O Poeta e o Passarinho
Esta vida tão vazia
vai levando em fantasia
coisas que não devia...
que não devia levar.
Mata-se a vida se não a viver
o tempo não fica estirado sobre o divã
no rosto dos jovens de hoje
estão estampados os velhos do amanhã.
A NOITE
Almas circulam nas ruas
Sonhos regozijam seus donos
Passa oculta em meus medos
Questiona o que somos
A sombra, pretume das cores, enaltece o luar
Vela, adormece, retarda o meu despertar
Faz o disfarce das dores, me perder sem notar
No sentimento, confundo
No teu silêncio, o barulho
Transcrita oculta em meus dedos
Num sono profundo
Uns dizem que ela resguarda
Outros, porém, que ela é tara
Do apaixonado poeta
Na noite que vara.
Inda que seja tarde
eu chorarei por você.
Inda que seja tarde
eu chorarei por mim mesmo.
Mesmo sendo tão cedo
e na impossibilidade de me aceitar sem teu amor...
Eu morrerei por nós dois.
Existem sonhos e desejos que não devem, de maneira, sair da caixa.
Insanos pensamentos de Romeu velho, que corriam, e pulavam, e gargalhavam dentro de minha mente.
Alma de poeta maldizente, como aquele boca do inferno que diz: ah! Pensamentos, vocês estão encarcerados nessa prisão perpétua.
Ela que insiste em se quebrar, vive latente e maldizente. Como um doce epitalâmio proibido.
"A música,dependendo da sua profundidade,é uma ferramenta de reparadores desajustes e ajustadora de angústias imprestáveis"
"A harmonia e sabedoria da vida sempre regularam e me pareceram a melhor entrada e saída! No voo dos anjos e dos passarinhos!”
"Cada um resolve ser e seguir o que deseja. De qualquer forma, é sempre bom perceber a realidade e aceitar-se nela."
Flor Maldita
Embora tivesses tu,
Pisado em solo profano
Sentia-se a alegria virginal
Que só existe em ti.
Doce pecado maléfico,
Que andas perambulando
Pelas covas do cemitério maldito
Com o mel sujo de sangue.
Ah! Carnes amáveis,
Fujam de minha presença;
Pois odeio amá-las.
Flor maldita e abstrata,
Por que corrói meus ossos e
Carnes com teus amáveis beijos?
Já nem sei mais
Se a gente fique, se a gente vai
Tou virada faz tempo
Sei lá,
É tanta bagunça.
Sabe aquele desejo que dói
Pulsa
Corrói a alma
Despedaça o peito
Sabe ?
Quanto a pele grita
Quando o corpo chora
implora,
Quando pede colo, arrego.
É tudo bagunçado na minha mente
Nem sei se quer,
Se não quer mais
Fico martelando, me perguntando;
Como diz uma amiga minha
Quando o poeta se apaixona:
"Escreve até criar calo nas nuvens "
Pois é,
Doideira total !
Amar e ser amado,
Viver e adquirir conhecimentos
Cada dia que passa escrevo meus sentimentos,
Escrevo o que penso
Faço o que devo fazer,
Agradeço a Deus por cada amanhecer.
