O Poeta e o Passarinho
Consultei, os baralhos videntes,
Aceitei, teus ataques mimados,
Pratiquei, as vontades urgentes,
Como os gomos, fomos tão atrelados,
Inventados, em notações e lembretes,
Findando, eis o resultado:
Na declaração que ressoa,
Falo a ti na primeira pessoa.
Coletânea contraditória,
Rompendo com a dita cautela,
Ele faz sua dedicatória,
Uma sinfonia, um Hino a Ela.
Um Hino a Ela
Ensaiei, ditados inexistentes,
Martelei, aforismos famosos,
Revisei, a locução convincente,
Repassei, teus tiques nervosos,
Consultei, os baralhos videntes,
Aceitei, teus ataques mimados,
Pratiquei, as vontades urgentes,
Como os gomos, fomos tão atrelados,
Inventados, em notações e lembretes,
Findando, eis o resultado:
Na declaração que ressoa,
Falo a ti na primeira pessoa.
Prevemos o imprevisto
E não nos prevenimos,
Somos improváveis
E imprevisíveis.
Nossas precauções,
Não foram precavidas
E na pressa persistimos,
Permanentes, inalteráveis,
Incontroláveis, irreprimíveis.
Somos improváveis
E imprevisíveis !
Na declaração que ressoa,
Falo a ti na terceira pessoa.
Coletânea contraditória,
Rompendo com a dita cautela,
Ele faz sua dedicatória,
Uma sinfonia, um Hino a Ela.
Analogia duma Antologia, uma sinfonia, um Hino a Ela.
Lobo Solitário
" A solidão é perigosa, depois de provar o gosto corre o risco de viciar ".
(Rafael Rankzz)
Escolher ficar sozinho é uma faca de dois gumes… é como uma rosa, linda e cheirosa, porém também tem seus espinhos.
Saber que não precisa discutir ou se explicar… Mas também não ter motivo para o novo explorar e se encantar.
É como se o quebra-cabeça estivesse sempre completo e não quisesse peça nova alguma para ter um novo desafio de uma nova obra montar.
Precisamos entrar em nossos casulos quando necessário, é preciso se fortalecer, se curar, chorar… E o simples ato de a natureza apreciar.
Porém a natureza também nos ensina que até mesmo a larva em seu casulo uma hora bate suas asas e revela-se uma linda borboleta.
A vida é e sempre será essa constante metamorfose… Cabe a nós lidar com essa mutação e ficar cada vez mais fortes.
Poetismo
Fria, cálida, soturna e pálida, letras que destravam, palavras que afagam. A poesia fere, sara, mata e outrora, clara.
As cousas muito mais que vivas, ainda se descrevem, no entardecer da fala. Doce, surrado, elas vem como beijos, e neles se desfazem.
Na poesia, não necessita o verbo, o gesto, nada, só nos resta a poesia que reside em nós, e da gente, o poeta fala, esbraveja, cala, mas nunca, nunca se acaba.
Era rap sem rima
Até cegos que viam
Homens sem palavras
Paredes que ouviam
Choros de alegria
O palhaço não ria
E a plateia triste e cordial aplaudia
Um poeta que nunca escrevia
Um coração partido
Que do amor tinha fobia
Um romance entre a morte e a vida
Mas quando brigavam
Outros amantes escolhiam
( As Rimas Do Velho Marinheiro )
Aceitar a mortalidade, compreender sua inevitabilidade, Não nos limita, mas nos liberta para abraçar a essência da existência.
A exuberância da língua portuguesa
Dia 05 de novembro
Dia Nacional da Língua Portuguesa
Nasce o gênio Rui Barbosa
O lirismo poético no discurso
Leveza de juridicidade
Justiça a flor da pele
Homenagens à língua nacional
O poeta expressa ideias
Pensamentos, liberdade de expressão
Neologismos de insurgências
Com linguagem claríssima
Minha Pátria, minha língua
Felina e pontiaguda
Com devoção a língua portuguesa
Com ortoepia e prosódia
Rico veículo de comunicação,
Cultura e identidade de um povo
Domingo de alegria e gratidão
Fonte grande do prazer
Fé, milagre, conforto
Escadarias de São Gonçalo
Atmosfera surreal
Suavidade e Ternura
Verdadeira semântica do amor
Um rio de amor e ponte
De civilizações culturais
Oceano de bela cultura
Da fonologia, morfologia, sintaxe
A bela construção
Das figuras de estilística
A morfologia de valores
De essencial comunicação
Entre os povos de bom coração
A língua de Camões
Doce e agradável
Brasil, Portugal, Angola,
Cabo Verde, Moçambique,
São Tomé e Príncipe,
Timor-Leste e Guiné-Bissau.
União de povos para a
Construção da paz
Pela união de valores
Cultura da língua portuguesa
Instrumento de harmonia
Patrimônio de um povo
No meio do caminho de Drumond
Um mar português de Pessoa
Um soneto de saudades de Rosa
Um belo suspiro poético de Gonçalves de Magalhaes
Uma bagagem de Adélia Prado
E um encontro marcado de Sabino
A estética simbolista em Broquéis e Missal
De Cruz e Sousa
Brás Cuba de Assis
Mucuri Terra nobre do Menino
Recalcitrante e pirracento
Rebelde de Terra nobre
Diferente na essência
Jus poético incisivo
Amante à moda antiga
Coração rasgado
Essência da bela vista
Peito aberto esvoaçante
Jorrando sangue de amor
Riquezas do Vale do Mucuri
Do amor fraterno
De pedras preciosas
Águas marinhas, diamantes
Esmeraldas, topázio azul
De um belo arrebol
Nas montanhas rochosas
De bela fonte luminosa
Policromia riscando os ares
Versatilidade musical
Berço da liberdade
Língua portuguesa
Da saudosa Betânia Santos
De bons tempos na academia
Símbolo de grandeza
Homenagem com acróstico
A língua portuguesa
Lindos sonhos
Instigante emoção
Novos sentimentos
Gente de bom coração
Unidade de valores
Amores exuberantes
Patrimônio cultural de um povo
Orgulho de um povo
Redenção comunitária
Tenro coração apaixonado
União de esforços
Gratidão do povo
Universalidade de culturas
Exuberância cultural
Sabedoria que enaltece
Apogeu de um povo
Dentro da minha poesia eu sinto total liberdade em ser eu.
Lá eu estou segura quando estou fraca ou forte, alegre ou triste,
tranquila ou inquieta, romântica ou brega, eu amo a forma que
a poesia me completa,
Deus derrama muito amor na minha alma de poeta.
Cuide de você hoje. Se divirta, ria, alegre-se, abrace, beije e sinta as coisas boas da vida. Mesmo que você não se considere romântico, romantize hoje e mesmo que você não seja poeta, poetize um pouco. Se não sabe por onde começar, comece observando uma criança, sentindo um perfume gostoso ou admirando algo da natureza que te faz bem.
Entre as folhagens de vegetações frondosas, embrenhado no bucolismo de belas vistas nasce a inspiração do poeta e menestrel do Vale do Mucuri; o lirismo do menino do Mucuri é fruto da sabedoria que aflora do âmago de quem tem um bom sentimento.
Tudo já está nas enciclopédias e todas dizem as mesmas coisas. Nenhuma delas nos pode dar uma visão inédita do mundo. Por isso é que leio os poetas. Só com os poetas se pode aprender algo novo.
