O Vento e a Chuva
VENTANIAS
Tão fraca essa chuva desacompanhada de vento
Proveio certamente de alguma nuvem dispersa
Fugidia da madrugada de alguma noite sem graça
Estanque sobre o telhado acima da minha cabeça
Não que não mereça que meu derredor se molhe
Com essa calmaria própria dos bem-aventurados
Porem estou acostumado a solavancos constantes
Tanto que me estranha tamanha bonança repentina
Sou eu afeito de trovões e ventanias da montanha
Que sacolejam e soçobram insanos restolhos de asas
Absurdamente inconstantes entre abas e serpentinas
Por isso a minha casa é de pedra incólume e bruta
Plantada sobre sólidos e poderosos alicerces da lida
Mas despreparada à suave nudez de uma brisa
EU AMO A CHUVA;
O som do vento entremeio as árvores me trás uma sensação de liberdade, a cor escura de um céu fechado me deixa encantada e me faz respirar fundo, quando eu ouço os pingos caírem minha vontade é de dançar no meio do nada, o cheiro da terra molhada me trás nostalgia de vários sentimentos intensos.
Chove sem parar ao cair da noite, o vento orienta a chuva e faz às árvores dançarem num rítimo ordenado e viçoso, um frio intenso toma sua face, os raios caem com intensidade e parecem raízes que fincam constantemente energia sobre a terra.
O sono não vem, Ela encolhida no sofá da varanda enrolada no cobertor que ainda expelia a fragrância do último encontro, bebia o vinho que tinha o gosto do beijo daquele que se apoderou de seus pensamentos, por isso, bebia e saboreava gota a gota. A sensação de tê-lo perto às vezes parecia tão real, mas suas mãos tateavam um espaço vazio, em aflição, como se buscasse constantemente aquele a quem sua alma procura, podia senti-lo, mas não tocá-lo. Era quase verossímil a interação e a freqüência que esse contato lhe proporcionava, Ela percorria seus pensamentos tentando transportar sua mente para o passado, que a levara a reavaliar conceitos, adquirir comportamentos antes ausentes, imaginar novos sonhos e desistir ou adiar os velhos, sensações que preenchiam a sua vida com um misto de serenidade e turbulência.
Podia sentir seu espírito sorrir ao imaginar aquela expressão suave descrita por um leve sorriso, porque ele fazia transparecer nos seus lábios e no esverdido do seu olhar a terna alegria do instante. Sentia prazer ao ouvir o som da fala áspera e cava daquele homem e das palavras que eram entoadas por ele. Sentia-se impotente perante as suas carícias, lembrou-se de que ele possuía sobre ela todos os direitos, e isso já seria razão suficiente para viver plenamente esse momento tão maravilhoso, que a fazia feliz, seja como for, isso era para Ela um privilégio. Ela estava apaixonada.
De repente, o aroma embriagante daquele amor pairava no ar, misturava-se com o vento, com a energia brilhante dos raios, dançava como as árvores e molhava como a chuva, refrescando a brasa incandescente daquele amor e o desejo de mais uma vez tocar-lhe o corpo e sentir à amena, seca e agradável sensação de beijar-lhe a boca.
Lembrou-se do aroma e do calor que aquele corpo exalava, aumentando o desejo incontrolável, insaciável, de se transportar frequentemente para aquele desejo repleto de incertezas. Ela temia se tornar dependente daqueles braços, daquele corpo, daquela boca, daquela alma... e não conseguir mais exercer sobre seu corpo “o domínio”, e ao se entregar tornar-se-ia fraca e acabaria contando-lhe seus segredos mais íntimos, sussurrados com hesitação, confidências ecoadas em cada sussurro proferido, perdido no ar, indo de encontro ao vento e se espalhando, acalentando corações perdidos e inertes, que por medo de se entregar ao amor deixam de viver todos os dias como se fosse o último.
Imaginou os raios de sol entrando pela janela, tocando-lhe a face, em mais um despontar do horizonte, de um lado as mesmas sensações e o recente encontro de um amor, que existe, mas não pode ser tocado.
Sentia-o tão perto... que o cheiro constante de sua pele se sobrepõe a qualquer outro aroma que possa inalar e os seus beijos povoam os seus sonhos e não se esvaem quando desperta, porque é um sentimento penetrante, oculto e alimenta as suas lembranças no transcorrer do dia.
Lembrou-se do primeiro encontro, subitamente em meio a multidão surge aquele Ser, uma criatura que simplesmente brilhava, sua imagem ofuscava tudo a sua volta, seu coração começou a palpitar, Ela ficou inquieta, aflita, ansiosa, sensações que a deixaram perturbada, repentinamente, parou de ouvir o barulho das conversas paralelas, do som da música que entoava ao fundo, só conseguia ver aquele estranho.
Ela precisava de um motivo para se aproximar, e espantar qualquer pessoa que pudesse atrapalhar sua convicção. Refletiu por alguns instantes, intrepidamente levantou-se e seguiu em direção a aquele ser, dotado das chamadas qualidades viris, que para Ela era o seu grande e lídimo amor, até então, recôndito na imensidão do universo, perdido durante tantas vidas e que finalmente retornou.
Achegou-se, ao vê-lo tão perto perdeu o medo, pediu-lhe um cigarro, sua voz rouca com um leve sotaque, ecoou dentro dos seus ouvidos como uma melodia que nunca se esquece. Era um sentimento que só o espírito poderia perfazer, narrar. As palavras, os gestos, o comportamento, não possuem recursos suficientes para decifrar essa linguagem tão única, exclusiva. Seus pensamentos foram transportados à expectativa de um encontro acanhado, era como uma sucessão rítmica, ascendente ou descendente, de sons simples, a intervalos diferentes, cuja fascinação pela sonoridade do instante, tornava cúmplice toda a euforia que poderia inebriar esse engano dos sentidos, marcado pela ilusão de um grande acontecimento.
Deliciava-se com o devaneio daquele impulso, esperado, ambicionado, desejado, que fazia a parte limitada da matéria inflamar-se de anseio, uma sensação que tomou conta do seu corpo e do seu coração aquecendo-lhe a alma.
Cerrou os olhos, pode sentir ele se aproximar devagar, passando seus braços em torno da sua cintura, puxou-a contra seu corpo (sentiu seu coração latejar), curvou o pescoço e beijou-lhe a nuca, a orelha, o rosto, a boca, a alma... Dessa agitação profunda sentiu entremeada a respiração cansada e ofegante, imaginou-se possuída por uma divindade de personificação masculina, que representava para Ela, naquele momento, seu homem. Este era o verdadeiro amor, que despertava o abstrato e o concreto, até então adormecidos.
Por fim, sorriu ternamente, beijou-lhe a face e partiu...
Sou ou penso ser poeta.
Faço poemas do vento, da chuva, do sol, trago-os ao pensamento.
Assim como quando fecho os olhos e imagino as estrelas no céu, formosas e belas.
Faço poesia do sorriso das crianças, vejo nelas o futuro a bondade da esperança.
Eu não sei se sou poeta ou se sou um sonhador, mas poesia me completa e me inspira para o amor.
Amo tudo de lindo que existi, e aprendi amar também o feio, pois na verdade nada neste mundo é feio e às vezes o olhar que enxerga o feio é muito mais feio do que aquilo que esta vendo.
Banda AtemporaL - I Need You
Rodrigo Paulino
A noite, o tempo, a chuva e o vento
Tudo o que vejo e sinto
Me lembra você
Meu pensamento
É você todo momento
Será que você não percebe, não ver
Que eu faço tudo pra te ver sorrir
Que eu só quero te ter aqui
Que o tempo tá passando
E o amor está brotando
Dento do meu ser
E agora não dá mais pra voltar atrás
Estou preso em você
Tu és o meu sonho eterno
Que eu quero tanto viver
Para ser feliz
I need you
CHUVA
A chuva forte dominou
a cidade
Raios,Trovões,
Vento,tempestade.
Nós dois sozinhnos
Amando a eternidade.
A Chuva batia forte,
Com toda intensidade.
Lavando nossos corpos
As gotas
Escorriam por nossos
Lábios,rosto,
Alma,vida.
Abraçados,
Cantando,
Amando,
Pensando...
Que o mundo era nosso.
Era nossa a cidade.
Era nossa a chuva,
Era nossa a felicidade...
Desconheço o autor …
O que é prosperidade ?
É correr atrás da chuva e sentir o vento solto no rosto. É ver o outro lado das pessoas que alguns não conseguem discernir. É sentir o calor da madrugada e o frio da tarde, sabendo que nenhum é pior que o outro, na verdade se completam.
É andar descalço na chuva e sentir pingos no rosto, e se chorar, chore, deixe correr o desejo de ver a justiça vir a galope contra a corrupção. É andar na cor do sol amarelada e vermelha no entardecer e saber que depois vem a noite que abrirá para o mais nobre viajante: o amanhecer.
Se o medo te colocar um peso: deixe-o na estrada. Se a angústia te cobrar: pague com o olhar ao pôr do sol. Se a tristeza de envolver: aproveite para crescer. Se a ansiedade te for um peso: lembre-se que ela é filha do medo, se não conseguir deixá-la na estrada, alia-se a ela por um tempo e ela perderá seu poder.
Prosperidade do nobre é ver beleza na simplicidade, é ter amor a verdade. A grande luta pela prosperidade do ter, trás mais escravidão que solução. Ter sempre mais, nos torna menos.
Sentar tranqüilo e ouvir os sinos do coração e também a música do céu. Viver cada momento sem pensar na próxima hora. Prosperidade é deixar a vida correr como rio abaixo que escolhe, tranquilamente, o caminho do mar.
Ser prospero é não ter nada e ter tudo. É viver descansando nas Mãos do dono e servindo o outro, para se ter a riqueza de ser.
Qual é o próspero que amou mais que tudo suas conquistas: É aquele que viu as águas passarem; as nuvens nas estações; a cor do som dos pássaros; o coração dar a mão aos olhos; e aquele que chorou a alegria de ser. Bem-aventurado os pacificadores… .
Na paz do Verbo,
Vagando sozinho na solidão do pensamento,
sentido na pele a chuva e na janela apenas o vento.
Um sopro de saudade,misturado ao cheiro dos lençóis
olhos negros como a noite, sorriso de menina,
lábios encantadores, perigo à vista, risco de prender-me
nesses beijos...
Sem você aqui é como a chuva fria sem sol, é como o vento não posso te tocar, é como ir ao teu encontro e não poder.
Hoje, me encontrei com Deus, Ele veio até mim através da chuva, do vento e depois do sol. Hoje, me sinto um ser que encontrou uma explicação melhor para o viver bem. Aprendi com Ele que somos todos aprendizes e filhos, não importa a idade que tivermos,seremos sempre filhos. Filhos que estão sob a mira do Pai que nunca nos deixa sós. Estamos constantemente sendo observados e nossas ações aplaudidas por Aquele que tudo vê. Hoje, tenho orgulho de ser filha Dele, pois hoje eu sei quem sou!07/02/10
É como o vento que sopra; como a chuva que cai; como um momento que passou...Assim foi o seu sorriso pra mim, a sua alegria perto de mim, o seu abraço só meu, o seu carinho comigo, a sua diversão e principalmente a nossa afinidade. Eu me sentia completa, hoje não é como se eu sentisse que falta algo, mas é como se não houvesse vontade de sorrir, de ter alegria, de abraçar, de dar carinho, de me divertir, e de buscar afinidade... Agora é como se aquilo tudo nunca tivesse existido, talvez porque nunca devesse ter existido!
O barulho da chuva
a casa de telha
na noite fria
só a música do vento...
sou do campo,sou das flores
sou do mangue ,sou do rio
sou silêncio,sou momento
sou o quente dos amores
sou da chuva,sou do frio.
Que teus passos te levem a felicidade, que das pedras não sejam empecilhos... Que a chuva e o vento sejam o frescor por onde passares... Que tu sempre encontres doçura nas palavras... Que não deixe a noite sombria te atormentar... Siga sempre com fé... Compreenda a presença de teu amor... Ele esta sempre presente em todos os momentos...
Aah! Quando o vento vinha acompanhado da chuva, batendo forte em nossas faces enquanto admirávamos o céu, sorrindo, de mãos dadas enquanto nos sentíamos cada vez mais vivos e fortalecidos com tanta emoção.
Hoje não me importo mais se o vento assopra ameno ou em vendaval, se a chuva é suave ou uma tempestade, pois só sei pensar em você!
Lidar com os 14°C, complementados por chuva e vento, deixou uma sensação térmica jamais imaginada por esses meus nervos sensitivos. Como pode, ser tão frio em algo que nem era, tão tão frio assim. Ver o Zé Maluquinho, com a blusa aberta, fazia meu cérebro dar um nó; 'Está tão frio mesmo ou é loucura minha?'
A chuva e o vento
A chuva cai e o vento espalha
Saudades na minha janela
Lembrando-me apenas da migalha
Do amor que restou dela.
A chuva cai e junto com ela
Caem lágrimas de saudade
Das lembranças que tenho dela
Que trouxeram felicidade.
A chuva cai agora lentamente
E o vento já cessou
Restando apenas a presença ausente
Daquela que foi meu grande amor.
Ame quem tem que amar por que a vida é passageira como a chuva que passa quando o vento sopra em direção ao mar.
