Ocaso

Cerca de 154 frases e pensamentos: Ocaso

Reflexões sobre o ocaso IV

O que me sobra
Ao fim da caminhada?
Um punhado de terra
E ser comida de bactérias. ⁠

Inserida por poetamarcosfernandes

⁠Reflexões sobre o ocaso V
A sensação de chegar ao topo
É desanimadora.
Cheguei até aqui para nada?
Qual é a minha recompensa?
Eu não sou o vencedor?

Inserida por poetamarcosfernandes

⁠Não fique à mercê de pensamentos sombrios
Olhe por cima do muro
O ocaso devora o horizonte
Mas a certeza da manhã nos espera...

Não fique à mercê de pensamentos sombrios
Pois tem uma mão acariciando seu rosto
E uma mente focada na verdade divina
Orando vigorosamente por ti

Não fique à mercê de pensamentos sombrios
Pois mesmo na ausência da luz
Existe a lembrança da aurora
E a certeza que a noite terminará

Não fique à mercê de pensamentos sombrios
Pois pensamentos são pensamentos
E você é a realidade nascida
É vitória...
É perfeição...
É minha filha muito amada...
Não fique à mercê de pensamentos sombrios
Pois é a chama purificadora de Deus
Dando sentido ao mundo

Inserida por marcio_barros

⁠O acaso não vai além do seu ocaso.

Inserida por alisson_barreto

⁠No ocaso descansam os pensamentos, despertam os sonhos…

Inserida por C1C2A3R4

⁠OCASO


O sol cansou-se do firmamento
(todas as tardes se cansa)
Precipitou-se sobre o mar
dando ao mundo a impressão
de que iria se afogar

Um nadador (parece) pretendeu salvá-lo
Foi nadando ao horizonte
com suas braçadas de sete léguas
Foi também se pondo (como se fosse um astro)
até que se concluísse
seu próprio ocaso

E sumiram,
sol e nadador, no pretérito da noite

O Sol, no entanto
(e na manhã seguinte),
ergueu-se por trás do mundo
enquanto o nadador
não teve fôlego para tanto ...


[Publicado pela revista Simbiótica, vol.8, n°2, 2021]

Inserida por joseassun

Sol, não é por acaso que amo seu ocaso.⁠

Inserida por JardelJanderson

⁠no giro
do girassol
sou um ocaso
nos teus cabelos

no passo
do passatempo
sou um acaso
no teu sorriso

no beijo
do beija-flor
sou mais que um caso
na tua boca

Inserida por heron_queiroz

⁠Lá e cá
Aquém, acolá, além
Caos !
Ocaso, acaso ou um caso,
Quem entende o mundo?
Quem?

Inserida por neusamarilda

⁠"O ocaso não acontece por acaso."

Inserida por EdielRibeiro

⁠OCASO DA VIDA

Vai, folha seca, vai, desgarrada
Ao vento em fascinante magia
Vai, que o outono, já evidencia
No fatal balé, de poética toada
Cumpre o destino, meta sagrada
Mudada: sem cor, árida sinfonia
Sem viço, sem a gala da energia
E, a tua pálida força, já crestada

No tempo, a tua mocidade palia
Deixando-te no calor da saudade
Vai, folha delicada, doce poesia
Baila pelo ar desta final liberdade
Realizou a sua crucial biografia...
Ímpar e, cada um de nós há-de.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26 agosto 2024, 16’23” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠POESIA E SENTIMENTO

No ocaso dum dia, poesia e sentimento
Cheio de sensação e de alegria, estava
Acariciando a alma que então sonhava
Com emocional poética no pensamento
Encanto e ternura, fazendo o momento
Assim, do mais intenso ardor, banhava
Quando amor no horizonte desenhava
A face que na saudade era juramento

Ah! tolo sentimento, bate tão mais lento
E o coração, no seu lamento, é moldado
Soa nostálgico, violento, na sofreguidão
Clama, chora, suspira, tem pouco alento
Cinzenta paixão, em torpor fica o coitado
E o sentimento e a poesia, ao vento vão.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
06 março, 2024, 15’40” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠O Entardecer

No zênite áureo, o sol, fulgurante brasa
No ocaso se esvai, em apoteose de luz
O dia fenece, a noite se anuncia
No crepúsculo vespertino, que seduz

Nuvens, nimbos de algodão, emolduram o céu
Pintadas de tons ígneos, de rubi e carmim
O astro rei, em êxtase de beleza
No horizonte se dissolve, em sublime fim

Sombras se alongam, em espectros da penumbra
Enquanto a lua, pálida, surge no arredores

O silêncio da noite, canção que acalma
Em contraste com o fragor do dia que se extinguiu

Pássaros
Em algazarra vespertina
Buscam abrigo em entre as vestes forragem em Camanducaia


A natureza se recolhe, em sono profundo
Sob o manto estrelado, infinito e multicor

O entardecer, enigma indecifrável
Momento de transição, de melancolia e paz

A esperança que renasce, jamais se desfaz
E se a nostalgia paira no ar
A certeza de um novo alvorecer nos conforta

O sol, em sua dança milenar
Promete um despertar, que a alma transporta

Noite adentro, o cosmos se revela
Em constelações que nos guiam na escuridão

O entardecer se cumpre, a vida segue
Em eterna busca por luz e razão

Inserida por samuelfortes

⁠Poema do Recomeço

No ocaso do nosso entrelaçar,
Despontam sombras no horizonte do amar.
Desvelamos adeuses, tecendo a despedida,
Mas nas cinzas do ontem, pulsa nova vida.

No crepúsculo das promessas não ditas,
Desprendo-me de mágoas, antigas feridas.
Palimpsesto da alma, recolho fragmentos,
Esculpo a esperança em novos ventos.

Desatamos os nós, soltamos amarras,
Palavras raras, como pérolas, semeiam as parcas.
Na penumbra do fim, busco o inédito,
Quero o novo, o inexplorado, o mágico.

Em cada lágrima, um cristal dissolvido,
Resetando a trama, que foi tecida.
Esquinas do coração agora redefinidas,
Entre-laces novos, promessas coloridas.

Nas veredas do reencontro, raro e sutil,
Encontro-me, reinvento-me, em busca do febril.
Na alcova do futuro, danço a dança da aurora,
Embalado pela melodia de uma paixão que aflora.

Inserida por ThiagoPereiraCandido

⁠BUCÓLICO OCASO

No fim da tarde bucólico em despedida
Cá no cerrado, o sol num agrado enorme
E o coração em ritmo rápido e uniforme
Em um prazer meu e, encanto desta vida
Me embriago com o horizonte planiforme
Belo, rubro em uma exuberância colorida
Declina o sol em sua tão poética acolhida
Alheio no apego avilto o desdém disforme

Luzidio ocaso, variegado, e tão ardente
Onde a surpresa e admiração é presente
Num rompante de fascínio, de felicidade
O fim de tarde silente e tão inteiramente
De estrelas desmedidas num céu poente
Sedução e suspiros misturado a saudade...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
23, novembro, 2021, 18’49” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠EXÍLIO

Cobriu-me de tristura o ocaso pardo
Um aperto n’alma fino e sem trelas
A saudade com sensações donzelas
E o silêncio que pesava como fardo
E, cá neste soneto um penar guardo
A tatear as imaginações tão singelas
Arrancando emoções sem ser belas
Pra ferir a poética com duro dardo

E, vai, assim, em um versejar forte
Rogando em vão a esmola da sorte
Tragando a ilusão das covas rasas
Bardo triste afetivo em tuas prosas
Sou choro, sou riso, sou mais rosas
Amargo trovador com exiladas asas...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
02 dezembro, 2021, 05’40” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠De Repente

Na magia
Do existir
Dádiva Divina
No ocaso
Sempre
A chance
Para o novo

Na essência
Do existir
Nada como
Um momento
De parar
Olhar em volta
Sem pressa
E viver
Intensamente
O presente

Pra todos
Natal
Dos bãos!
Ano Novo
Dos miós!

Inserida por samuelfortes

⁠a simplicidade me cativou
e a flor brotou do ocaso
o acaso é importante
e nesse caso não se cria caso!

Inserida por vmrima

⁠Para fechar o dia com chave de ouro é necessário garimpar da aurora ao ocaso. Não há achado com peneira parada.

Inserida por Odairalves

- Espinhos e flores -

Te quero rosa celestial,
Margarida vital,
Do ocaso irreal.

Amo-te puro lírio,
Essência de meu delírio,
Espinho do meu martírio.

Por que poeta,
Por esta flor te encantastes,
Não sabes que com espinhos,
Ela pode perfurar-te.

Inserida por ANACAROLINEALVES