O Poeta e o Passarinho
Meu coração, um eterno insurgente contra a lógica, persistia em ficar quando o dever clamava pela partida. Mesmo dilacerado, ele pulsava, fiel à causa da pessoa amada. Cada batida, um testemunho da esperança que impregnava cada célula, nutrindo-o de otimismo. Seu músculo, fervoroso e apaixonado, conhecia a arte de partir, mas aconselho-te, não o faças, pois jamais se recuperará plenamente. Respeito, zelo e paciência residirão, mas o amor... esse se extinguirá.
Nas vastidões celestes, onde o firmamento se abre,
Reside um coração que busca o que é verdadeiro e cabe.
Entre astros e mistérios, ele encontra um tesouro raro,
Um amor que transcende o espaço, algo que nunca foi tão claro.
Na imensidão do deserto, sob o fulgor das estrelas,
Nasce um sentimento puro, que não conhece vãs querelas.
É um amor que floresce como a rosa em seu pequeno mundo,
E se torna mais radiante a cada novo segundo.
Nesse reino de areia e vento, onde a solidão é lei,
Do encontro de duas almas surge uma sábia fé.
É um amor que não se mede em palavras ou gestos vãos,
Mas na conexão profunda entre dois corações sãos.
E assim, entre o brilho dos astros e o mistério do além,
Cresce um amor etéreo, que transcende o próprio além.
É a essência da vida, a razão de toda jornada,
Um laço que une dois seres em uma única estrada.
Que perdure para sempre esse amor, tão puro e tão sincero,
Como a luz que ilumina o caminho do viajante verdadeiro.
E que nos lembre, em cada estrela que brilha no céu,
Que o verdadeiro amor é eterno e fiel.
No entanto, é o ato de coragem que torna tudo mágico,
permitindo que esse mundo maravilhoso criado seja acessível a
todos. Se ainda não podemos viajar pelos planetas e galáxias
que pontilham nosso céu noturno, ao menos podemos explorar o
universo da literatura.
“A verdade é imensa demais para caber em apenas palavras; a verdade é sempre melhor absorvida quando a palavra se faz encarnação…”
Viver de versos
Rima sem tema
Viver de poema
Um barco que não rema
Que veleja
Então veja
Terrra a vista
Até onde a vista alcançar
Poderei rimar
Rimo a todo tempo
Passatempo
E não vejo o tempo passar
Sem antes rimar
Formado de coração
Nesta humilde profissão
Estive atento
Neste emprego
Mereço um aumento
Numa manhã ensolarada, galhos e folhas de árvores balançam em ventania, exalando brisa suave; um colorido homiziado em destaque nos coqueirais da Alvorada; um cenário perfeito para o poeta descrever a imensidão da beleza que se desenha no infinito de Contagem.
Um traçado ultramoderno de artes simbólicas; exuberância e lirismo profundo; a imaginação voa distante na plenitude da praça da Jabuticaba onde o sonho de tempos de outrora se desenha na imaginação do poeta do Vale do Mucuri, deixando aflorar sentimentos de leveza e alegria profunda
Não estou certo se posso suportar isso; simplesmente não sei se meu coração aguentará. Por tanto tempo, ansiava por sua volta, oh, se você soubesse o quanto desejei correr para você, mas me contive. Reuni os fragmentos do meu coração e segui em frente, mas então você retornou e a chama que acreditei extinta ressurgiu com a intensidade de mil sóis. Agora me encontro em uma batalha contra meu próprio coração, persuadindo-me de que você deseja apenas minha amizade. Estou correto, não é?"
Certezas
Queria ter certeza, de que você pensa em mim
Pois o pensamento no amor é uma loucura, é um fim
Coitado do homem que pensa da mulher amada
Com medo de alguém roubar a sua princesa coroada
Queria ter certeza, que você me ama
Pois vivemos numa sociedade que só vive o amor da cama
Você olha para mim e eu percebo o deu olhar frio
Como eu vou me comportar se você me deixa no vazio?
Queria ter certeza que nos dias mais amargos você estaria aqui me dando a mão
Mas como sempre a solitude é como um óxido
Corrói a alma e o coração
Tornando o amor como um todo tóxico
Queria ter certeza se vou encontrar alguém nesse mundo
Pois o meu vazio é escuro e profundo
É um mar em o amor se afoga e o homem morre afogado
Por ser uma pessoa diferente que nunca teve voz ou espaço
Na linguagem dos corpos, meus dedos traçam
Um caminho lento, explorando tua pele,
Enquanto me perco nos doces lábios teus,
Em doses sutis de um beijo que me embriaga.
Que a lua seja nossa cúmplice eterna,
testemunha silenciosa desta paixão ardente.
E que a noite, com seu véu de mistério,
nos envolva num abraço de desejos latentes.
Que meus dedos, como hábil pincel,
desenhem quadros de prazer em teu corpo, e que a arte do amor, em seu esplendor, quero te levar além do tempo, além da dor.
Assim, nesta noite de encanto e fervor,
Vivamos nosso amor, nossos sentimentos,
e que cada momento, seja ele como for,
seja eternizado neste poema de amor
Nada nunca foi certamente certo, o mundo é putrefato de ruim. Somos apenas alusões históricas querendo tudo do nosso jeito, e é isso."
A moça dos girassóis
dos doces poemas
do espírito de flor.
Gira, gira, gira...
Em noites pequenas
busca em vão
seu príncipe poeta,
levado pelo vento
num cavalo alado.
Gira, gira, gira...
A moça e sua sina,
nos girassóis
encontra abrigo,
acariciada pelo vento,
sussurrando-lhe segredos.
Gira, gira, gira...
Ali descansa e arquiteta
um novo poema
em tributo ao seu poeta.
Gira, gira, gira...
A moça dos girassóis
dos doces poemas
do espírito de flor...
Gira, gira, gira-só.
Fetos ansiosos perfurarão as prenhas para testemunhar a chuva de meteoros invocada pela nossa troca de olhares. A ideia de um olá criará ciclones em Gravatá. Jorrará vida suficiente para reflorestar o sertão.
Será uma quarta-feira.
Cifras
O grito veio do fundo mudo
e ecoou oco, aos poucos.
Não era um grito de susto,
não era um grito de raiva,
tampouco era um grito de empolgação ou de alegria.
Era, sim, um grito ressentido;
era, sim, um grito gritado para que todas as lágrimas fossem choradas.
O mais belo de todos os gritos,
feito de um fôlego só,
de uma só dor,
Ade uma dor só,
Poema sem rima
Queria ser uma poetisa,
Mas aquela que ninguém esquecesse,
Que fosse pros livros de literatura,
E que os alunos tivessem que saber quem fui.
Queria fazer poemas rimados,
Poemas que ficassem nas memórias,
Das pessoas mais cultas ou as mais humildes,
Não importa, mas deveriam ser declamados.
Eu escrevo pra mim mesmo,
Ninguém nunca saberá da minha existência,
Muito menos dos meus poemas,
Poemas sem rima.
Se um dia eu alcançar a perfeição de algo que faço, logo,
deixarei de fazer.
Alcançar o limite,
lhe cria um teto;
limita o homem.
E não quero nada que impeça de chover sob minha cabeça.
Cada escolha que fazemos, traz implícito uma consequência inevitável, boa ou ruim, portanto sempre estejamos convictos e preparados para arcar com as consequências!
César Ribeiro
O que fazemos na vida sempre terá um motivo, não existe nada sem uma motivação, ou seja, tudo gira em torno de nossas escolhas e decisões, e consequentemente haverá uma reação, consequência do universo.
César Ribeiro
