Olhos Alma
Oque gosto em você?
Tudo, seus olhos castanhos quando brilham como a lua quando está em seu ápice.
Seu sorriso bobo e vergonhoso
Seu rosto meigo
Simplesmente você.
As decepções vão te fazer abrir os olhos e enxegar como algumas pessoas realmente são.
Ana Nogueira/AMNA
Quem tem ouvidos ouça, quem tem olhos os arregale, e quem tem boca cale-se; para estar certo algumas vezes...
Dilema do eu
As vezes ela tem vontade de olhar no fundo de seus olhos e dizer: ei, eu não desistir de vc, eu não desistir de nós eu não desistir da gente, sabe pq? Quem ama não desiste, quem ama luta até o fim!
Mas ela não pode, afinal ela sabe sei que quem ama um dia cansa! Cansa de tentar fazer dar certo, cansa de lutar, quem ama também desiste.
Surto da Madrugada
As cores não parecem tão intensas
Os olhos não são tão azuis
O ar não é tão mais leve
O calor deixou e ficou o frio
Dentro do peito só uma dor
No coração só a saudade
Na cabeça só arrependimento
Na espinha, só aflora o medo
O fim não parece tão ruim
A saída é uma nova entrada
O fim da dor, é só um passo
A coragem ainda falta
As pessoas não entendem
Ninguém vale a pena
O latão vale mais q a alma
A aparecia vale mais q as palavras
O silêncio é tão atrativo
O cansaço já faz parte de mim
A madrugada é meu espaço
E as lagrimas engolidas
Cacos de vidro ferindo a alma
Pouco a pouco levando a esperança
Pouco a pouco levando a empatia
Pouco a pouco levando o amor
Pouco a pouco levando o brilho
Linda morena de olhos marcantes, seu charme e beleza são tão impactantes, seu rosto lindo e sorriso encantador, bela morena que me encantou.
Desejo
Quem me dera ter vivido poeta
Ter olhos que veem a emoção
Mãos pra cantar a canção certa
Fazendo poemas da inspiração
Ah, quem me dera!
Saber rimar frases de amor
Compor rimas com quimera
E na quimera lapidar a dor
Quem me dera, ah!
Ter a estrofe certa pra paixão
Na quadra ter a sublime forma
E doces versos para o coração
Ah! Sonhador de ser poético
E neste sonho muito quisera
E o pouco que faço é sintético
Ser poeta? Ah, quem me dera!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Seus olhos reluzem
Como brilha o sol no sertão
O calor que neles habita
Invadiu meu coração
Seu sorriso é uma foqueira
Como aquelas de João
Seu beijo é como as cantigas
Que manda embora a solidão
Sua beleza me fascina
Deixa o cabra todo bobão
Seu amor me contagia
Grito isso em todo sertão
Mas a saudade que me habita
Faz tudinho corroer
Ai, quem me dera voltar
Tô morrendo de saudades
Docê.
feitiço
se te comparo a beleza de ser belo
és por certo de lindeza encantada
e aos olhos a formosura espalha
belezura neste ar tão singelo
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
SONETO DO CORAÇÃO VAZIO
Frente aos olhos meus, o coração vazio
O cerrado num silêncio que me angustia
E os pensamentos em uma total heresia
Relatando abastado sentimento sombrio
Estacada emoção com dor em orgia
Sangra sofrência de sonhos sem brio
Das saudades que na alma dá arrepio
E na quimera traz perfídia com ironia
Assim neste saguão de solidão gentio
Chora e lamenta, o amor em agonia
Que aperta o peito num amargor frio
E carente de ilusão e pouca ideologia
Trilho em um querer de séptico luzidio
Ordenando agrura, e refreando o dia
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março, 2017 - 05'20"
Cerrado goiano
É preciso que enxerguemos pelos olhos do espírito, e este só estará apto se iniciado espiritualmente através de uma busca, reconhecimento e aceite pessoal e contínua pela essência divina em si mesmo.
Os olhos nos entregam
Sem querer marejam
e nos faz fraquejar
Buscam uma fuga
Uma procura
Loucura
De se entregar
Você foi o que não tive
Mas sempre presente
Apareceu de surpresa
E com certeza
Voltar
Voltar um passado
Ainda presente
Talvez dormente
Mas salutar
Sonhos
Não preciso fechar os
Meus olhos para sonhar
Apenas abro minha
Mente e começo
A imaginar
Não preciso deitar
E dormir para
Que os sonhos
Venham até mim
Eu só me levanto
E sigo, e todos
Os meus sonhos
Eu conquisto
Renasci pra te merecer
Fui ferida, maltratada...
Meus olhos choravam, sem esperança de sair do cativeiro que me aprisionava
A tristeza me corroía...
Meu sorriso era falso, um disfarce pra tentar esconder minha dor
Mas a minha carta de alforria foi assinada...
E das cinzas eu saí e dei a volta por cima
Para um grande amor viver
Sem medo de ser feliz
Eu renasci pra merecer teu amor
Para com teu cuidado, me reconstruir
Das palavras amargas que ouvi
Hoje você anulou...
Com o teu amor zeloso...
Que faz meu coração transbordar de alegrias
Autora:Simone Lelis
Isso desaparecerá de repente, como fumaça?
Meus olhos estão sempre preenchidos por você
Fico quentinha só de pensar
Eu vou te segurar e nunca mais te deixar ir
Venha
Não me perca
Quero te amar com meus olhos
Te tocar com minhas palavras
Venha
Vamos nos perder em nossas mãos
Nos encher de liberdades serenas
Nos aquecer de sentimentos
Venha
Não me deixe te perder
Venha...
Ela usava flores nos cabelos e carregava segredos mágicos nos olhos. Ela não falava com ninguém. Ela passava horas na margem do rio.
Ausência
Hoje eu permitirei que a saudade morra em mim
Os teus olhos, agridoce, me engulam de solidão
Porque nada te poderei dar, senão, está dor sem fim
Exausto me vejo na janela, e o quarto na escuridão
Ao fundo, uma melodia ao som de bandolim
Assim, me sinto na tua lembrança e tu na minha emoção
Não te quero ter por apenas te ter, quero ir além
Porém, cada gesto, palavras, suspiros, a alma em convulsão
Então, não diz nada porque o teu silêncio me convém
Os teus abraços em outros braços enlaçaram
Sinto que estas distante e sem uma tal essência
Eu deixarei... tu irás, e as madrugadas companhias serão
E assim, eu serei e você será... ausência!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Junho de 2018
Cerrado goiano
