O que Nao Elabora se Repete Freud

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quem tem caráter se desculpa porque reconhece o erro e quer curar a relação; quem não tem caráter se desculpa apenas para salvar a própria pele quando não há mais como mentir.

A espiritualidade autêntica não nasce da capacidade de apontar o dedo, mas da coragem de olhar para dentro. Quando um grupo ou indivíduo se coloca na posição de juiz da sociedade, ele assume o risco e o dever de ser o exemplo máximo daquilo que prega.

A esperteza de quem não tem caráter dura exatamente o tempo necessário para o mundo perceber quem ele realmente é.

Um coração partido não é um vaso que se quebrou; é uma casa antiga cujo inquilino principal se mudou levando todas as lâmpadas. O maior erro que cometemos é tentar reconstruir o que fomos no escuro.

A criança encontra alegria nas pequenas coisas, transforma objetos simples em descobertas e não precisa de grandes explicações para se encantar com o mundo. Para ela, viver é experimentar, imaginar, brincar e descobrir.

Enterramos grandes histórias de amor ainda vivas, apenas para que o nosso orgulho não precise carregar a cicatriz de uma rejeição.

Não estudo física para deixar de crer, nem creio para deixar de estudar. Estudo para ler as duas margens da mesma página: numa Deus se fez fórmula, na outra se fez parábola.

Não deixes o teu mal-estar justificar o teu mau comportamento.

Eu Já Não Posso Mais Ficar


Querido,
não estou partindo por desamor,
nem porque deixei de te amar.
Parto porque preciso salvar
a ausência de quem um dia fui,
a mulher que existia em mim
antes que o silêncio começasse
a ocupar o lugar das palavras.


Você mudou, querido.
E, nos teus olhos,
já não encontro o mesmo amor
que um dia me fazia ficar.


Talvez ainda exista carinho,
talvez ainda exista lembrança,
talvez nosso amor tenha apenas
se transformado em memória.


Mas ficar onde o amor permanece vivo,
enquanto as raízes se tornaram sufocantes,
é viver um luto
que nunca encontra o enterro.


Eu não quero destruir
o que fomos.
Ao contrário,
partindo, quero guardar
o que houve de mais bonito entre nós.


Nosso castelo de memórias
não precisa desmoronar
só porque eu preciso partir.
Ele permanecerá de pé
dentro de mim,
com as nossas risadas,
os nossos abraços,
os sonhos que um dia construímos
e tudo aquilo que, apesar do fim,
foi verdadeiro.


Desculpa, querido,
mas eu já não posso ficar
em um lugar onde não estou mais florescendo.


Não quero continuar
apenas por medo da partida.
Não quero me perder
tentando permanecer.


Às vezes, amar também é saber ir embora.


E talvez esta seja
a parte mais dolorosa do amor:
olhar para alguém que ainda amamos
e compreender que,
para continuarmos existindo,
precisamos seguir caminhos diferentes.


Eu parto levando comigo
a certeza de que você fez parte
da minha história.


E, onde quer que eu esteja,
nosso castelo de memórias
continuará guardado.


Porque algumas histórias terminam,
mas nunca deixam de ter existido.


Eu só preciso partir.


Porque eu já não posso mais ficar.

Com olhar humano e domínio da tecnologia, o tecnólogo em radiologia revela o que os olhos não veem, transforma imagens em respostas e contribui para salvar vidas.

A corrupção não justifica o combate corrupto á corrupção.

Para se encontrar algo é necessário começar a procurar.

É esta a questão que está por baixo da minha argumentação.

Eu não estou propriamente a tentar defender «os fins justificam os meios». Estou a fazer uma pergunta anterior e talvez mais incómoda:

«Quem determina quais são os meios que um fim legítimo pode legitimamente utilizar?»

Porque, a partir do momento em que aceitamos que determinados meios podem ser admissíveis ou não, para alcançar um fim considerado legítimo, aparece imediatamente o problema:

Quem estabelece o limite?

* A lei?
* Um juiz?
* O Estado?
* Uma autoridade policial?
* A necessidade?
* A consciência individual?
* A maioria?
* Ou o próprio resultado obtido?

E aqui está o perigo: quem controla os meios pode acabar por definir aquilo que considera legítimo.

É por isso que o meu exemplo sobre os meios que justificam o combate à corrupção é pertinente. Não prova que qualquer meio corrupto seja justificável; mostra que a fronteira entre um meio ilícito, um meio excepcionalmente autorizado e um meio abusivo não é simplesmente determinada pelo objetivo declarado.

E eu faria uma pequena evolução na frase inicial: A corrupção não justifica o combate corrupto á corrupção

Para:

«A corrupção não justifica o combate corrupto à corrupção.»

Agora passo para uma pergunta:

«Se o fim é legítimo, quem legitima os meios utilizados para o alcançar?»

Esta segunda já não é uma máxima que dá uma resposta. É uma pergunta que obriga quem fez a afirmação a revelar o critério que utiliza.

E, conhecendo a maneira como tenho vindo a construir as minhas ideias em relação, acho que é precisamente aí que quero chegar: não aceitar a conclusão antes de descobrir quem escreveu as regras que permitiram chegar até ela.

Entre todos os tormentos que a alma humana pode suportar, não há nada mais dilacerante do que ver-se privado daquilo que deveria estar ao seu alcance. Contudo, mais cruel ainda é ser rejeitado, expulso, traído... justamente por aqueles que um dia juraram ser o porto seguro ao qual eu recorreria em minha hora de maior necessidade. Essa ferida não apenas consome o coração — ela desperta a chama da revolta.

Ainda que distante de minhas ocupações intelectuais, persisto em auxiliar os que necessitam, não por interesse, mas por respeito ao dever. Pois é na conformidade da vontade com a lei moral que o homem encontra o verdadeiro valor e a autêntica satisfação da vida racional.


Vitor Ferreira de Paula

Se me fosse concedida a rara faculdade de retroceder pelos corredores do tempo, não a empregaria para corrigir erros que estes, por teimosos, sempre encontram novas formas de nascer, mas para reviver aquelas primeiras sensações, tão vivas, tão ardentes, que inauguram os afetos humanos. Há nos começos um frescor quase ingênuo, uma doçura que não se repete, como se a alma, ainda virgem de decepções, saboreasse o mundo com apetite novo
Depois, tudo se acomoda. O entusiasmo, outrora vibrante, cede lugar a uma morna familiaridade, e aquilo que foi chama reduz-se a brasa discreta. É o destino de muitas coisas e dos sentimentos, sobretudo assemelharem-se ao café que, servido quente, encanta o paladar, mas, uma vez esquecido à mesa, perde o vigor e já não seduz como antes
E assim seguimos, não por falta de intensidade, mas por excesso de costume.

Muitas vezes há respostas que não são tão óbvias.

Não é sua culpa. Se o seu parceiro ou parceira escolheu trair, essa decisão foi dele(a). Não aconteceu porque você 'deixou a desejar', porque não deu atenção ou porque faltou algo. A traição é uma falha de caráter e de maturidade de quem trai, não uma falha sua.

A ignorância do rebanho não é falta de inteligência, é excesso de conveniência: preferem santificar o lobo no altar a admitir que foram enganados pelo pastor.

Se Deus realmente conhece o seu coração e você continua arrogante, o veredito Dele não é de absolvição, é de advertência.

Ver os sinais e recuar não é fugir; é escolher com sabedoria onde você vai depositar o tesouro do seu tempo.

O que vivemos foi tão bonito que o tempo não consegue apagar, apenas transforma em poesia.