O Poeta e o Passarinho
Encontrei-me estupefata
Ao ler um poeta "distante"
Irresistível o vi chegar
Em choque a cada linha
De seu poema inaudito
Meus lábios não pude conter
Em êxtase pus-me a declamar
Seus versos de tal riqueza
De tão culta exclamação
Agradavam os ouvidos
Encantavam o coração
Dei-me conta do ocorrido
Sorrindo lhe dei a mão
Castro Alves querido
Prazer em relembrar-te
Sua inspiração me arrebatou
Ao deitar-me em suas espumas
Flutuante me deixou
Não que seja poeta.
Não sou!
Nem escritor, artista
ou compositor, mas
De repente me vejo triste
E a tristura quero que esvaia
pelos meus dedos aflitos
Quero que após a escrita
o vazio que fica,não dure
Repentino se farte
De uma alegria perene
rara, desconhecida...
E um arremedo se faça
De um poeta que passa
Que derrama na tinta
no papel e na graça
Um pouco da alma
Que do artista já indo
Vai sorrindo...
E não sendo!
" Chegara o dia que o poeta solitário deixara de existir.
Deixara de fugir de fazer poesias triste no anoitecer
no seu quarto isolado, completamente trancado vivendo da solidão
o unico sentimento que guarda no coração. "
Ordnael Skelsi
Poeta Solitário
A liberdade 'e algo questionável; quando o poeta aprecia o cativeiro.
_Que sentido há, em buscando a liberdade perdê-la-á?! "
"Poeta não e' alguém que sofre muito, mas sim que tem consciência profunda da dor e sabe traduzi-la; externando-a."
"Quando um poeta cria sua poesia e' um alquimista das palavras e sentimentos, mas quando declama a poesia e' um verdadeiro tradutor de almas."
"Mas embora seja assim
Devemos agradecer
Pois como diz o poeta
Até uma pequena topada
Faz a gente crescer
E olhando os filhos, os pais, os amores
E certamente os amigos
Creio, vale a pena viver..."
O Olhar do Olhar do Poeta
O poeta é um ilusionista
Desta realidade concreta que assombra.
O que seria da beleza da vida,
Sem o olhar do poeta?
O poeta silencia o impossível
Com a infinitude nas mãos...
Prólogo do Livro MICROCUSPEs
PRÉ-CUSPE
Não sou poeta, não me chame assim.
Quando criança, na escola, uma professora de redação,
dessas que vivem de dar nota, me disse:
Vai, Kiko, ser gauche na escrita.
Quem me dera que meus cuspes fossem leminskiados.
Sinto inveja desse cachorro louco. Como é que ele consegue?
Nem se eu caetanasse o que eu escrevo...sairia um inutensílio.
Ponho R em Buarquer, Francisco Buarquer, pois assim me sinto mais
confiante. Posso ponhar à vontade, pois sempre acerto as crases
e dou rodopios nas mesóclises.
"Caro leitor, escrever-lo-ía com clareza, mas..."
mas (adoro conjunções adversativas),
mas... descubro
que
mais
importante
do
que
o
que
quer
ser
dito,
é
o
que
quer
ser
impresso.
Então, se tá feio, takai-me na ternura. Pra mim tá bão.
Não páro pra pensar mesmo.
(não páre o "pra" nem o "bão", muito menos "páre" este acento,
pois agudo já estou).
Apenas seleciono alguns versos, rimas tolas e pronto.
Por fora, um status quo de bestos textos.
Impressão preto & branco.
centímetros de largura.
pixels de altura. CMYK.
Sorriso de selfie e uma voz arnaldoantuniada dizendo
que o livro existe porque foi feito.
Por dentro, ah...interjeições....
Trago na Pessoa a suavidade em nada se dizer.
Grandes espaços em branco, Duncan to a canto.
Ainda acho que um louco vai pesquisar "neologismo" no Google.
Um desocupado, com certeza.
Um ocioso severo, caso de morte ou vida.
Me cubro de humanidade
irrespiro o brio do transparente
ignoro a qualidade,
mas sou gente. (já falei que adoro conjunções adversativas?)
Na fantasia da sua poesia,
o poeta é uma criança viajando na esperança, vive fotografando paisagens; pra depois em amor
aplaudir a obra do seu 'Criador!
<*•*>
A poesia é doce alegria,
que envolve o poeta em reflexão,
incentivando todos a ter uma apreciação
e ser melhores observadores da existência.
A inspiração é a dona
do poeta,
quando está lhe abandona
ele fica inquieto na sua espreita,
mas, confiante que ela lhe traga
uma mensagem amiga: contendo frases e versos...
*Viagem poética*
Que doçura!
Um poeta na sua fartura
de palavras e fantasia,
nos leva a passear em novos horizontes,
onde flores se transformam em amizades!
A cada passo no meio da paisagem,
o poeta enriquece a sua linguagem,
olhando o céu, ele viaja em nuvens,
fazendo delas seu meio de transporte,
e nestas viagens
ele contorna tudo do Sul ao Norte,
sem previsão de volta.
A mente do poeta, por motivo da reflexão,
torna-se um santuário,
e neste santo laboratório,
seu coração fica de molho apurando versos, poesia e rimas...
