O que Nao Elabora se Repete Freud

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Não há metade do coração. Ou todo o amor ou toda a indiferença; quando não, é uma insustentável impostura, chamada estima.

Tudo bem, você se mandou, não aguentou o peso da barra que é escolher viver de verdade.

Quando a gente anda sempre para a frente, não pode mesmo ir longe…
(O Pequeno Príncipe)

Antoine de Saint-Exupéry
O pequeno príncipe (1943).

Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Aquele que inspira medo aos outros não está, ele próprio, livre desse medo.

O que o dinheiro faz por nós não é nada em comparação com o que a gente faz por ele.

Ame sem pressa, largue mão das expectativas e não deixe que os problemas te angustiem além da conta.

Visto que nossa vida começa e termina com a necessidade de afeto e cuidados, não seria sensato praticarmos a compaixão e o amor ao próximo enquanto podemos?

Você não consegue mudar o que não consegue encarar.

A Fotografia não fala (forçosamente) daquilo que não é mais, mas apenas e com certeza daquilo que foi.

A vida não passa de um jogo em que todas as respostas existem; você só precisa encontrar as perguntas certas para vencer.

Não sabemos nada sobre o homem. Sua psique deveria ser estudada, pois somos a origem de todo o mal vindouro.

Eu não queria ir embora e esperar o dia seguinte.
Porque cansei dessa gente que manda ter mais calma.
E me diz que sempre tem outro dia.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Oswaldo Montenegro

Nota: A autoria do texto tem vindo a ser erroneamente atribuída a Ferreira Gullar. Trecho do poema "Metade".

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Não era ódio. Era amor. Alguns sintomas são os mesmos.

Bom dia, poetas velhos.
Me deixem na boca
o gosto dos versos
mais fortes que não farei.

Dia vai vir que os saiba
tão bem que vos cite
como quem tê-los
um tanto feito também,
acredite.

(...) Lugares como esses davam a você um pouco de esperança quando não havia nenhuma ao redor.

Se alguém quiser o teu mal e por acaso te ferir,
não se deixe abalar e sorria:
ser feliz é a melhor vingança.

E eu impávida finjo que não tenho dono. Pontas de cigarro apagadas eu recebo. Um dia vou pegar fogo. De noite fico sozinha no escuro, vazia, pousada num canto do chão. Meu silêncio fede. Ai de mim, que sou o receptáculo da morte das coisas.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Nao és bom nem és mal...és triste e humano.