Observar

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RECEITUÁRIO PARA A MANUTENÇÃO DA ALMA


Quando ferido, observo e silencio!
Mergulho em reflexões, me liberto de todos os sentimentos perniciosos.
Renovado, a paz reina em mim novamente!
A partir daí, reinicio a jornada da renovação de meu próprio Ser.

Eu observo tudo que há de errado. Percebo tudo. Isto mostra que estou vivo. Porém não me deixo levar à loucura de querer mudar tudo e todos. A razão é simples. Desperdiça muita energia em vão. A melhor forma de agir é ver o lado bom que há em tudo e em todos. Aí sim. A mente se renova e agradece.

DOIS MUNDOS E UMA PAIXÃO




Tenho uma paixão que observo à distância, por não ter esperança de entrar em seu coração. Sua postura sempre distante não me dá a oportunidade de demonstrar meus sentimentos e, assim, fico com o coração doendo, sem poder expressar o que sinto por ela. Vou seguindo dia após dia, desejando o amor dela, enquanto ela nem sabe que eu existo. Se um dia ela perceber o meu amor e abrir um pouco do seu coração, me dando a chance de demonstrar meus sentimentos, farei dela a mulher mais feliz do mundo.


LERIANO PERÊIRAH

NOSTALGIA.

Tarde nebulosa com previsão de chuva forte, ouço uma canção e observo as ruas vazias e chego a pensar que apenas eu sinto essa nostalgia. As horas horas passam tão rápido quanto os meus pensamentos que ao embalo da canção buscam encontrar você.
Na melancolia da minha imaginação, encontro destino para os sonhos não realizados,caminhos desencontrados,amores passados e tomo uma decisão:continuarei aqui de mãos dada com a nostalgia.

Ao Meu Olhar


Debruçada sobre a mesa observo a chuva que escorre pela parede branca craquelada do jardim de inverno que não plantei


Alguns raios de sol ultrapassam as nuvens e fazem brilhar as gotas que estão na vidraça como lágrimas que escorrem


O tempo se esgota a cada manhã como a chuva passageira esvaindo-se aos poucos lentamente em meu olhar atento


Marlene Ramos Martins
28/02/2026

⁠Não sou sarcástico, apenas observo e comento fatos em momentos inoportunos...

Um olhar para dentro.


Aprendo muito sobre mim mesmo, quando observo o outro. Nesta observação não há nenhum juízo formado nem qualquer tipo de preconceito. Contudo, quanto mais observo mais gosto do eu que me governa. Posso viver só? Claro que sim, tenho-me, e, porque me sou, basto-me ! Há uma multitude de coisas que me fazem sobejar a mim mesmo.

Quando nos observo, vejo que somos movidos pelos nossos sentimentos, e através deles somos capazes de dominar tudo que está a nossa volta, seja no céu, na terra ou no ar. Só ainda não somos capazes de dominar a nós mesmos, homens feitos de sentimentos...

Eu particularmente, sempre observo com muita cautela essas "previsões modernas", com certeza é necessário que você deve amar a terra e o sol e os animais, defender os loucos, odiar os tiranos, não discutir sobre D'us, ter paciência e disposição para perdoar "culpas" com as pessoas, não tirar o chapéu para o que é conhecido ou o que é desconhecido...
Eu particularmente sempre observo com muita cautela...

Quanto menos eu falo e mais eu observo e ouço, mais me aproximo da imagem e semelhança de Deus, pois Ele não diz uma palavra e observa a tudo e a todos em 100% do tempo.

Parei de admirar pessoas,
agora observo borboletas.

Distração

Eu observo a pintura dela em outros quadros, vejo o seu rosto em outras pessoas e até temo olhar-me no espelho com a impressão de que ela aparecerá ali. Me distraia. Me perturbe. Me enlouqueça.

⁠Observo neste instante sem pestanejar o brilho poderoso de um dia ensolarado, iluminando uma beleza grandiosa, uma arte de pele afável, estrutura charmosa, vislumbre de um mundo feito de intensidade, provido de fartos atributos, um frescor de liberdade, fogo vigoroso, simplicidade revigorante, o calor emocionante de um amor de verdade, vividade entusiasmante, sabor de felicidade, por conseguinte, uma sedução abundante graças a estas maravilhosas qualidades.

⁠Hoje como ontem penso em tí, abraço o teu sorriso e observo o seu rosto como se absorvida eu fosse pelo teu amor, e descubro que te amo muito mais do que pensava. Então me eternizo em tua lembrança e busco nos teus lábios a vontade de viver.
Nada te peço além de que me Ames, então me calo e choro, como as rosas que nào falam mais choram.

Minha casa, meu jardim

Às vezes, fixo meu olhar no jardim da minha casa e observo, intrigada, os vasos de lírios e rosas que ali se encontram. Então me pergunto:
será que elas se sentem como pássaros trancados em gaiolas?

Fico triste, porque, de certa forma, sinto que é assim mesmo.
Somente eu as aprecio,
somente eu sinto o seu perfume,
somente eu as acaricio.
E somente elas sentem a minha presença e o meu carinho.

Essa estranha sensação me invade de repente.
E, mesmo sob o calor escaldante,
um leve frio esbarra em mim.

Observo como muda o meu humor, se ontem te amei, hoje sinto pouco e o pouco foi o demais que ouso. Acordo sonolenta e as palavras me dão ressaca se me desnudo na sala de minha casa calada. Pois que me desculpem os versos em vão, se tantas vezes caminho sem direção. Se digo que escrevo a você vislumbro o possível fim e muito mais escrevo a mim. Na pintura de minha face se derramam todas as minhas fases e como um camaleão mudo de cor e me misturo à paisagem. Eis que o sol raiou e é densa sua claridade, no azul do sábado que atravessa a cidade. E se eu amo tanto, também me esqueço verbalmente ao escrever um poema que não mente. O poema tira minhas vestes e encancara o peito que se faz mar celeste ou solo árido do agreste. Eis que é o mesmo sumo e me assusto ao ouvir minhas palavras e por um instante não sinto nada. Fecho as cortinas da sala, pois a ninguém interessa minha madrugada e o ímpeto de desmachá-la e já não sei quando minto ou falo a verdade, se tudo brota no caminho das ambiguidades. No sol ardente encaro a realidade, que muito mais se faz palpável se escrevo e me calo quando se escancara o sábado do passado que se busca na escuta alheia de algo que se assemelha. Busco através das palavras uma expressão que muda conforme minha face, que não ri, nem chora, pois que outrora tudo era mais intensidade, mas o dia concreto busca uma nova necessidade. O amor implacável enfraquece se no calor já mudou o meu humor. E me faça o favor de não acreditar em minhas frases, pois que contrasta o ser que sou e a pessoa que serei. Disso eu bem sei, se palavras passadas me deixam ruborizada e mais busco pássaros em revoada no céu que desconhece estrada. Hoje é dia de viver o hoje e me pergunto como pôde a noite escura se transformar em rima se hoje sigo nova trilha na paisagem que se descortina. Me visto com o meu rosto para evitar qualquer desgosto, se tanto me tenho exposto. Mais eis que são apenas palavras, que pouco dizem do meu ser, se sei fazer escurecer ou amanhecer. A roseira na janela nada espera se a maré se faz em cores amarelas e me pinto de aquarela em cada traço na tela. A poesia se faz como uma necessidade a conter minha intensidade, me abstenho da cidade e minha sala é um ecossistema que se retroalimenta. E minha doçura arde como pimenta na mão que acalenta e me faz e me sustenta. Sou mais que aparência. Eis minha essência.

Quando há uma dúvida dentro de mim, afasto-me, observo e só volto quando a dúvida se tornar um caminho.

⁠"Por isso não observo a congruência quando me pedes para me lembre de você durante o dia, pois quando temos que nos lembrar é porque em algum momento já temos esquecido, e as pessoas especiais nós não esquecemos, elas permanecem sempre ativas perambulando em nossa mente".

Re Pinheiro

ECO DO SILÊNCIO
(Quando as almas se tocam sem precisar de voz)

Abro a porta do quarto e observo meu filho autista, que adormece no auge de sua juventude — de puro vigor, exuberância e beleza, tanto externa quanto na pureza de sua alma perdida, avulsa e flutuante. Digo em pensamento: "Obrigada, meu Deus, estou me esforçando..."
E aí, ele dá um suspiro profundo, como quem diz: "Eu sei, mãe!"
E seu corpo estremece...

Lu Lena / 2026

Não confunda minha paciência e leveza com ignorância.
Vejo mais do digo e observo mais do que notam.