Odio que Virou Amor
Nós costumamos odiar nos outros aquilo que nós odiamos em nós mesmos. O ódio é a manifestação daquilo que somos, mas que não aceitamos ser.
Chega um ponto em nossas vidas, que tememos mais um beijo do que uma declaração aberta de ódio. O motivo é porque enxergamos mais verdade no segundo do que no primeiro.
é na sua boca que provo do mais gostoso sabor.
boca tua que é fonte do meu ódio e do meu desejo,
do doce, do amargo
e da tua língua, que aos poucos me vicio e me embriago.
você é parasitária, me beija apenas na boca
mas percorre até o meu coração.
é por ela que me enlouqueço e me mato só pela sua paixão.
o céu sempre foi apenas de uma cor,
mas sempre me iludo com esse tal azul,
o seu também era assim, eu nunca notei:
fantasias sopradas por um vento do sul.
lá no fundo da garganta me via com cada ideia louca
sussurrada por essa voz rouca,
acho que eu ainda caibo na tua boca.
o contorno dos teus lábios,
os movimentos que fazem sem nem precisar falar, já me falta todo ar.
nossa seiva se mistura bem
porque a gente sabe que beijo não é contrato, é contato.
mastigo sua boca como se tivesse pedido o melhor prato.
espero que não tenha se arrependido do nosso trato
provando da nossa explosão de sabores.
é que meu gosto é ainda melhor na tua boca,
era como se fossemos feitos pelos melhores pintores
e agora só me resta saber se o que sai dela
são novas feridas ou a cura das minhas dores.
Toda confusão provém de um sentimento. E ainda que de ódio, originado pela falta de algo. - Em 100% dos casos estamos falando de amor.
Não tenho medo da morte, porém por precaução tomo cuidado para que não exista culpa, ódio e nem ressentimento me esperando do outro lado da vida.
O machismo é covarde!
O ódio é insano!
O racismo é imbecil! O preconceito é doente e a ignorância é capaz de tudo isso.”
Ódio II
ÓDIO II
Amo alimentar o meu ódio
Quero beber deste ódio eternamente.
É ele que nutre a minha existência
Sem essa lâmina não consigo enxergar a indiferença.
Na indiferença dos outros
Encontro a minha sensatez
A minha filosofia do amor que pensa
Na ciência que investiga
No estudo que analisa.
Ao me alimentar do ódio
Estudo a paixão que desequilibra
O orgulho que enlouquece as pessoas
O sensualismo que envenena.
Necessito do ódio para saber
Lidar com a indiferença.
Pode vir de terno, vir com olhos, boca, coração e cérebro
Nada, nada mesmo dará conta dessa presença
Muito menos da ausência.
Por isso preciso de beber mais ódio
Pois é neste ódio que preciso de um coração
De uma frieza, de um raciocínio
Mesmo que doente.
Preciso aprender, e o ódio é a matéria-prima dessa ânsia que alimento.
Este alimento está no objeto do ódio
Alimenta o meu rancor, a minha ira
O meu pouco humor e
A minha pouca sabedoria para entender
E aturar.
Quero o ódio para mim, dessa forma
Nunca serei indiferente.
Até aqui conheci mais desconsideração que respeito. Mais intolerância que empatia. Mais ódio que amor. Vi dizerem coisas de mim e de outras pessoas com tanto desrespeito que não compreendi nenhum sentido de humanidade. Mentiras à rodo. Suposições e achismos. Enxerguei o que há de pior na natureza humana.
Bom dia! Hoje li um comentário que elogiava discurso de ódio como um fator positivo da democracia. Gostaria de saber quando que vão(quero dizer, como pode no século XXI. Não me refiro daqui a qto tempo) parar de comparar democracia com falta de respeito, liberdade com libertinagem e vômito social como direito à liberdade de expressão!
Quer se sentir mais leve?
Nada de alimentar a raiva, o ódio, o rancor ...
... ''Desprenda-se'' do peso! Do que te faz mal!
Como é possível tanto ódio entre os seres humanos? Afinal ninguém é superior a ninguém! Todas as nações tiveram a sua origem, nos filhos de Noé: Sem, Cão e Jafé! Deus sempre amou todos e pode salvar os que nele crerem!
