Observar
Elas devem nos observar o tempo todo, e criar mil teorias a respeito de nosso comportamento. Provavelmente não entendem o motivo pelo qual acordamos com um belo sorriso no rosto, e voltamos à cama algumas horas depois com lágrimas escorrendo dos olhos. Mais difícil ainda deve ser compreender o porquê de dizermos frases de efeito do tipo ‘eu te amo’ para as pessoas, quando na verdade não existe sentimento algum. Para elas, a teoria da vida é muito simples. Nascer, crescer, amar e morrer. Mas na realidade humana, as coisas são bem mais complicadas do que isso. As pessoas agem com interesses próprios, transformando o dinheiro e a fama em perigosas armas. Armas capazes de destruir qualquer um por dentro. Essas podem ser algumas de suas dúvidas mais frequentes, mas se existe algo que elas realmente não compreendem, é o coração humano. Falando-se em termos médicos, o coração nada mais é do que uma bomba hidráulica, que bombeia o sangue por nossas artérias e veias, por todo o corpo. Mas na prática, tudo é muito mais complexo. Os humanos são tolos em acreditar que são comandados por seu cérebro, quando na verdade, é o coração quem toma a maioria das decisões. No entanto, ele é muito inocente para esta função. Ele não é frio o bastante para fazer o que for necessário para garantir o bem-estar de seu corpo. Mas como diz o velho ditado humano, ‘aqui se faz, aqui se paga’. E é justamente ele quem mais sofre com as decepções que causa à si próprio. E assim, as pessoas vão caminhando. Caindo, e logo em seguida levantando-se, ao mesmo tempo em que tentam tirar alguma lição de tudo isso. E as borboletas? Preferem voar por aí, coletando seu alimento de flor em flor. Elas são evoluídas demais para sofrer com o amor.
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel..."
Paro para observar: a leveza das palavras de Rosa conseguem inventar barquinhos e sonhos etéreos. Solitários e depois solidários, por isso superiores aos eventos e inventos da natureza. Sobrevivem aqueles barcos que permanecem, e aprendem o desenho das ondas. Acabam por encontrar portos seguros. Materializam-se também os sonhos tecidos em Dor e Amor.
Guimarães Rosa complementaria: "De sofrer e amar, a gente não se desfaz.
Quando os meus olhos
resolveram parar e observar,
já era tarde de mais
pois você já não mais me amava
como me amava antes
e de toda a nossa historia de amor o que restou
foi só um louco abandonado
e ainda pensando em você
As vezes tendemos a achar tudo errado talvez seja isso egocentrismo, carece despertar e observar que muitas vidas, cores, sons, ritmos, dias, tristezas e alegrias estão a passar pela vida e você é só mais um(a), valorar a necessidade alheia ñ é uma regra reciproca, muita coisa pra viver e você querendo atenção...
“É interessante observar que, de fato os homens herdarão a Terra.....
Mas uma Terra devastada, sem um ecossistema, pela lógica do capitalismo predador“
"Estou começando a entender os encontros. O que tenho que fazer é sentar e observar um estranho tentar me impressionar das formas mais idiotas e escolher o menos asqueroso."
Gosto muito de observar. Ás vezes, saio por aí, caminhando com um bloco no bolso, só pra descrever a atmosfera em papel. Ás vezes um dia claro, com riscos de chuva. Um choro de bebê ecoa por toda uma praça. Uma menina que fuma um cigarro com medo de ser vista. Um garoto que provavelmente está com fome, e estuda a melhor forma de assaltar essa garota que fuma. Melhor sair daqui. Nessa outra rua, o movimento é diferente, as vozes dos vendedores confundem-se com sons de anúncios de lojas. Maravilhosamente enlouquecedor. Entro num bar, sento-me e começo a observar. Uma mulher que está furiosa por ter derrubado café na sua camiseta branca. Dois bêbados que riem da mulher. Um rapaz bem apessoado, que está sentado lá atrás, calado. Pela minha vã experiência, diria que ele não teve um dia bom. Provavelmente, brigou com a namorada, se ele tiver uma. Decido ir ao banheiro, chegando lá, observo meu reflexo no espelho, e comigo mesmo, penso "Se alguém fosse descrever-me, o que diria?" Voltei para o bar com a minha imagem na cabeça e comecei a escrever no bloco "Uma moça bem apessoada, parece ter uns 24 anos. Mas, apesar de sua pouca idade, parece bem sofrida. Seus olhos são fundos, como se não dormisse bem. Ela é agitada, pois está sempre olhando para os lados. Seus cabelos estão negros estão presos, e parece que ela não os cuida muito bem. Suas roupas parecem gastas, e ela tem uma expressão triste no rosto. Uma expressão de escritor, que tenta grafar seus sentimentos em papéis. Parece ser solitária, solteira, provavelmente" Surpreendi-me, com minha própria análise de mim mesma, mesmo achando que talvez eu tenha sido bondosa comigo mesma, pois creio que meu estado atual esteja bem pior do que o descrito.
Para aprender é preciso observar, se estas errando observe e encontre onde situa-se o erro, e conserte-o mais o rápido possível.
Gosto de mergulhar no meu íntimo para perscrutar o que está incomodando, em ebulição, e observar as razões de tudo.
Já “Solitária lua”
Quem vive na lua?
Quem esta a nos observar?
Será que lá esta só,
ou a lua só está?
Quero me mudar pra lá,
pra ver se encontro companhia,
quero com a lua ficar.
Mas o que farei quando chegar o dia?
Para onde irei quando o sol brilhar?
Acompanharei a lua onde ela for,
quero está na sua doce companhia,
quero sair da solidão de na terra está.
Quero viver está estranha ironia,
de ter que ir um dia,
em busca de companhia,
na doce calmaria,
da solitária lua.
Quem sabe se nesta viagem,
ao espaço sombrio,
não esteja eu na companhia tua!
31/08/2010
Atrás dos meus olhos estão os seus olhos. Atrás desse céu que insisto em observar, está a esperança de que um dia seus olhos estejam a minha frente e não somente dentro de mim.
Perdida em sonhos distantes
Está sempre a observar as pequenas luzes.
Que a levaram a lugares fantásticos
Só conhecidos pela imaginação.
Mas qual graça teria a vida, se não fosse o impossível?
O impensável ou inimaginável...
Então uma pequena menina ousou acreditar,
E seus sonhos se tornaram realidade.
Isso é ou não é, apenas o sonhar?
Em nosso dia-a-dia muitas vezes não paramos para observar certas atitudes que temos. Você já parou pra pensar a importância que muitas pessoas dão a televisão por exemplo?
Reflitam!!
A professora pediu aos alunos que fizessem uma redação que respondesse à seguinte pergunta:
“Se você encontrasse uma lâmpada mágica e pudesse pedir ao gênio da lâmpada que mudasse algo em sua vida, o que você pediria?”
Depois de alguns dias, já em sua casa corrigindo as redações, a professora se depara com a redação de um menino que diz o seguinte:
- Gênio, eu quero te pedir algo muito especial. Por favor, me transforme em um televisor. Quero ser como a TV da minha casa. Quero ter um lugar especial para mim, e reunir minha família ao meu redor. Quero ser levado a sério quando falo. Quero ser o centro das atenções, e ser escutado sem interrupções. Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona, e ter a companhia dos meus pais quando eles chegam em casa, mesmo que estejam cansados. E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me. E ainda que meus irmãos “briguem” para estar comigo. Quero sentir que a minha família às vezes deixa tudo de lado pra passar alguns momentos comigo. Eu só quero viver o que vive qualquer televisor!
Parei de acreditar no que me dizem e passei a observar as atitudes.
Não vivo mais de dizeres, vivo de ações, elas sim são concretas.
Senhor, dá-me sabedoria para saber observar com bons olhos, ouvir com bons ouvidos, aprender com boa cabeça e repassar com bom coração.
Amo observar as pessoas.
Cada uma é um universo turbulento.
Algumas tem vários sóis, outras apenas vácuo e escuridão.
É sábio descansar, observar, recuar, abrir mão.
Nem tudo que nossos olhos desejam são objetos de posse.
"Posse" é ter o que me faz feliz e não maltrata os outros.
