O Poeta e o Passarinho
Profano são os meus pensamentos, Quando visito o teu corpo e encosto meus lábios aos teus.
Conjurando à minh'alma, todos os desejos teus e meus.
O esmagamento do proletariado,
Decretado pelos burgueses autoritários.
País fadonho de tanta vergonha, pelo mundo à fora.
Na estrada da vida, sou uma mera, simples e pequenina pedrinha,
Que se move a cada vento que sopra,
E aos poucos,
Vou chegando ao final da minha jornada.
És fomento do meu coração e da minh'alma
Alivias toda minha a dor,
E traz-me a calma,
Tu? És meu amor.
Ainda me lembro do dia em que nasci, numa manhã fresca, por volta das 07h23, de um ano tão longínquo que me lembro tal como se o tempo não tivesse passado por mim, no Hospital Miguel Bombarda, na bela cidade das acácias, Lourenço Marques, lugar onde a minha infância vivi, aí ainda sinto o cheiro nas minhas entranhas daquele tempo. Hoje, distante dela, algures aqui pelos lados da Matola em busca de um novo amanhecer de esperança, ouvindo o cantar dos pássaros, sentindo a frescura das águas do Rio Matola... saudades, saudades, saudades do tempo em que o tempo não era tempo, o tempo da primeira idade, de quando ainda podia sonhar...
Faça dos seus erros degraus para construir uma escada de acertos.
E não culpes ninguém por teus fracassos,
Use-os como pavimento para estrada da tua trajetória,
Pois a jornada é longa, mas é finita.
Somos instantes em instantes,
Instantes, aproveitando instantes.
Silênciosos instantes;
Tornamo-nos-á somente instantes?
Não, utopia, ternura e quimera.
Quisera instantes, para mais instantes,
Nos instantes que fomos, somos, porém não mais seremos.
Para que, para sempre, instantes em instantes, sejam eternizados nesses breves instantes por toda a eternidade!
Se tu não compreendes e nem respeitas a essência e o jeito do outro ser, o problema não está no outro, o problema estar em você.
A tua inveja alimenta ainda mais a minha vontade de vencer os obstáculos e cada dia ser melhor do que já sou. A tua inveja não me assusta, ela me faz cada vez mais forte e sem medo de ir em frente!
O que muda indo na escuridão do íntimo,
À visão do cego que queria enxergar.
Visão enxergada pelo cego que tudo conseguia vê.
O íntimo revelando-se a olhos despidos
Olhos da divisão do corpo entre a alma;
Alma de olhos profundos,
Que não almeja jamais as coisas obscuras e irrelevantes desse mundo
Por vezes tão impuro.
Não odeie, mas sejas bom na medida em que o outro for para contigo. Isso não te faz uma pessoa ruim, mas sim uma pessoa sob medida no mínimo de senso comum, do valor humanístico e amor próprio. Afinal você é humano e não um robô que aceita comandos dos outros.
Derrube a muralha do ódio e tranque o cadeado do baú da discórida.
Depois construa um castelo de amor e abra as portas para as alianças.
Sonhador.
Ao acordar, abri a janela do meu quarto e me debrucei sobre ela.
Olhei o céu azul e o jardins floridos.
E por começar mais um dia, agradeci o dom da vida.
Fechei meus olhos, abri meus braços e me deparei em sorrir.
Não pude me conter.
Pois ao abrir meus olhos, eu vi você.
Então, debruçado na janela acompanhei seus passos enquanto eu te namorava em meus pensamentos.
Na verdade, sou alguém de muita sorte.
Pois, apesar de eu namorá-la em minas várias pausas pra pensar... Posso curtir seus passos enquanto meu ser se balança junto ao seu
Sabe!
Dizem que sou um sonhador, mas não me importo.
Pois, não há nada melhor do que abrir a janela do meu quarto, debruçar-me sobre ela e sonhar com você ao acordar.
Sorriso estrelar
Poetas são as estrelas
Que declamam seus poemas
Sorriem e ao amanhecer
Desaparecem.
Não por timidez
Mas pela certeza
Que na noite seguinte
Aparecerá mais brilhante
E sorridente.
Cisma
Se o cismar é a pretensão.
Não me assombro de tua não felicidade.
O medo que carregas nos ombros,
São os que revelam apenas maldade.
E viver emergidos em prantos,
Por não satisfazer o seu calor.
Praticas o ódio e desencanto.
Para, qualquer um, sem pudor.
Deixas de praticar o que, for bom.
Que lhe aumentaria o valor.
Aqui não encontras, encosto.
De uma alma apreensiva.
Com medo de tudo.
Mas se tudo veio, do mesmo.
A tão pouca coisa, não se sujeita.
E quando o veneno for pouco.
Um dia se acaba.
E a Vida continua.
E sua solidão, que carregas no corpo.
nunca vai embora.
Porque esqueceu.
De como; um coração esquentar.
É aquela palavra que aprendeu,
desde que, começou a falar.
O corpo fica cismando , naquele.
Que não aprendeu a amar.
Marcos fereS
