Olhar
Prioridade é povo;olhar para o povo,cuidar do povo, das suas dificuldades é o caminho certo para o desenvolvimento de um país.
Nos olhávamos secamente. O olhar de duas almas desgatadas por sentimentos brandos, suores sem sal e cafés expresso. Porém, pela primeira vez, foi como se não nos olhássemos com os olhos, mas com o que há no fundo obscuro deles. Seria isso uma janela da alma, esta já tão enjoada de rótulos, de pretextos e mesmisses, ou apenas mais uma cavidade repleta de sangue, músculos e toda essa coisa qual a única finalidade é apodrecer?
Ele trazia um certo peso, uma certa tristeza estreitamente doce no olhar, que ao primeiro choque, a intrigou. Nem conquista, nem asco, e com certeza muito longe de desinteresse. Ela carregava uma beleza não estereotipada, e essa primeira impressão desceu suavemente pela sua garganta deixando seu gosto por onde passava. Lábios, boca, bochechas, gengivas, língua, garganta. Como um bom vinho. E alí, mesmo que de relance, mesmo antes de se tocarem, ele sentia que já a devorava, já a consumia e a fodia.
E pela janela do nosso quarto a água caía fina e desaritmada. E uma gota, intrusa, pequena e incessante pingava na nossa cama. Tarde demais pra perceber, tarde demais pra arrumar ou se importar. Não incomoda. Mas também não deixa em paz. Era a natureza cuspindo sua indiferença sobre nós. E nos fazendo lembrar quem existe pra quem. E sabe, não é de todo ruim ser insignificante. Talvez não viremos filmes de cinema, e talvez depois de nossa morte não sejamos lembrados pela humanidade. Mas você se importa? Pensei. Enquanto havia a colocado deitada, já sem roupa, e desenhava com minha barba em seu corpo como um andarilho qualquer que vai sem pressa nenhuma de chegar a lugar algum. Suspeitei que não se importasse, pelo modo como suas covinhas pareciam estar pintadas à mão em seu rosto, e nesta hora, pensei quão bom foi não estragar tudo dizendo algo ruim. Nem dizendo algo bom, ou dizendo qualquer coisa. Se o fizesse talvez não escutasse a sua respiração e perderia o ritmo do seu coração batendo prensado contra o meu.
E enquanto estávamos ali, brindando a nossa insignificância, o resto do mundo continuava girando, ignorando por completo aquelas duas almas de olhares desgastados, vivendo em épocas de amores brandos, suores sem sal e cafés expresso. E as gotas, naquele quarto, naquela cama, por sua vez, continuaram pingando exatamente do mesmo jeito. Porém, não mais só de chuva.
Às vezes é necessário estar perto de onde tudo começou. Olhar o passado, tentar entender, observar, admirar... Pra conhecermos melhor a nos mesmo.
O amor se faz assim, com olhares, com sorrisos, com palavras, com encanto; o amor se faz com desejo, com planos, com beijos; o amor se faz assim, comigo e com você.
Nossos olhares se cruzam todos os dias
Apenas um oi surje no vazio cruel
Mas minha mente diz: Eu te quero
Meus lábios desejam os teus
Sem medo ou pudor
Você sentada ao lado de um balcão qualquer
Eu a provocar nossos comprimeitos
Não resisto a tua beleza
Quase enlouqueço de tanto desejo
Eu cruzaria os céus apenas para provar teu mel
Boa noite é o que dissemos no nosso ultimo confronto
queria eu morrer no calor de seu corpo
ONDE ESTÁ O ROMANTISMO DOS HOMENS?
Se nos despirmos de nossos preconceitos, nos desarmarmos e olharmos com atenção na enorme coroa em nome da liberdade e dos direitos iguais ostentada sobre a cabeça do movimento feminista que se levantou no período pós guerra, contemplaremos uma hipnótica pedra “preciosa” vermelha cor de sangue, brilhando imponentemente a refletir na lápide fria da humanidade, a frase: Aqui jás o romantismo masculino.
Estava lá. Não na hora marcada e nem no lugar exato. Eu fui até lá. Abri. Entrei. Os olhares não podem mentir. É verdadeiro. É leve. Tons de pura inocência e também inconsequência. Coisas boas. Coisas que só um coração transbordando pode permitir acontecer. Já estou indo. Mas, eu volto. E voltarei todos os dias, te encontrarei todos os dias. Porque abrir, entrar e te olhar é o que me rege a felicidade. É certeza. Eu volto. Sem precisar ir embora.
não tem um dia que eu deixe de olhar
pro céu que não pense em vc.
Do que me adianta
tantas estrelas lindas
se a mais bonita
esta tão longe de mim
mas guardo um pedaço dela dentro do meu coração
com eterno carinho amor e paixão
Porque de todos os olhos naquele bar, pra ele os dela, eram os mais lindos. Aquele olhar penetrante parecia esconder toda uma história que ele quisera naquele momento desvendar. Ela tinha um cheiro bom, desses que ficam impregnados não só na roupa, como no ser. E o sorriso era perturbador, desses que ele pedia pra dormir e não vê-lo, mas até em sonho ela sorria. Linda, misteriosa, segura e um imã àquele pobre homem, que só queria poder ficar mais um pouco, todos os dias mais um pouquinho. E hoje, amanhã e se não desse certo, tentaria semana que vem.Porque de todos os olhos naquele bar, pra ele os dela, eram os mais lindos. Aquele olhar penetrante parecia esconder toda uma história que ele quisera naquele momento desvendar. Ela tinha um cheiro bom, desses que ficam impregnados não só na roupa, como no ser. E o sorriso era perturbador, desses que ele pedia pra dormir e não vê-lo, mas até em sonho ela sorria. Linda, misteriosa, segura e um imã àquele pobre homem, que só queria poder ficar mais um pouco, todos os dias mais um pouquinho. E hoje, amanhã e se não desse certo, tentaria semana que vem.
Ela levantou o olhar e deu um sorriso. E eu percebi que queria ver aquele sorriso pra vida inteira, ainda que uma vida fosse muito pouco.
disperso sentimento atroz olhar semente perdida,
afogo meus sentidos a tua face pura escuridão,
belo cenário deixado no coração afogado.
por celso roberto nadilo
Aquele menino que driblava certo com as pernas tortas
Tinha um olhar diferente
Chave de todas as portas: Sua maneira inocente
Caçando passarinho
No esplendor da natureza
Garrincha voa, pobrezinho
Exibindo sua beleza
E num gramado iluminado
Iluminadamente ele está
Deixando muito “João”
Sentado na grama pra descansar
O mundo inteiro gritou e agora grita de novo
“- Garrincha, Garrincha, a alegria do povo”
Hoje Garrincha voou nas asas da solidão
Mas a camisa que ele suou
Não tem substituição
Nossos corações pararam
Na parada de seu coração
Não tem mais bola no pé
Ele já não pisa no chão
Uma coisa eu grito com fé, garra e emoção
“- Garrincha era Mané, mas nunca foi João”
