,
as montanhas
na altura do olhar
das caravanas
o meu passo calmo
e o imperceptível.
Luar de Ramadã
que pode ser
visto nos teus
olhos lindos,
os sonhos não
podem faltar,
e o nosso apego
e o zelo para tudo
o quê dizem
ser impossível.
O reflexo do Luar
já pode ser lido
pelo destino
nas palmas
das minhas mãos.
O meu véu tecido
pela Via Láctea
regressará
entre as ruínas
de Merv e de tudo
aquilo que trago
e sempre calo,
intrigando alguns
e é reconhecido.
A Rota da Seda
tenho escrita
na silente poesia
e no coração a tenda
para o mundo abrigar.
Sou filha do mar
espalhada nas ondas,
Mãe de muitas pérolas
e poesia de amor,
A sua madrepérola,
a inspiração e pendor.
