O Poeta e a poesia
Bem Mais Fácil é Dizer a Um Vivo Que o Ama
Do Que Gritar o Mesmo à Quem Já Teve Seu Fim
É Tu Que Fazes o Teu Próprio Drama
Pois o Não, Sempre Foi Mais Fácil Que o Sim
“Valsar”
Não há nada errado
em dançar em meio caos.
Nele
você saberá
se precisas ser encontrado
ou não.
Entender que o silêncio
Não é a ausência de palavras.
Mas a atenção do corpo
Voltada ao som da alma.
Apenas.
LEITOR
Resolvi escrever isso,
Não sei se vai rimar,
Mas vou tentar até certar.
Leitor o que te deixa feliz?
Será um amor de verão ou uma paixão de inverno?
Leitor não seja tímido,
Diga pra esse jovem escritor,
É biscoito ou bolacha?
É frio ou quente?
É homem ou mulher?
Leitor não se avexe,
Temos todo tempo do mundo,
Então diga: É Nescau ou Toddy?
Café doce ou amargo?
Adele ou Sia?
Ariana ou Lana?
Gaga ou Madonna? Pop ou rock? Indie ou eletrônica?
Cuida, responda!?
Leitor é sábado,
Dia dos namorados,
Só pra finalizar essa poesia louca,
Sul ou sudeste?
Leste ou oeste?
Norte ou nordeste?
Cama ou rede?
Messenger ou Whats?
Namoro ou amizade?
Direita ou esquerda?
Hétero, bi, gay ou tri?
Viva a diversidade.
Leitor abra a mente e a barriga,
Açaí ou Jaca?
Ficar ou namorar?
Rir ou chorar?
Tenho que terminar,
Se não vou parar, Inté à próxima leitor,
Quem sabe....
Bom dia
Desejo paz e calma nos momentos de turbulência,
cada um cultivando em si um pouco mais de esperança,
tudo de ruim há de passar quando cessar a violência
e voltarão nossos sorrisos em novo tempo de bonança
tempestade
Uma chuva de verão
no princípio do inverno
E a sã superstição
diz que vaga no Eterno
um espírito pagão
implorando por perdão
na entrada do inferno...
Vinte e três de abril
Guarde a lança, cavaleiro!
No outro lado do alforje
vai a espada do guerreiro.
Eu não sofro mal algum!
Nem sei bem-dizer se Ogum
é devoto de São Jorge
ou Jorge é filho de Ogum...
ode a odé
A imagem no andor
Sete flechas, dor serena
Na cabana, o benzedor
junta folhas de jurema
Na vontade de compor
sete linhas de louvor,
toda arte ainda é pequena...
dois dois
É menino feito santo;
olha a luz dessa criança!
Escondido no seu pranto
um sorriso de esperança
Quando ouve o povo banto
entoar seu doce canto,
faz ciranda, grita e dança...
zi fi
De visita a uma dama
que mexia com o além,
perguntei: como se chama
esse velho sem vintém?
Rindo, disse a tal mucama:
preto-velho não se chama;
se precisa, ele vem...
Incertezas
Não há compreensão,
nunca houve meio termo.
As dúvidas crescem
como ervas daninhas
no solo árido da mente,
raízes que se entrelaçam
em pensamentos turvos,
sufocando a razão
até que tudo se torne sombra.
Lacunas permanecem abertas,
como feridas que rejeitam o tempo,
casos interrompidos,
histórias sem ponto final,
rastros apagados
por tempestades de incerteza.
Não há culpados,
não há suspeitos,
apenas eu,
rodeado por um tribunal vazio,
onde o silêncio se ergue
como juiz implacável,
condenando-me
por crimes que desconheço.
Não há em quem confiar,
pois até meus próprios olhos
me traem,
distorcendo reflexos
num espelho que fragmenta
quem penso ser
no caos que persiste,
como se eu mesmo fosse
o enigma que busco resolver.
Lealdade
Sê, ó amigo, como a cama
Que com a alta lealdade
Espera todos os dias sua ama
Sê, ó caro, como o nobre cão
Que mesmo maltratado
Tira seus donos da solidão
Age como o tronco caído
Mesmo sabendo que morrerá
É leal ao machado que o fará
Mas não sê como o fraco
Que chora quando sofre
E não cumpre seu trato
Ou o traidor imundo
Das palavras em vão
Do escárnio profundo
Cultiva a tua lealdade
E abre teu coração
Para a alma da bondade.
O espelho
Um labirinto misterioso e profundo
Encara os olhos atentos do homem
Indagando sobre si e o mundo
A poeira pisada do dia de ontem
E os passos incertos do ser
Abrem as portas para ele viver
Viver em si, em sua própria imagem
Olhando o espelho, e vendo seus olhos
A face da alma, uma grande miragem
A cortina se abriu, e veio a atuação
Sorriu e chorou, colheu os espólios
Mas quando se fechou, viu a enganação
O homem se via um grande rei
Mas o abismo do espelho o despiu
E revelou o ser oco e vil.
Paciência
Tenha paciência, meu amigo
Cultive esse bem da alma
Mantenha sempre a calma
E estará em paz consigo
Receba o ar da montanha
E ouça a sua música
Ouça a estranha melodia
Os tambores da África
Pinte a sua noite de branco
E se cubra com o manto
Que cobre as estrelas
E descobre donzelas
Não libere o monstro em você
Navegue com o tempo
Faça-se sempre viver
Voe com o vento
Sua alma é como uma grade
Que prende duas aves
A cinza da noite e a azul da tarde
É apenas sua a chave
Se a ave cinza voar
Sua música vai se calar
Mas se a azul o fizer
Você terá o que quiser
Então, alimente o seu bem
Viva para ir além
Espante a ira e a tristeza
E faça do seu mundo só beleza.
Aeronaves
Somos aeronaves.
Estamos voando.
Com nossas idéias até o céu.
O terreno tem seus limites.
Mas o céu não.
Nossos sonhos podem subir até alturas.
Podemos elevar voos gigantes ao infinito.
Podemos nos sentir livres com asas.
Também podemos nos sentir limitados em terra.
É necessário ter sabedoria no controle.
Para levantar voos e pousar bem.
Não estamos voando sozinhos.
Sempre há uma tripulação em nossa aeronave.
E outras aeronaves no espaço aéreo.
Que voam livremente e precisam saber pousar.
Ciclo sem fim (versão 2)
Vem primavera,
Mostre suas pétalas,
Como sonhos,
Deixe-os voar,
Folhas coloridas que nascem,
Como lagartas que secam,
Dando seu lugar,
Como esperança,
Tem sempre que regar,
Deixe-os voar,
É o ciclo sem fim,
Novas vidas em novas pétalas,
Novas ideias em novas formas,
Acontece a todas hora,
Nada se repete,
Tudo se completa,
É o ciclo sem fim.
AMOR A DISTÂNCIA
Quantas vezes sonhei com você bem perto
E quando acordei o meu quarto deserto
Sozinho estou penando o amor
Quem me deixou quem me deu abrigo
Hoje vivi distante não faz sentido
Pra me amar tem que viver comigo
Amor a distância não rola não
Agente se ama na contra mão
Cada um no seu canto os dois na solidão
Amor a distância é assim
Tenho que sobreviver você longe de mim.
Poeta Antonio Luís
10:35 AM 14 de julho de 2015
Há palavras que tornam momentos de solidão em revoar de estrelas. Palavras que trazem carinho e aconchego de ninho onde há o pouso do repouso. Palavras que tocam em pianíssimo aos ouvidos ávidos de sons que harmonizem o coração, estremecendo o corpo em êxtase. Palavras que abastecem e alimentam as horas, em que apenas o vento acompanha a viagem dos ponteiros no ranço do tempo que não para.
Suas palavras são cura para a alma, para as quais não tenho outras lindas e iguais. Apenas isso ...
Fotografia de Casamento
Abraço apertado e um sentimento
No horizonte do medo.
O que virá...
Columba e seu protetor.
Fecunda hostes que repetindo,
vôos de aves. Desde o começo.
Muitos não terminarão juntos.
Mas se assumiram em nome de Amor.
A voarem juntos, por esse sentimento.
Não entendendo, de inicio.
Mas pendido apenas, as bênçãos do céu.
E quantos acertos e erros. Quantas confusões.
Passaram pelo céu. Levando o tempo nas costas.
Deixando seus frutos. E Coragem vinda,
Desse sentimento.
Que os fizeram voar.
Nova descendência, habitando a terra.
Como poderia ser pecado...
Erraram.... acertaram.....
Responsabilidade da criação.
Sem saber, o caminho de chegada.
Foram heróis.
Não , não há nada a lamentar.
Fizeram a melhor parte.
Te deram um corpo. Uma Vida.
Algum dia já agradeceu seus pais....
O dom da vida que jogas aos pouco,
No tempo, no posso, que continuas a cavando...
Desejas culpar mais alguém.....
Quanta injuria. Porque até para culpar
Precisas da força. Que gasta açoitando os ventos
da sua ingratidão.
Quem não agradece aos pais,
Estão órfãos.
Não possuem alma. Paz. Amor.
Não sabem de onde vieram, e nem
Tão pouco, para onde vai.
Assim como. Um pássaro perdido
Numa ventania sem fim.
Lamentando a falta, daquilo que nunca precisou.
Obrigado meu Pai. obrigado minha Mãe.
Marcos fereS
