O que Nao Elabora se Repete Freud
Uma democracia intelectualmente madura não exige que seus cidadãos compartilhem a mesma metafísica, apenas que compartilhem regras de convivência.
Não é preciso escolher entre razão e mistério. É preciso saber em que momento estamos investigando, em que momento estamos interpretando e em que momento estamos simplesmente acreditando.
Algumas pessoas não são interessantes porque dizem muito, mas porque conseguem transformar o silêncio em inteligência.
Muitas pessoas não temem a verdade; temem a versão de si mesmas que precisariam abandonar depois de conhecê-la.
Quem passa muito tempo combatendo monstros deveria verificar se não começou a usar os mesmos métodos deles.
O destino talvez não tenha plano algum; somos nós que odiamos tanto o acaso que transformamos coincidências em narrativa.
A solidão começa quando descobrimos que estar acompanhado não significa necessariamente ser compreendido.
Talvez a humanidade não esteja perdida; talvez apenas esteja ocupada demais para perceber onde está indo.
Se a vida não possui sentido pronto, pelo menos nos poupa do constrangimento de descobrir que escolhemos o sentido errado.
Quando não conseguimos resolver um problema, inventamos uma narrativa suficientemente bonita para fingir que o compreendemos.
Resisto facilmente às tentações que não me interessam. Meu caráter começa a ser testado justamente pelas outras.
Perdoar alguém não significa esquecer; às vezes significa apenas retirar essa pessoa da administração da nossa memória.
Levar a vida excessivamente a sério talvez seja a forma mais sofisticada de não perceber que ela está passando.
Quando alguém realmente pensa diferente, a primeira reação da maioria não é compreender: é procurar uma maneira de enquadrá-lo.
O trabalho não apenas ocupa as mãos: ele disciplina o espírito, afasta o tédio, contém o vício e transforma a necessidade em dignidade.
A liberdade de pensar é para o espírito aquilo que o ar é para o corpo: sua ausência pode não ser imediatamente visível, mas sua falta o sufoca.
A civilização não extingue necessariamente a barbárie; às vezes apenas lhe oferece instituições, linguagem e tecnologia para ocultar seus dentes.
