O Poeta e o Passarinho
O Amor e o Poeta
Se o poeta, for um louco,
Por amar todos os dias,
Se o amor, um dia lhe falta,
Também vai embora, as fantasias.
Se o poeta, fosse homem fraco,
O amor, o que seria?
Pois do amor, ele tira forças,
Toda hora, todo dia.
Se o poeta não existisse,
O amor, o mesmo não seria,
Pois mesmo, que o amor, não aconteça,
O poeta o faz, em poesia.
Quem sou??
Não sei quem sou!!!
Não sou poeta,
Não sou cantor,
Muito menos ator.
Da vida, sou jogador,
Não sinto fome,
Nem sei meu nome,
Só me alimento de muito amor,
Se me falta...
Vem logo a dor,
Não sei quem sou,
De onde venho,
Nem pra onde eu vou,
Se me conheces,
Me fale o nome,
Por favor.
Reticências
Como poeta escrevo um pequeno verso
Como criança escrevo em uma folha meu nome
Dou risada, encontro felicidade
Da meninice passada
Hoje... Como poeta escrevo um pequeno verso
Como menino eu conto mentiras
Dou risada, encontro felicidade
Nas lembranças passadas
Ontem... Como poeta escrevi um pequeno verso
Como poeta eu abro o coração
Dias sim, dias não
Sou uma caixa de surpresas
Desvenda-me então...
Poeta, por que não choras?
Por que não joga fora essa tristeza?
Seus olhos que refletem a agonia
Estão secos a gritar.
Por que não choras...?
Amiga...
Não posso, não consigo
Meus olhos não sabem chorar
Meu coração... É parte da dor.
E se chorasse, não teria lágrimas
Somente teria a dor
Em sua secura.
Ai, como eu gosto de ser poeta. E ser homem, andar reto, ter um caminho limpo à frente e atrás. Poder dizer o que sinto, como verdades, sem ferir, fazendo valer o lirismo como didática a que todos aprendam que a vida é boa, que a vida é um ofício, que a vida é para viver não para matar.
Ai, se meus filhos fossem como eu, sonhadores, que perdem ou acham tempo, brincando com as nuvens, contando estrelas, se arrepiando ao ver uma rosa, valorizando os espinhos que a protegem.
Ai, como doeria ser outra coisa, ter outra vida que não esta... Ter a vida em festa quando um velório passa, porque se assenta em minha cara que aquela alma não está perdida. Encontrou-se afinal, lá no édem, nos confins dos céus, ao lado de Deus, onde ferve a verve do cantador, do inventor dos sonhos, do sonho, do sono acordado, da vida pesada leve.
Amo a poesia como amo o melhor de tudo... o que se expõe aos nossos ouvidos quando, duvidosa, ela nos agasalha em seu regaço.Ai vida bela assim, ai ventura sem fim! Ai, agora uma mulher dentro de mim.
O POETA
Como não! Ser hoje mesmo
Me agarro nesta caneta
Para um poema dançar
É porque há muitos anos
Você levantava os olhos
Olhou com força pra mim
Depois levantou os braços
Me abraçou tão carinhosa.
Como não... se nem um dia
Pude esquecer-te quimera
Se a função sair batuta
Deveremos a você.
Se assente aqui, faz favor
Neste luar destinado
Às pessoas de destaque
No lugar de honra mesmo.
APLAUDE
Aplaudam o Poeta
mentiroso e alcoviteiro.
Ele finge tão bem...
Mentiu quando o que mais
importava era a verdade
Falou verdade quando
a mentira fazia-se necessária.
Aplaudem!Aplaudem o Poeta!
Não porque vos mando...
Mas porque merece seus aplausos...
Já dizia o poeta quem me dera voltar ao tempo e poder fazer aquilo que não fiz ou mudar o que poderia ter feito melhor.
Me perguntam se sou poeta, poeta não sou
sou louco alucinado, enfeitiçado pelo amor
que disfarça seu sofrimento,
e com caneta fala sobre a dor
neste mundo de doentes, insanos no poder
expresso meu sentimento
sem receio nem pudor.
falar alivia dores, escrever as transforma em experiência,
sou capaz de mudar o mundo, com papel lápis
e um pouco de paciência
um segundo pra pensar
e aos poucos como uma aranha
e toda sua inocência
vou tecendo sonhos, palavras se cruzam
como cruzamento de indecências
a arte de escrever é mágica
sobre tudo podemos dizer,
mas para mudar o mundo, tudo depende de você.
