Olho
A arte do nada dizer...
As palavras misturam-se. Olho para o teclado de letras embaralhadas que juntas fazem nenhum sentido. É inútil tentar fazê-las ter nexo se meus pensamentos não o tem.
Crio mais um blog para suprir a nudez de palavras que tomou conta de mim no endereço passado. E como este se chama? "A arte do nada dizer" (será golpe da ironia de mim peculiar?).
Não importa como eu una as letras e depois as palavras, elas traduzirão pensamentos vácuos de uma mente vazia de sapiência e experiência.
Não sou Machado, Poe ou Gaiman, porque alguém se preocuparia em desvendar os delírios de minha mente insensata no momento em que vomito palavras como um bêbado que após o ápice de tontura, cairá aliviado no chão sussurrando palavras de consolo para si mesmo?
Escrevo, portanto, para mim mesma. Um dia, quem sabe, a Wânyffer Monteiro necessitará lembrar o que a jovem Wan pensava. E, lendo esse quebra-cabeça de pensamentos incompreensíveis, mergulhe profundamente em busca do seu âmago e nunca esqueça o passado. Quando a sua maior diversão era nada dizer.
Tem dia que eu paro olho pro nada e penso em você e começo a cchorar , não por lembra que vc se foi mas lembrando dos momentos lindos que ficamos juntos e sorrimos .
Eu do meu trem, acompanho o ritmo do metrô lá do outro lado. Vez mais lento, vez mais rápido. Olho vagão por vagão na esperança dos meus olhos cruzarem novamente com os seus... Mas o tempo é curto, e você nunca está lá!
Fique de olho onde procurar o amor. Ele pode estar sempre do seu lado, ou na sua frente, e você ainda não tenha percebido. Do outro lado da calçada. No elevador, na portaria, no ponto de ônibus. O amor é como a poesia estão em todos os lugares, assim como no lixão nasce flor,no mais bruto dos homens floresce o amor.
A Pipa
Parece que não,
parece que sim,
Se me olho, vejo embaçado
Quase duplicado
Preso nas escolhas do caminho.
Parece que não, mas...
O incerto é mais certo com certeza
A dúvida e a possibilidade numa vivacidade maior que a efemeridade da decisão.
Parece que sim, pois...
O domínio nos engana
Nos alegra e nos encama
Nos perigos da certeza
Tal qual a criança
Com pouco saber empina a pipa
Dançando ao vento
Sem caminhos pra contento
Não segue apenas um
Segue todos
Cai em todos
Sobe em poucos
Mas alça voo
E resplandece ao sol.
Meu filho se foi
Quanto a mim fiquei aqui
Sozinho, triste, deprimido
Prá todo lado que olho
Em nada vejo sentido
Desorientado eu caminho
Já nem sei o que vou fazer
Desvio meus pensamentos
Mas não dá para esquecer
Lembro das coisas que fizemos
No que deixamos de fazer
Quanto mais eu penso nisto
Mais aumenta meu sofrer
Lembro dele criança
Adolescente e depois adulto
À Deus pediria indulto
Prá trazer ele de volta
Mas o que mais me revolta
É saber ser impossível
Acordado ou dormindo
Sempre por ele eu chamo
Queria poder abraçá-lo e dizer
Filho eu te amo
Mas o destino o levou e fiquei perdido ao léu
Enquanto isto Jesus ganhou um anjo no céu
E assim vou caminhando nesta tristeza sem fim
Vivendo o tempo que resta, da minha vida sem mim.
Em terra de cego um olho é ouro
E se cegas por ouro
O ouro é de tolo
E se és diferente
Não estais inserido
Na busca doente de ter o seu brilho
Brilho da riqueza nem sempre é tão belo
Podes ser feliz vivendo sem teto
E nem tudo que é luz é só para iluminar
A serpente seduz para no escuro ficar.
Reflexão Diária
Dinheiro nenhum paga sua paz de espirito
Todo o dia paro e olho para meu jardim interior, e aprecio seu crescimento e sua beleza, porém como em qualquer jardim para ele permanecer assim tenho que cuidar dele todos os dias, se passo, que seja um dia sem cuidar dele, ou que não preciso podar certas partes, que aos meus olhos já estão perfeitas, geralmente é onde encontro novas ervas daninhas crescendo rapidamente, isso porque olho só para sua beleza externa e esqueço de cuidar da sua raiz. Para isso continuar funcionando preciso entender o verdadeiro significado disso, geralmente eu antes simplesmente fazia coisas, geralmente totalmente desorganizado. E ao final disso não sabia nem a razão e nem via resultados em minha vida. Não corto mais as rosas e coloco em um vaso com água, pois só vão durar ali alguns dias, agora quando a vejo crescendo desde seu botão até suas pétalas caírem no solo à recompensa é muito maior.
Tem momentos na vida em que sentimos algo inexplicado, o coração acelera, o sangue ferve, o olho se enche de brilho, o pensamento vai a mil e a pessoa fica boba' mas nenhuma dessas palavras descreve o sentimento que causa tudo isso. Então é melhor sentir e aproveitar intensamente, até porque ninguém define a cor rosa, imagina um sentimento! Então vou continuar chamando de "Amor'.
Amor correspondido, coisas que não se vermos hoje em dia, verdadeiros amores, com o brilhos dos olhos falando eu te amo para a pessoa, se sentir bem com a presença da pessoa, da voz da pessoa, com o cheiro da pessoa perto... Não se vermos mais nesse seculo XXI, coisa que é dificil nós ver um amor, verdadeiro igual ao de um artista pela a sua arte. Sinto falta de sorrisos verdadeiros, de saudades verdadeiras. ''Sinto dor por não ter mais alguém para chamar de meu amor''. É dificil encontrar alguém que corresponda o seu amor por ela, mas quando encontra é a melhor coisa, porque a verdade vai esta lá, e vai mostrar que amar é a verdade. Por isso luto para que eu veja um amor correspondido, de verdade comigo. Desejo que minha esposa seja como Eminem mandando um spid flow para que no dias dos namorado, para eu da uma flor para o meu amor.
Se os meus sentimentos visses;
Se eu os podese mostrar
O teu nome iria aclamar
Pois nos teus olhos
Nada vejo se não a dividade
Fácil de se ver,
Mas impossível de a merecer.
Porquê?!
Como consigo eu viver sem ti?
Que mal eu cometi?
Que sentimento é este que corroí?
Que sentimento é este que consenti?
Não sei...
Contudo a pagina virei,
Uma nova historia contarei,
Mas tu lembra-te de mim
Pois isto por aqui não fica.
Olho para estrelas...
Pensamentos tão fugaz
quanto a brisa da noite.
Eterno olhares de luxúria,
Desejos que talvez não
mais exista.
Contentamento de ser,
Contentamento de quer ter.
Tão longe minha mente poderá
perecer.
Então aqui afirmo,
Como o conto de um poeta,
Minha existência é tão efêmera.
Quando tento te afastar, volto.
Vejo filmes, olho fotos.
Tá fotografado nas lembranças,
tatuado.
Não tem como arrancar:
é balsamo para os meus dias
vida !
Paixão que sobrevive ao tempo
vive nos tempos:
passado, presente...
Habita em mim !
Vivemos na ótica de uma ilusão contemporânea, abdicamos o olho clinico da reflexão moderna, para admitir a tolice de um devaneio insurgido.
Quanto mais olho para o céu, mais maravilhado eu fico em imaginar que existe uma imensidão devastadora fora de um átomo chamado planeta terra.
Mais um dia.
I
Abro primeiro um olho, depois o outro mas pode ser que algumas vezes eu abra os dois ao mesmo tempo.
Acordado mas não desperto, posso ter de imediato qualquer pensamento, a vaga lembrança de um sonho, de um pesadelo ou vislumbre os poucos afazeres que me aguardam.
II
Quatro ou cinco passos, até porta do banheiro, acendo a luz, escovo os dentes, lavo rosto e penteio o cabelo, nem sempre nessa ordem, mas parece que tudo está em ordem.
Até agora uns poucos sons, nenhuma palavra, só minha imagem refletida no espelho, retrato da obra destrutiva do tempo.
Tempo que às vezes é pouco, outras suficiente, que na maioria das vezes sobra.
Há certa solidão nesses movimentos quase automáticos.
III
Não uso meias, o calçado é um prático Croc. Encaixo os pés sem auxílio das mãos e nem preciso olhar.
Calça jeans, de barra cortada com o estilete, sem acabamento. Qualquer camisa polo, pego sempre a de cima, são todas idênticas, de cores neutras e sóbrias.
Não sinto nenhuma necessidade de variar o traje nem o trajeto, será mais um dia igual aos outros e isso não requer nenhuma postura diferente.
IV
Abdiquei do café da manhã com os amigos, prática de mais de quinze anos. Os assuntos interessantes se esgotaram e deram lugar a discursos de mesmices disparatadas e fofocas de homens, absurdo inaceitável na minha idade.
Antes só, comigo mesmo do que rodeado de Wikipédias ambulantes.
Ainda vou lá de vez em quando conferir e constatar.
V
Não compro mais jornais nem revistas. As notícias saltam aos meus olhos a cada clique no Google e no Facebook, com o aval das agências de notícias, umas mais, outras menos, mas todas superficiais, vendidas e parciais.
Tudo junto e misturado como é atual, moderno e perigosamente fácil.
VI
Do café da manhã até o almoço são uns tantos minutos de umas poucas horas.
Ao entrar no mesmo restaurante vejo os mesmos funcionários, alguns clientes de sempre e o almoço de R$44,90 o quilo pula no meu prato.
Uma rodela de tomate, uma de pepino, uma colher de ervilhas, outra de grão-de-bico ou feijão-branco, mais uma de milho.
Não pode faltar uma pequena porção de beterraba com cebola crua, três ou quatro vagens e um ramo de brócolis.
Sinto falta do rabanete, da erva doce e do salsão, nunca presentes.
Quando tem berinjela temperada faço uma troca. Nesse dia como até pão.
A proteína animal se resume no menor pedaço de peito de frango assado ou de uma pequena posta de pescada branca à milanesa.
São trezentos e cinquenta gramas, fora o azeite à vontade que só coloco depois de pesar. Poucas vezes erro na mão mas nunca passei dos quatrocentas e cinquenta gramas.
Tem gente que coloca sal, pimenta e outros molhos, eu não, eles não me fazem nenhuma falta, então para que colocar?
Ás quartas e sábados tem uma espécie de feijoada estilizada. Num desses dias mudo o cardápio e ela é a única opção.
VII
Sempre durmo de quinze a trinta minutos depois do almoço. Posso ter herdado o costume dos antepassados portugueses ou espanhóis e essa é única herança que eu queria. Dos portugueses não invejo a inteligência nem dos espanhóis a teimosia. Se tivéssemos sido colonizados pelos ingleses ou alemães tudo aqui seria muito diferente.
VIII
Fotografar pode ser um trabalho, um prazer ou ambas as coisas. Para mim uma alquimia para transformar luz, sombra e cores em belas imagens, que vão durar bem mais do que as próprias lembranças. Minha tarde é de luz, sombra, cores e garotas de biquíni. Nada mal.
IX
De uns tempos para cá o que era um lanche da tarde deu lugar a experiências culinárias da Amanda.
Sem grandes pretensões ela inventa, esquenta, mistura e dá sabor especial a qualquer coisa.
É o amor.
Um simples misto quente se transforma num croque monsieur e qualquer massa num penne à italiana ou um lombo assado com molho madeira ou de mostarda, num quitute de dar inveja a qualquer chefe francês.
X
À noite, ninguém está livre de contrair doenças, defeitos ou vícios e eu mantenho tudo ao alcance dos dez dedos, quando martelo o teclado, num amontoado de palavras, para mim cheio de significados, para a maioria sem nenhum.
Posso estar na cama às dezoito horas ou às vinte e três. Acordo de três em três horas e serão sucessivas dormidas e passadas no computador até acordar novamente para mais um dia.
Abro primeiro um olho, depois o outro mas pode ser que algumas vezes eu abra os dois ao mesmo tempo.
Eu me morro por dentro quando eu olho pra minha cama e ela me vem, me pula em mim, e eu não posso ir.
