O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
versos do cerrado
chão agastado
ressecado poema
canto empoeirado
ventos em trema
no estro grudado
do cascalho sangrado
inspiração extrema
dum pôr do sol encovado
num horizonte com fonema
e galhos tortos poetado
no sertão árido com dilema
num cântico sulcado
dum poético ecossistema
choram os versos do cerrado
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Poema para Minha Rita
Pelo teu luminoso e meigo olhar me encantei;
Pelo teu sorriso e palavras doces me apaixonei;
Por tua pele macia e teu corpo, lindo e ardente, te devorei;
Por teu coração e tua alma eu te amo, pra sempre te amarei...
UM POEMA DE AMOR (soneto)
Onde escrever um poema de amor
Se branco está o papel sem pauta
E é preciso senti-lo sem sugar dor
Falando das partes sem sentir falta
Quero escrever um poema de amor
Rima-lo tal a poesia da luz da ribalta
Com acordes tão suaves de uma flor
E o perfume da cor duma doce flauta
Quero torná-lo cada vez mais viçoso
No silêncio de estar eterno amoroso
Sereno, para a longa noite do mundo
Onde escrever este poema carinhoso
Sentindo circular num verso desejoso
Expressando este tal amor profundo
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Agosto de 2017
Cerrado goiano
pirando-me
é,
este
poema
não nasceu
para ser escrito
este poema nasceu
para ser como um grito
poema fadado ao infinito
a própria pirâmide do egito
Poema num sábado de aleluia
No apagar da quaresma
Qual cinza restou
Ou será a mesma
Se fica ou se vou
Os sinos tocam, sábado de Aleluia
Anuncia a reflexão da traição
Retire suas culpas da cuia
Da omissão. Seja oração...
Perdão
Vamos nos aconchegar
Na misericórdia
E ter braços para ofertar
De que vale negar, ter discórdia
Se somos filhos, iguais, no altar
Da criação Divina. Livres na história
Livres para sonhar
Na fé vitória
Sábios para perdoar
Ao nosso "Judas", executória
A solidariedade atar
A paz e bem, gloria!
É vigília pascal
Trajetória
No amor, o amor incondicional
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26/03/2016, 06'10" – Cerrado goiano
Sábado de Aleluia
TRAGO POESIA.
Porque p/ mim um poema,
não é só o que já esta escrito
mas também a emoção daquele
que esta por vir.
RECIFE DE AMOR - João Nunes Ventura
Recife dos meus encantos
A ti consagrei meus cantos
Com poemas de esplendor,
Sob o céu o teu manto reluz
E vestida de beleza e de luz
É banhada em rios de amor.
QUADRAGÉSIMO SEXTO HEXÁSTICO
Representar-se poema é:
saber-se duplo na imanência
observador e objeto em essência
sujeito na extensão do poema
criador e criatura em si mesmo
único sujeito em potência
Estrofe e refrão
Coloquei no poema estrófe e refrão,
puxei um ritmo no violão!
Minha viola cantou
a estrofe é o refrão!
Nesse ritmo eu vou!
Eu vou e vou,
vou fazer modão!
Neste poema cantei uma canção,
senti tanta saudade
de você no meu coração,
queria estar contigo,
dançando um baião!
Olhei pra minha viola,
e deslizei nas cordas
minha paixão,
sentindo você no meu coração!
Poemas
A perguntar-me assim:
- O que é poema enfim?
Respondi então pra mim
Poema é assim:
- Meio louco,
- Meio pouco muito,
- Meio com gosto,
Ou sem gosto,
Por fim:
- Amargo
- Doce
- Ácido
-Salgado.
De repente tudo isso,
Tudo junto e misturado!
Fica de sabor diferente,
Porém, tem a marca da gente!
Laranja, melão, abacate, melancia,
Carambola, maçã, manga, lichia
Outras vezes;
Lua, estrelas, astros, raízes!
Menino, menina, amigo, amiga, guri.
Bola, boneca, caminhão, bem te vi
Pipoca, cinema, televisão.
Sonhos encantos, ilusão
Manos, manas, irmãos.
Então...
Pula - pula, pula corda, violão
Moda de viola, doce de algodão!
Sonatas, sonetos, de rimas e concertos
De gestos, gostos e pensamentos.
Enfim, tudo claro pra mim
Que poema é assim!
E, fim!
SONETO DESABITADO
Ao poema que roga, desesperadamente
De saudade, separado de sua rima ideal
Onde o coração sofre o afeto ali ausente
Nas desventuras em que se vê sem o qual
Não lhe basta um amador simplesmente
Nem só o gozo duma trova que seja a tal
Nem o simples desejo, deseja vorazmente
O compasso do beijo, num versar musical
E as poéticas inspirações que lhes somem
As quais quisera... paixão cheia de pureza
A esperança de quere-las lhes consomem
E os vazios do sentimento no seu cantar
Compõe solidão, em uma maior baixeza
Escrevendo dor, sem o amor para poetar
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/02/2020, 18´12” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Poema de Daniele Buoso :
Um ser como qualquer outro
mas é único e especifico
demonstra poder e medo
mas é doce e meiga
como uma flor forte e empoderada
aura inabalável mas por dentro
um coração mole
que se preocupa contudo e todos
a melhor PCG no que ela faz
que alegria a todos nos trás
te amamos Dani
e o Cícero perante esse poema
lhe agradece os chocolates
e ajuda que nos da
obrigado Dani por tudo
você é importante para todos
nós da Ana Franco
obrigado.
A VIDA DEVIA SER UM POEMA
Um poema é cheinho de amor,
De todo jeito e de toda cor.
Nele não há espinhos. Não existe rancor,
Fica longe da dor. Simplesmente exala o perfume da flor
O poema fala da lua enamorada,
Fala das estrelas e da pessoa amada.
É no poema que nasce o perdão,
Onde a alma canta nas batidas do coração.
O poema tem recheio de afeto e de carinho.
É o pássaro cuidando de seu filhote em seu ninho.
É amor em redemoinho. É o cuidar direitinho.
Assim deveria ser a vida. Livre, leve e atrevida.
A felicidade seria plena. Destemida.
Ai eu recitaria o amor. Recitaria o poema da vida.
Élcio José Martins
Se você gostasse mais de poesia
que de dinheiro,
lhe mandaria um poema.
Como gosta mais de dinheiro,
lhe mando cinco reais.
LA
Poema para os Antropólogos.
Os antropólogos
pensam primeiro nas janelas
que vão colocar nas casas,
depois nas portas
e depois na vista
que cada um vai ter
ao abrir as janelas e as portas.
Os antropólogos
sabem mais dos homens e da sociedade
por tocar neles, experimentar o que no mundo há.
Os antropólogos
conhecem a anatomia da vida.
Poema "Mar..."
Mar…
És fonte de sal
Que tempera a nossa vida
De forma especial.
Mar…
Palácio com imensos peixes,
Que habitam dentro dele
Querem que tu os deixes.
Mar…
Sinónimo de imensidão
Acalma o meu coração
Faz-me viver
Em constante emoção.
Mar…
Pérola do mundo
Mesmo ali no fundo
Para um oceano a encontrar.
Mar…
Gestos e imperfeições
Barcos a remar
Navios a flutuar.
Mar…
Largo de imaginações
Presença ondulada do infinito
Em constantes transformações.
Mar…
É o pai de todos os rios
Que nele vão desaguar
Cada um em seu lugar!
Mar... simplesmente MAR.
Poema adaptado da obra da escritora Rosa Luísa Gaspar - "Os segredos de um búzio"
Os segredos de um búzio
Linda, menina de muitas aventuras,
Um lindo sorriso espalhava
Junto ao mar fazia caminhadas
E do amigo Poncho
Nunca se separava!
O seu avô que fora pescador
Homem de histórias e pescaria.
Linda não entendia
Sua tamanha melancolia!
As histórias que o avô contava
Mostravam que adorava o mar
Mas Linda, por vezes, sentia
O avô numa aparência sombria!
Linda gostava do mar,
De nadar com aroma
E cor a maresia,
Por isso estava preocupada
Com o que ao avô afligia!
Certa noite em especial,
Quis ficar bem acordada
Pois queria descobrir
Com o que o avô se preocupava.
Ambos na soleira da porta se sentaram
E o avô sem demoras
Fez uma simples questão:
- E se o mar desaparecesse então?
Com a pergunta
Linda confusa ficou.
Procurou respostas no céu…
E de um búzio se lembrou.
Lembrou-se do búzio
Que o avô lhe dera
Onde aprendera a ouvir
O que o mar lhe queria dizer
Mas será que ele sabia a resposta?
O avô percebeu a sua aflição
E disse-lhe que a sua tristeza
Era porque o mar
Já não é o que era.
Mar fonte de sal
Que tempera a nossa vida
De forma especial.
Palácio com imensos peixes
Que habitam dentro dele
Querem que tu os deixes.
O avô pediu-lhe então
Para ouvir o búzio que lhe dera
Pois o búzio sabia
Tudo o que o mar já foi e era.
O que afinal afligia o avô
Era o desmazelo das pessoas
Que desrespeitavam o mar, a natureza…
E toda a sua beleza.
A Linda descobriu então
Que precisava de planos fazer
Para agir com cuidado
O mar e a natureza proteger!
INSÔNIA -776 - 24/03/20
(o sono fugiu)
Marcio Souza
poema em redondilhas menor.
O sono não chega
O sono foi embora
O sono não deita
Só lamenta e chora.
Sono sumiu
O sono não vem
Sono partiu
Saudade de alguém.
Um triste lamento
É pranto de dor
Que aperta no peito
Lembranças de amor.
O sono está triste
Ele não se acalma
O sono resiste
Até o fundo da alma.
Batendo na porta
Some de repente
Só dá meia volta
Haja quem o aguente!
E briga comigo
Quer sempre fugir
Igual inimigo
Medo de dormir.
É luta um açoite
Enorme agonia
Se não vem à noite
Eu durmo de dia.
Márcio Souza
(Direitos autorais reservados)
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