O Poeta e o Passarinho
Quanto mais percebo um aumento de pessoas, que voluntariamente se tornam meus inimigos, mais me sinto Forte.
Nós, Poetas
Nós, Poetas, somos prisioneiros das noites de Luar,
Sonhadores que sonham acordados nas madrugadas solitárias,
Contempladores de estrelas frias, soltas e sem par.
Ah! Nós, Poetas...
Perdemos a contagem até dos nossos dias,
Compondo versos e reversos,
De vidas felizes e de vidas vazias!
Somos dominados por pensamentos de asas,
Fazemos voos rasantes e atravessamos mares e oceanos,
Despertamos até os diamantes!
Nós, Poetas, somos como loucos,
Levados nos braços do vento,
Pra longitudes e altitudes extremantes.
Entregamos suspiros e beijos,
Em linhas de doces poesias.
Somos apaixonados e até exagerados,
Poetas poetantes da arte de amar.
SINÔNIMOS DA ILUSÃO
(O silêncio que ilumina o saber)
A verdade não pertence a ninguém, ela é o diálogo do espaço das entre letras com o vácuo das entre linhas, que são surdas e mudas, tais como o agir do som que não faz ruído, e do silêncio que fala ao ouvido do nosso ouvido!
Como ouvinte do barulho das tantas “verdades” dos outros, por vezes fico pasmo... E, por momentos quase enlouqueço com a explosão da confusão mental dos meus contemporâneos. Como os homens nunca param de preencher o ego, e de criar “verdades”, tais como são infinitas as matizes das cores, então só me resta ir à imaginação, que me permite silenciar e esvaziar diante de tantas blasfêmias ditadas pelos deuses da mentira!
(Aforismo do Agenor)
PEDRA RARA
A concordância verbal do meu interlocutor com o meu verbo, eu a vejo como equilíbrio! Porém, esse ouvinte é uma raridade. É como Pedra preciosa que está escondida a sete capas no silêncio de cada um. Em sendo esta a realidade da harmonia dos homens, este ato é um milagre acontecer!
Pensador Agenor Escritor
Lacônica.
Hoje acordei
Em preto e branco.
Deve ser a chuva
Meio atônita,
Tonta, no entanto,
No chuveiro canto.
Irônica,
Visto branco,
Calço tamanco
Cai como luva
Um tanto desarmônica
No carro me sento,
Guarda-chuva no banco
Afônica.
No rosto, o vento.
Entre solavancos
A caminho de Juva,
Meio tragicômica
Juva! Onde? Quando?
Em algum canto
Numa fração de segundo.
Retrica e um app tão da hora que tirei uma foto comendo Miojo , mandei um efeito que virou Lasanha Mlk :v
Expressavelmente compulsivo, jogava palavras aleatórias. Confundia subjetivismo com sua própria subjeção... Não se entendia, e em seu desentendimento confundia os outros. Era um sádico. Brincava com a mente das pessoas, e se envolvia na brincadeira, e assim, brincando de brincar, se tornava um brinquedo. Era um poeta, que de tanto se expressar mal acabou espremido em suas próprias ideias. "Aqui jaz um louco"!
O momento certo...
Nas voltas que a vida dá,
uma hora chega o momento da mudança,
mudança interna de cada um,
revendo certas experiências e reconstruindo outras,
é preciso reler nossa vida,
nossas obras e remontar algumas coisas.
Nessa reconstrução algumas pessoas fazem parte,
por serem figuras atuantes, ou inspiradoras,
de qualquer forma o criador de nossas ações somos nós mesmos.
Quando o momento certo chega, o coração se abre,
a esperança e a fé em algo melhor se faz presente,
vem de um sorriso, de um olhar meio sem jeito,
uma mão dada, caminhando pela rua
em um mundo novo cheio de possibilidades.
E como saber? Simplesmente acontece no momento certo.
Amorim Junior.
Quietude
Hoje, aqui tudo é silêncio,
Apenas me permito à voz do coração!
Bem longe do disse e me disse,
Os pássaros cantam e recantam em um som divinal,
Cá prevalecem as estrelas, cintilando no azul mais profundo.
Oram os homens, as mulheres também as crianças,
Em prece profunda e luz.
Um passo tranquilo, exposto, e mui belo,
Bailando em dança que seduz,
Em um monólogo de ilusões,
Cochichando, as invencíveis, e eternais paixões,
Que acossam a pura glória no porvir,
Vindo em ondas sobre o mar,
Visitando as salas das virtudes,
Entre bandejas bem ornadas e bem postas,
Como se fossem lágrimas despejadas pelos destinos,
Então, se abre a flor,
Em vitória-régia,
Em um beijo de hálito legítimo de amor.
Jmal
2014-02-14
Um Novo Caminho
Sonhos que caminham,
Por trilhas incertas,
Conflitantes entre o querer e não querer,
Doando um acerbo à alma,
Que revoga a própria vida...
Quem me dera,
Dar luz as sombras,
Num simples mergulhar,
Entre as sustentes, a vida fecundar...
Afundando as assombrações,
As tramas, os anzóis,
Multiplicando a vida,
Que não brilhou,
Não quero asas para sonhar,
...Quero pés!
Para um novo caminho em luz trilhar.
Jmal
2014-02-17
