O Poeta e o Passarinho
William Contraponto: 20 anos de Colaboração Com o Pensamento Crítico e Livre.
William Contraponto é poeta-filósofo, escritor e ensaísta, conhecido por uma produção literária marcada por densidade reflexiva, crítica social e existencialismo. Ateu e humanista, constrói seus versos como espelhos desconfortáveis, que questionam certezas e provocam inquietações. Ao longo de sua trajetória, atua também como articulista e cronista, escrevendo para veículos de comunicação impressos e digitais há pelo menos 20 anos, abordando temas que vão da literatura à filosofia, do comportamento à análise política.
Contraponto transita entre a poesia e o pensamento ensaístico, recusando dogmas e abraçando a liberdade de expressão como fundamento de sua arte. Suas obras circulam em países de língua portuguesa e espanhola, algumas traduzidas, conquistando leitores que se reconhecem no tom crítico e lúcido de sua escrita. Mais do que oferecer respostas, William Contraponto se propõe a cultivar perguntas — e a devolver ao leitor o direito de pensar por si.
Pessoas superficiais buscam o que está na superfície, porém os sábios mergulham profundamente nas águas da emoção. Amar não está no ver, mas no sentir.
Desculpa, cego estou
Mas escuto ainda vocês
Tento me esforçar
Mas tudo me desmotiva
Pois morto já estou
Só me falta aceitar.
Escritores inteligentes são desbravadores e iluminadores da eternidade, muitos caminhos são abertos e clareados para sempre quando suas palavras são redigidas e disponibilizadas à humanidade.
A leitura e a escrita nos remetem à abreviação do sofrimento. Quando as usufruímos, nos permitimos evoluir e proporcionar evolução da vida humana e do mundo.
Existem sonhos e desejos que não devem, de maneira, sair da caixa.
Insanos pensamentos de Romeu velho, que corriam, e pulavam, e gargalhavam dentro de minha mente.
Alma de poeta maldizente, como aquele boca do inferno que diz: ah! Pensamentos, vocês estão encarcerados nessa prisão perpétua.
Ela que insiste em se quebrar, vive latente e maldizente. Como um doce epitalâmio proibido.
Flor do pecado, sei que te amo, mas não te quero. Placebo profano que insiste em casar comigo a qualquer hora, dia, mês e ano.
Hoje nos abomino, pois o atroz pecado saboroso habita em mim e lambe o meu coração.
Onda maldosa e dolorosa de prazeres insanos e profanos, de uísques e cigarros que um a um destroem meu lado humano.
Flor podre, tu despertas em dores de parto o perfume da morte como a fragrância da dor.
Flor Cadáver
Flor cadáver,
Libere seu perfume maldito
Naqueles que se denominam
Inimigos meus.
Oh! Flor podre e insana,
Habitas em solo profanado
Feitos por homens de alma negra.
Realiza teu baile fedorento!
Junto dos sujos e burros,
Será a carnificina dos maliciosos,
A crença estuprada dos ignorantes.
Flor bela, teu hálito podre encanta-os
Prende a ti os porcos loucos
Que nas sarjetas vivem.
Vivo dias de chuva nas belas primaveras de minha vida;
Chuva de tristeza e desalento.
Dor que faz meu coração sangrar,
Dor essa, que não está doendo;
Vou ao inverno de meu ser
para mostrar o verdadeiro eu,
Pois deves analisar o homem ali,
Não nas suas belas e floridas primaveras.
Oh! Porteiro do céu,
Permita-me falar com o pequeno pastor
Para tocar uma canção para meu amor
Uma doce melodia, alegre e poética.
Contratar-te-ei para tocar para ela
Todas as manhãs.
Veja, meu amor, a flauta do pastor que tocará para ti.
Alegra-te sempre, pois és tua essa melodia perene.
Na tinta ardente dos meus versos, ecoa o querer,
De uma paixão que incendeia a escuridão,
Eloquente e amado poeta, és meu eterno prazer.
Entre suspiros e gemidos, na dança da paixão,
Mil sonhos, enquanto o tempo nos conduz,
Separados na eterna canção do coração.
Livro "Entre Pétalas, Desejos e Paixões"
Todos os registros CBL
O que posso ser
mais do sei ou mais do que sou?
O que penso conflita
Àquilo que imagino.
O que imagino
é a realidade paralela
do irreal.
Sou poeta;
Sou filósofo.
Sou ser humano
em busca do ideal.
