Olho pra Frente
Por mais que as pessoas nos amem... Elas podem não entender nossos sonhos, nossas atitudes frente a uma adversidades, nossos propósitos etc... E na verdade nem é o papel delas fazer isso. Esse é o nosso papel, a nossa vida... Temos que parar de exigir dos outros aquilo que só cabe a nós mesmo, e entender que eles não podem nos dar o que no fundo, nem a gente está se dando... Temos que buscar a força em nós... e não buscar força nos outros... Sem contar que muitos daqueles em quem buscamos força mal tem para eles... Se esta doendo, vai com dor mesmo... Está com medo? Vai com medo mesmo... Com fé a gente vence e entende que com Deus nos direcionando a gente chega lá sem mimimi....
Sandra Pop e Lu acabaram de nos deixar em frente à padaria do bairro Floresta, estava fechada e àquela hora da noite, era muito pouco o que poderia nos acontecer, comigo e com o Taranto; como disse, era pouco, queríamos muito mais do que aqueles breves encontros. Precisávamos de ter tido, mais que meros beijos e olhares apenas sedutores; queríamos beijos que acalmassem os corações famintos. Atravessamos a Contorno, havia ali um bar antigo, posso dizer tão antigo quanto eu me sentia.
A garçonete era nova, e tive que lhe pedir uma cerveja e um copo, não sem antes lhe perguntar o nome, Fernanda, negra de rosto magistral e corpo ainda a ser desvendado. Era uma mulher linda, me contou que morava em Santa luzia e que havia se perdido de louca paixão, por um homem que hoje cumpria um degredo. Tinha dois meninos e batalhava em dupla jornada, pelos filhos, que pouco via.
Trouxe-nos a cerveja e o copo. Túlio a olhava como se estivesse nua no Saara e só ele e ela, ali naquele mundo lunar. Comecei a despejar no copo inanimado e mirar na beleza que Fernanda irradiava.
Pedi outra cerveja, a anterior pela metade, apenas para vê-la de frente e verso.
Taranto, sem qualquer cerimônia, me perguntava, se eu, algum dia, tivera um copo que passasse por minha boca e não perdesse a inocência! Parei imediatamente de deixar cair o líquido egípcio, que seria naquela noite a mera saideira, encerrar o papo e dormir. Olhei-a e vi seu silêncio, enquanto literalmente ela deslumbrante desfilava com um jogo de ancas e um sorriso sensual, havia um quase que nada da cerveja em seu corpo. Ele já me olhava e eu o percebia, era uma percepção de alguém sarcástico e que me afrontava, com um prazer de um inimigo. Ele tinha me encostado às cordas. mas era um copo, um copo vazio, com algum líquido, que me olhava sereno e ria de meu espanto com Fernanda e Tulio, e Fernanda, com sua voz rouca e erótica, envolvia nossas mentes e dava vida aos objetos.
Transfigurava-se já claudicante, uma e outra cerveja que desciam a cada minuto, éramos vítimas de nossos suaves desejos com aquela mulher que mais parecia uma sinfonia, um desenho do Manara que acabara de tomar vida própria.
Eu, sinceramente, estava estupefato com aquele corpo vivo.
Enchi o copo, olhei, esperei, queria o líquido que convulsionava em desespero, sua amplitude vazia.
Bebi, senti imediatamente sua respiração. Voltou a me olhar. Fernanda, de soslaio, queria amá-la, profundamente, aquela mulher, mas realmente assim ela o deveria fazer, pois algo estava errado. Procurava socorro, me procurava, ele riu de minha tentativa de matá-lo, olhou-me fixamente e como quem sabe de meu desespero disse-me, estou aqui e se não for eu serei outro, toda uma parte de sua história é e será comigo, leve-me para o canto de sua alma, enquanto a observava junto com Tulio, que falava de seus tempos de colégio militar. Eu estava dolorosamente sofrendo, tinha que me livrar daquele diálogo surrealista, a cada minuto via-o de uma forma, mas sempre um copo e com todas as razões que o mundo lhe destinou. Estava numa bad e não podia me desvencilhar, o único porto era Fernanda.
Eu, perdido, e ela com a certeza que tinha me dominado. Meus movimentos estavam sendo vigiados. Ela e os objetos me tinham.
Restava meia garrafa, mas minhas mãos, não se movimentavam. Fernanda, ria, sorria, gargalhava, nos destruía. Num repente, Fernanda, encheu nossos copos enquanto determinava nossos corpos e a nossa consciência. Vi o bar alagado, afogávamos, não ousei resistir, deixei-me, olhava para Fernanda, para Taranto, para o movimento das águas, dos objetos e das luzes, tudo se movia freneticamente. Não tinha coragem de me ver, junto com ele esvaia toda uma vida que me pertencia. Sobrara-nos Fernanda e seu sorriso angelical e sensual. Depois de tudo e de ver-me ante a morte da história que me pertence, ainda me sobrara saber que em qualquer momento veria um sorriso. Parti, como cheguei, parti-o, aquele copo servirá de cacos, para serem pisados, até nada, nada, restar que me lembre esses tempos insanos.
Roberto Auad
Republicado a pedidos.
Busque seus sonhos mesmo que caia várias vezes , lá para frente você vai ver que tudo que você passou valeu apena.
Política é como a fome, quando se tem se devora o que estiver na frente. De barriga cheia,a cólera é tão grande que vomita o que comeu e suja quem está ao alcance. Talvez o gosto na boca de quem botou para fora, seja agradável. O amargor hoje tem gosto de mel.Vivemos numa sociedade faminta de comida viva.
"Porque me escolheste poesia?
Fiz frente ao teu planalto?
Nem sempre me abunda a sabedoria;
Por vezes surge de assalto..."
Se tua jornada por esta vida esta sendo difícil,
descanse e continue em frente, pois percorres
o caminho certo.
Cuidado com as desistências e as ilusões das facilidades.
(teorilang)
Ruas de terra, onde o asfalto se encerra.
E dai pra frente é grande a sequela,
Mas não me estressa, paciência tenho a beça.
Seu tempo seu espaço, veja e maça.
Ruas de terra, era terra de ninguém.
Forasteiro, grileiro, prejudicou alguém.
Terra não tem, escritura não vem.
Em nome da justiça a tia diz amém.
Ruas de terra, onde se desce a serra.
Criançada no frevo logo se alegra.
Da risada, corre pra lá e pra cá.
E quando chove fica melhor de brincar.
Se esquece de tudo, se esquece da vida.
Criança feliz é criança sadia.
Tem gente que vem, tem gente que vai.
De chinelo no pé, esbanjando a paz.
Ruas de terra sempre tem algo a dizer.
Por aqui, sim, aprendi a viver.
Veja você que o bagulho é mil grau.
Ruas de terra, terra na rede mundial.
O Verdadeiro amigo não é aquele que diz: Vá em frente,mas sim aquele que diz: Eu vou com você!
Shírley Herdy
Nunca ficamos frente a frente
fazendo uso da vista natural,
sonhos que criamos em nós, imagino o
teu sorriso meigo e o teu olhar sincero
sonhos de nós que voam numa existência que não é real.
que destino terão todas as sensações que guardamos
as vontades ,desejos, são sonhos adiados
cedo aos teus encantos mas mantenho-me consciente.
será tudo isto uma divina mentira? a realidade não existe para nós?
não existem enganos verdadeiros nem mentiras indesejadas
mantenho irredutível mas deixo-me ir em devaneios de ti
perco-me, conduzes-me, sinto perdição, desejo e deixo-me ir …
descaio no conceito definido num remoinho de palavras
apenas palavras,
palavras nunca pronunciadas em voz alta, saem do pensamento.
silenciosas palavras que a gritar saem de dentro num
monologo de mentiras..
o que é que eu quero…?
o que desejas?
será que pensas em mim como eu penso em ti?
talvez estejas a pensar o mesmo que eu.
vivemos uma divina mentira que chegou ao fim
Quando a economia à frente pára de repente, é loucura responder com o pé na tábua da insensatez, ou a freada brusca do susto. É preciso saber desviar.
Não fique olhando para o passado, olhe para a frente. Não fique recordando seus erros, mas seus acertos.
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