O Poeta e o Passarinho
Então, tente me entender, assim que seja, que seja assim
Vai ficar só me olhando ou vai querer me aplaudir.
Desperto tranquilo e abro a janela do meu quarto
Ao longe vejo uma linha horizontal de cor dourada e sem ruídos
No céu, um rosa púrpura desbrava corajosamente a imensidão do azul
quase negro da madrugada.
Uns chamam de autora, eu chamo de você.
mercado versos corona
Acelera-se o tempo.
Reordena-se o isolamento.
Intensifica o digital.
Previne-se nova forma de interagir.
Registros arquivados.
Conhecimentos para futuro.
Novos tempos. Novos modos. Nova Vida.
Mercado se alinha, e seus soldados se
Alinha ao combate, feito formigas atacando,
O seu oponente. A linha da Corona invade,
Todos o cantos. Geométricos, herméticos, circular,
Em todos os cantos do mercado.
Que luta, com baixas para manter-se em pé.
Redistribuindo rendas, que estavam bloqueando,
A circulação da Vida. Para purgar os erros da acumulação.
Exagerada pelo medo extintivo da falta.
Que muitos não enxergavam.
E a sim. Todos em trincheiras para acalmar
A corona. A linha divisória do mercado,
Que só sobrevive, com todos.
Lição antiga, que de tempo em tempos.
O mundo se esquece.
Novo organizar.
Mas antes, o aplacar o antagonista.
E reequilibrar com todas as forças e
Conhecimento do mercado.
Para prosseguir novas alianças com
A Vida. E merecimento para todos os
Povos, no transbordar das trocas justas,
Entre os seres da terra.
Marcos fereS
(Em tempo de corona vírus)
O reequilíbrio da balança
Nunca, como antes.
A natureza achou uma
Entrada espiritual para
Combater os nossos corpos.
Pensa você. É físico.
Até , todas as células de
Nossos corpos, mudam
Duas vezes por ano.
O formato viral constatado.
É a parte material do espírito
Invasor.
Os princípios ativos são materiais.
Mas a força que sustenta é espiritual.
Da forma mais democrática,
antes conhecidas na terra.
O que nos tornou vulneráveis,
Perante a natureza, como um todo...
Já refizemos a histórias dos dinossauros.
E outros habitantes desse planeta.
Porque; com o homem , poderia ser
Diferente....
Quais as mentes, e quais as mãos que,
Irão materializar o espirito salvador,
Dos seres humanos, evitando ainda,
Uma nova continuidade dessa pandemia...
Observa-se que houve o desequilíbrio das
Forças que mantem a Vida nesse planeta.
O fiel da balança, pesou ao contrário da
Vida humana. Desmatamento, poluição nos
Mares, lixo no meio ambiente, fumaça
na atmosferas. e bombas intermináveis.
Merece o homem. Continuar a ocupar
Esses espaços...
Resta saber, se apenas, mais um aviso da
Natureza. Cadê as grandes potencias.....
Cadê o Super Homem, Vingadores,
E Diabo a quatro.
Se não cuidar, vai faltar.
Agora não é questão de ser corajoso,
Forte, superior, estampa fina, ou gênios.
É questão, de fechar esse portal espiritual,
Se assim deseja definir. Para que a natureza,
Reequilibre, as interações com justiça.
E Recompense, as forças para equilibrar
A Balança da Vida. Para continuarmos
Neste mundo.
Nem que seja para reorganizarmos,
Potencializando o braço misericordioso
Do criador. Pelos nossos pensamentos.
O Que nesta hora já está Acontecendo,
com nossos espíritos.
Que apareça a solução.
Que apareça a mudança do pensar,
E agir neste mundo respeitando
A natureza e todos os seus seres.
Ao invés de intervenções para
Satisfazer aos caprichos dos
Homo sapiens , que crucificados
Em conhecimentos mentirosos.
Vivem sobre a curatela de deuses.
Ou a irresponsabilidade, de nada
Crer. Desta forma. Houver nova
Chance. Não menos por medo.
Que todos os povos desse mundo.
Passe a respeitar mais a natureza,
Criadora de todas essas coisas.
Marcos fereS
(em tempo de corona vírus)
Quem dera Drummond ter me escutado
O nosso coração é sim maior que todo esse mundo
muito maior que todo esse universo
A diferença é como nós tratamos os sentimentos
amamos as nossa diferenças
cantamos poemas
que contam, que cantam e que confessam
amar de mais não explode corações
apenas cria versos.
Pensamentos
Madrugada sórdida, eólica e pródiga,
que me vejo sem paz.
Canção melancólica, alcoólica,
e sempre tão sem graça,
que cada lembrança traz.
Mas quem pudera um canto garrido,
que traga o sorriso, isento de,
machismo, feminismo, eufemismo,
livre até mesmo do “ismo”,
inventado por idealismo,
tais “sapiens evoluídos”,
que o canto não os toca mais.
Tenho mais perguntas do que respostas,
um questionador repleto de propostas.
Guardando para si, por não haver debate,
apenas lados e falta de honestidade.
É evolução ou retrógrado,
é idiotice ou monólogo,
todos esses pensamentos,
que me privam de sentir do ar.
Apesar de sem sentido,
não deixa de ser eólico,
o vento traz males e bens,
carregando as energias,
no desequilíbrio do vai e vem.
Amei e fui amado
Cantei os mares dotados
de rios não tão grandes quanto o nosso amor
e lá vivi encantos
doce beijos santos
entres luzes que se apagam
em doce lembranças
nós amaríamos sermos amados, mas não podemos
Superar (verbo)
é entender que a emoção não faz sentido.
é entender que o pão não vai estar quentinho.
é entender que o tênis branco em dia de chuva era problema.
é saber que nem tudo é como se espera, dilema.
Viajei em todos os universos e em nenhum deles eu te encontrei.
Creio que seja assim que funciona: a estrela cadente passa e se não a percebemos nessa pode ser que nunca mais a veremos.
Descobri no teu abraço
a vivacidade daquele enlaço
que me acolhe
que me encolhe
que me colhe
e que a colheita não são flores, mas um alimentos que me nutre por inteiro
tras o aconchego
a vontade de serestar.
Sou fruto covarde de uma poesia morta
de uma árvores que joga os filhos fora
de uma semente que não brota
e de uma verdade que não tem fim
sou covarde, mas sou poeta
e aqui estou sem frutos, mas alerta
com flores brotando sem nenhum jardim
Eu perdi o seu amor
mas eu jamais vou te perder
uma história não se apaga em apenas querer
e nenhuma verdade se torna mentira
simplesmente porque eu quero
Eu perdi o seu amor
me perdi,
mas eu jamais vou te perder.
E então eu me verifiquei.
Era então influência.
Chequei tudo
e eu realmente influencia
muitos me ouviam
muitos mesmo.
e tudo fez sentido.
RELICÁRIO DE UM ANJO
... Meu querido Anjo-Huguinho
Há sete infinitos dias você partiu.
Ah! Quanta saudade, quanto ardor!
Hoje, Mamãe veio te trazer uma flor,
Uma Flor colhida no Roseiral de Amor
Que em mim você deixou plantado!
Lembras quando aqui chegaste
Naquela tarde linda de Primavera?
Chegaste cheirando a jasmim...
Parecia até que estávamos em um jardim
Onde girassóis sorriam para mim
Com suas grandes flores amarelas.
Agora entendo meu Anjo-Menino
Ali tua história estava sendo descrita,
Tua missão a mim sendo revelada:
Vieste para ser meu Jardineiro; eu, tua Fada,
A tua flor mais querida e mais amada,
A Rosa que te embalaria nos braços...
Hoje quando o silencio gritou tua voz
Ouvi o meu desolado coração dizer:
Huguinho foi mais que um Jardineiro
Foi ele o teu Menino, o Anjo faceiro
Que te ensinou o Amor Verdadeiro
Que ora floresce dentro de ti.
Assim se fez, cumpriste tua missão!
Contigo vivi os momentos mais dourados
Os mais primorosos anos de minha vida
As mais floridas sensações vividas!
Até que de repente veio à dor da despedida
Que a flecha do destino me reservou.
Teu Pai te manda mil beijos de Saudade
Cheios de mimos, carinho e ternura!
E um Tríplice-Fraternal-Abraço caloroso!
Tu que foste um filho querido e amoroso
Deixaste nele o sagrado perfume afetuoso
Das mais belas flores-amarelas de Acácia.
Teus avos, manos, tios e tias, teus padrinhos
Os vizinhos e toda tua primarada
Também estão aqui chorosos de saudade!
Você que nos trouxe tanta felicidade
Que nos uniu em plena cumplicidade
Jamais se apagará de nossas memórias.
... Meu querido Anjo-Huguinho
Muito obrigado por ter me escolhido...
Eu, entre tantas mulheres fui à agraciada
A Mãe mais feliz e a mais acariciada
Por tuas mãos pequeninas enviadas
Por Deus para nos abençoar!
Deixa agora eu te ninar pra dormir
Papai e Mamãe estarão sempre contigo
Aqui, nas estrelas, no além do infinito,
Na luz, no silêncio, na Matéria ou no Espírito,
Estaremos sempre juntos meu pequenito.
Dorme em Paz meu Anjo-Menino
Beijos de Amor Verdadeiro
De tua Mamãe Bennia e teu Pai Andrés
Poema em Homenagem ao pequeno Hugo Caresto Castro Heufemann,
que cedo atravessou o grande Rio da Vida, transpassou o Espelho,
retornou a Casa Celestial do Eterno.
* 19/04/2017 - † 19/05/2020
Como foram rápido os anos
Levando momentos eternizados
em lembranças sempre presentes em meu coração
Eu fecho os olhos, e volto
Prolongando cada abraço
Hoje tá tudo
bagunçado
