O Tempo e o Vento
JOGAR VERSOS
Jogar versos de amor me fascina
É um jogo de terna emoção
As palavras vestidas de rimas
Fazem festa no meu coração
Num caminho florido do campo
Tinha uma ponte sobre o Ribeirão
Lá passava uma linda menina
Que era dona do meu coração.
Se eu pudesse, voltava no tempo
Só pra vê-la vagando entre flores,
Borboleta bailando ao vento,
Solfejando cantigas de amores.
Se eu soubesse voar como o vento,
Sairia pelo mundo afora
Procurando aquela que um dia
Me amou e de mim foi-se embora
Tempo, tempo, tempo...
Quisera ser o tempo e transformar-me em pensamento...
Quisera no tempo voltar e novamente amar.
Amar porque o amor é como o vento, escrito em um determinado tempo, onde a paixão perdurava por mais de um momento...
O Vôo
As vezes lento
Atento
No sopro do vento
Deixando o pensamento
Ir ao encontro do tempo
Buscanco nas páginas do coração
O passado remoto de sua existência
O Vôo
O Vento
O tempo
A gota do sentimento...
O tempo pede para o Senhor do tempo dar um tempo. O aviso vem pelo vento que faz história a cada momento, libertando memórias aprisionadas em seu próprio confinamento.
O vento na cidade.
Por um momento o silêncio tomou conta da cidade, não da cidade inteira, mas daquela rua, não um silêncio absoluto, mas uma pausa do caos.
O caos dos carros correndo, buzinando, os motores roncando, pessoas gritando, pessoas correndo e vendendo coisas. Havia apenas o som do vento e de um martelo em uma obra próxima.
Foi como se o vento estivesse trazendo a paz, a calmaria. Podia até jurar que ouvi pássaros! O som dos passos dados foram silênciados pelo som do coração e do sangue correndo nas veias.
Uma hora antes, ali mesmo havia passado carros de bombeiros com as sirenes ligadas. Horas depois uma manifestação de mulheres aconteceu.
No silêncio foi dito "obrigada por esse momento"... em pensamento.
Como o vento, a vida vai passando. Sentimos, mas nem vemos direito. É uma espécie de sonho acordado que, para resumir nosso passado, leva bem pouco tempo!
Mas estamos sendo presenteados com o presente, que é a única coisa que, na real, temos. É muito bom refletirmos.
Que Deus nos ajude!
Sob a poeira do tempo, jaz imóvel tudo que outrora reluzia, imponente. Lembranças esparsas ao vento, epopeias submersas na lama do esquecimento. Quantas batalhas, derrotas e vitórias, espargidas ao vento. Agora, sozinho no obrigatório isolamento social e familiar, meu lamento é por tudo que deixei de fazer. Imperdoável adiamento. A locomotiva ficará imóvel, os vagões permanecerão estacionados, mas os trilhos continuarão por muitas décadas.
(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo - SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
A resposta segue no vento, segue no vento, flutua, gira, vai e volta, faz piruetas.
A resposta nem existe, tudo flui, tudo se transforma, o vento chega e o vento vai. O vento que traz é o mesmo que leva embora. Nossa passagem é como o vento, e nele está a metáfora para as respostas. Elas não existem porque fluem, se transformam em outras e outras e o sentido de tudo é o amor que damos, o amor que sentimos, o bem que fazemos e a nossa breve passagem, tal como o vento, tal como um perfume, que se lança, e que dura o tempo de se sentir.
Adriana Carvalho Adam
25.08.2023
A brisa sempre é um alento,
não para, leva e traz recados,
percorre as paisagens do tempo,
tocando a face dos enamorados
Cai a tarde de domingo...
o tempo escorre,
esvai-se pouco a pouco
como um suspiro antigo
que já não se ouve mais.
A kalanchoe amarela no parapeito
resiste —
minha pequena explosão de sol
em um mundo meio gasto,
meio silenciado.
Pelas ruas,
vagam transeuntes
perdidos em si mesmos.
Já não sabem quem são,
nem quem foram um dia —
apenas seguem.
Lá fora, o vento hesita,
como se lembrasse
de outros domingos idos,
com passos,
com vozes atravessando as horas
sem pedir licença,
avançando sempre...
Há uma beleza única nesse momento —
e ela não grita,
sussurra em amarelo
nas pétalas da kalanchoe,
no breve toque do vento
em meus cabelos
antes de seguir
seu perpétuo curso.
(Kalanchoe Amarela)
Outono
Outono! As folhas douradas, em queda livre,
Espalham-se dançando com o vento,
Num frenesi de liberdade.
São cores, formas,
Vida que se vai,
Mas que não perde a beleza em seu movimento.
As árvores despem-se lentamente,
E o chão se torna um mosaico
De formas e cores.
Um tapete dourado de memórias e saudade,
Ecoando em cada passo
Do caminhante sonhador.
As folhas que caem
São como páginas de livros,
Que contam histórias de um tempo que se foi,
Sussurradas no ouvido
Pela brisa outonal.
Com suas folhas amarelecidas,
O outono lança seu convite à reflexão:
A se despir das certezas,
E olhar atentamente para os ciclos da existência,
Para a impermanência da vida.
E encontrar, no chão,
A beleza da efemeridade da essência.
(Outono)
Não perca seu tempo procurando respostas no vento, examine sua consciência, as respostas estão dentro de você, só você poderá identificar o que é bom ou ruim,a vida é sua e de mais ninguém. ( Profª Lourdes Duarte)
mas não pense no amanhã
não posso lhe prometer o tempo
lhe prometo o meu momento
até que ele se vá com o vento
#O #TEMPO E O #VENTO
Tem o amor a arte de tornar tudo eterno...
Passam-se eras...
Passa-se o tempo...
Tenho voltas a dar e vou à minha vida...
Sigo estradas, cruzo veredas...
Dobro esquinas...
Onde às vezes as auroras crescem...
E as madrugadas findam...
Encontro meu coração sempre em festa...
- Haverá vento ainda?
Pergunto desfrutando minha sina...
A noite existe e a vida vale esse momento...
Por um tempo...
Por mais tempo...
Haverá ainda o vento?
Das coisas que se tocam pelas vistas...
Talvez eu espere simplesmente...
Que passe o tempo...
Enquanto o indolente vento...
Beije minha face...
Em todos momentos...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
O vento e o tempo
O vento sopra e o tempo voa...
Empurra os dias e leva o passado...
Leva as dores, leva os amores.
O tempo passa e a vida muda
A gente cresce, amadurece...
O vento sopra e empurra o
tempo...
Leva o velho e traz o novo.
O tempo passa, o vento sopra...
Só não leva a saudade
de quem vive dentro da gente.
#VENTO
Fiz soprar um vento...
E atravessei o jardim colhendo pétala por pétala...
Tenho tido a alegria como dom...
Do mal eu rio...
E em cada canto procuro ver o que há de bom...
Há sempre um momento...
Em cada suspiro que exalo...
No que mais desejo me vejo...
É um segundo a mais...
A bater no peito...
Meio assim, sem jeito...
Sempre grato...
Pela porção da eternidade...
Menino homem feito...
Sigo aprendendo...
Eu me encanto, e não me canso de encantar…
Vejo o tempo em estações sucumbi...
E antes que escureça...
Para reger minhas memórias...
Seguirei o vento...
Enquanto puder...
Sandro Paschoal Nogueira
