O meu Coração aqui Vou Deixar
VIVER À BEIRA DO RIO...
Ah, morar à beira de um pequeno rio da Amazônia... Deixar a vida fluir como as águas calmas que espelham o céu, sem pressa, sem aflição. Lá, o tempo é outro. Não é marcado por relógios, mas pelo vai e vem das marés, pelo canto dos pássaros ao amanhecer, pelo balanço das canoas que deslizam suaves sobre a correnteza...
Os ribeirinhos sabem de um segredo que o mundo lá fora parece ter esquecido: a felicidade mora nas coisas simples. Num café coado na hora, compartilhado na varanda. No peixe fresco que chega direto do rio para a panela. No sorriso largo de quem não acumula riquezas, mas histórias. Na rede que balança ao vento, embalando **sonhos e sestas** sem culpa...
Quero aprender com eles. Quero sentir a lama entre os dedos, pescar meu próprio alimento, conhecer cada curva do rio como se fosse um velho amigo. Quero ouvir os causos dos mais antigos, deixar que a sabedoria das águas me ensine a viver com menos e ser mais...
Amazônia não é um lugar, é um estado de alma. E eu, no fundo do peito, já me sinto ribeirinho. Só me falta chegar lá, deixar o rio me adotar e, finalmente, ser feliz do jeito que só quem vive nessas águas sabe ser...
Cuidado, pois Satanás faz de tudo para deixar você distraído com as coisas deste mundo para levar sua alma para o inferno".
Anderson Silva
"Uma das formas mais profundas de adoração a Deus é ficar em silêncio e deixar as lágrimas sinceras correrem pelo rosto".
Por cada porta
Creia
Existe ...sim, a opção
De deixar ou não
O melhor lugar que existe
Pra guardar a paz em segredo
Coração, que se leva
E medo também
Ninguém poderá jamais
Buscar noutro lugar
O oposto
Ao que existe em si mesmo
A paz ausente estava lá
E em nenhum lugar do mundo
Jamais achará
Se não tiver
As distâncias conflituosas
Uma dose de algo que foi de graça
Não há dinheiro
Que faça voltar agora
Chora o coração, sem paz
Se perdeu ao passar pela porta
O caminho era outro
Volta a escuridão da noite
Apesar da Lua e as estrelas
Muito além de tudo isso
De vez em quando e eternamente
Pense que jamais vai vê-la
Um traço tortuoso
Uma pedra lançada
Pedaço bonito
do tempo que passou
E se perdeu
Assim prossegue a vida.
Edson Ricardo Paiva.
Eu tenho medo de alguma coisa dar errado e no meio do caminho alguma coisa nos deixar pra sempre separados...
A cada vez que eu penso
Em deixar de ser quem eu sou
Imagino então outros três
A viver o que eu vivo
e fazer o que eu faço
Um deles não fala, nunca tem vez
O outro não pensa, tampouco se abala
e o terceiro tem nariz de palhaço
Acho que na verdade
Eu já sou os três
Em um concentrado
Ou um quarto
Que é sempre deixado de lado
Portanto
Se ninguém se importa com o que sinto
tanto faz
Vou deixar de lado o Mundo
e transmutar-me
em um quinto homem
daqueles que somem
naquelas horas em que o procuram
Aqueles que dele precisam
Vou tornar-me somente
O Mudo e esquecido
Homem invisível
Um nariz de palhaço flutuante
e seguir adiante
Nesta vida
Que dizem ser uma festa
Onde me oferecem aquilo que resta
Quando alguém me convida
A parte ininteligível
Que haveremos de deixar
Na história de nossas vidas
Sempre será
Essa imensa capacidade
em desvendar aqueles segredos
Que passaram anos e anos
Reluzindo
Bem em frente aos nossos olhos
Mas todo mundo jurou
Que aquilo era falso
e tudo isso acaba por tornar-se
um irresistível desafio
Que leva cada um de nós
A partir nu e descalço
Em busca, não da verdade
Porém da capacidade
em demonstrar ao outro
Alguma espécie de virtude
Enquanto
a soubermos inexistente
e complicamos a oportunidade
em virtude
da sagrada humanidade
Presente
em cada coração
que houver no mundo
Usamos o argumento
da busca pela verdade
Como uma espécie
de pano de fundo
Que encobre a mania esquisita
a complicar qualquer caminho
e preferimos
e sempre preferiremos
Subir e descer montanhas
Quando a trajetória se apresentar
Como uma simples linha reta
Desprezamos
as tarefas mais prosaicas
Subestimamos atalhos
Queremos
protagonizar atos heroicos
Buscamos sempre caminhos
mais longos e mais difíceis
Atravessamos sem compaixão
A outros corações humanos
Sabendo que ali havia
Um caminho fácil,
e insuportávelmente florido
aguardando pela gente
na sua apaixonada superfície
Pois sempre haveremos
de nos sentir ofendidos
Com aqueles que buscarem
Atrevidamente
Gostar e tentar entrar
Na vida da gente
e quase que invariavelmente
Vivemos a vida seguinte
Sentindo uma imensa saudade
Edson Ricardo Paiva
Há sinais, que sós
A se deixar ficar
Pelos caminhos vão
A vida foram promessas
Essas
Foram quebradas
Muitas
Antes mesmo de ser prometidas
Mas somente a parte
Que me foi cabida
É igual mirar o Sol
Pra não ver sombras
O mundo equilibrado
Num barbante
Que no instante seguinte
Não parece forte
Difícil saber
Que desde o princípio
Essa previsível
ausência de força e de norte
Não podia ser sabida
A verdadeira escuridão
Que é viva e só
no pensamento
E cega tanto quanto a luz do Sol
Há sinais
Que vemos
Se estamos sós
E sinais que não se lê
Sigo sozinho
e sei somente
Impossível
Buscar em nenhum horizonte
A fonte de luz
Que poderá satisfazer
Plenamente
O monte de escuridão
Dentro nascida
Lento é o movimento
A palavra
Que não quer
E nem pode ser ouvida agora
Espera e depois ela volta
Um dia
O silêncio que se fez forçado
Há de iluminar mais claro e alto
do que todas as palavras juntas
ouvidas
ao longo da vida
Toda escuridão
Que nasce dentro
É fera
Que corrói o tempo
e dói a alma
de forma
Que um dia, lá no futuro
A voz que vem do escuro
desespera
e por isso ela grita.
Edson Ricardo Paiva.
No dia em que eu houver
De deixar ao mundo algo de mim
Pretendo deixar meu pior.
Desatar meus liames
Esquecer-me
De tantas mágoas e tristezas
E tudo que houver de nefasto
E tudo que houve de nefando
O melhor do lado ruim da vida
A tudo eu hei de abandonar aqui
Quando, enfim, eu tiver que partir
Pois é pra isso que serve a vida
Ela existe, pra que a gente viva aqui
A toda essa carga negativa
Que encaramos, que enfrentamos
Enquanto gente viva
Convivendo com gente assim
A carga é bastante pesada
Pra no fim, não levar-se nada
Eu rogo ao infinito que leve
O que houver de leve em mim
Pois o mundo empenhou-se tanto
Em tirar-me tudo
Eu deixo ao mundo meu pranto
Que é tudo que eu tinha
O que havia de bom
Não foi de interesse
No mais, minha alma é bem leve
E de nada ela serve pro mundo.
Edson Ricardo Paiva.
Não me alegra
Nem me traz alento
Chega e penso em me deixar
Não que isso seja uma regra
É só o preço da vida
Me contento
Tem dias que o pensamento carrega
Tem dias que é o vento
Sim, tem dias que venta ainda
Não me alegra, nem me alenta
Tem dias que arde o sol
Noutros caem folhas
E que a tarde cinza fica linda.
Edson Ricardo Paiva.
Quando o Mar finalmente secar
Quando o Mundo deixar de girar
Quando os pássaros não mais voarem
Quando os últimos olhos se fecharem
Quando a última Estrela se apagar
E Deus desistir de nós
Talvez eu finalmente compreenda
Que amei a pessoa errada.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas, ser feliz é correr risco, é viver intensamente, ser feliz é tornar autor da tua própria história...
Amar é fácil, difícil é deixar de amar. O tempo amenizar a dor. Novos sentimentos veem, mas nunca substituirá...
As águas de um rio não se tornarão potaveis, simplesmente por você deixar de despejar esgotos e lixos em seu leito. Do mesmo modo é o relacionamento!
Deixar de praticar maus comportamentos não vai restaurar a confiança e reacender a chama do amor. Para isso, é necessário remover os agentes tóxicos anteriormente lançados, e isso pode levar muito tempo.
Então se apresse! Assim como as águas, o relacionamento também pode morrer por sua negligência.
Entender a vida, por si só, é uma arte. É olhar a existência nos olhos, e deixar-se guiar pelas trilhas que o mundo provém. É saber distinguir cada passo, e compreender os desígnios do futuro para além das expectativas, mas como quem sonha e faz acontecer. É notar a si mesmo como elemento fundamental da própria história, e não como um coadjuvante que tudo vê. É permitir-se ser livre, mesmo dentro das amarras que as circunstâncias podem trazer. É compreender o próprio tempo, alinhando as arestas que delimitam a imposição do outro no nosso querer.
Entender a vida é uma arte. Ser autor dela também.
É nada, isso não é nada, o que vale é deixar ser levada.
Deixa-me ir te levando, levando quando vê: foi.
POUCA FÉ - POR CAFÉ.
Quero deixar para pagar os pecados no inferno, com a religião ou sem ela as pessoas continuam fazendo o bem e o mal. Assim também o perdão dos pecados não deveria existir, por estarem cometendo sempre os mesmos. O que deveria existir é uma forma de pagamento, mas sem essa de que vão pagar quando for ao inferno. Sendo assim fica mais fácil de pagar, inferno não existe mesmo. Às vezes até pagamos por um por outro pecadinho que cometemos, mas, aqui sabemos que tem sempre alguém defendendo alguém de todo tipo de pecado. Já esses outros pecados que não são condenáveis aqui na terra são bons de cometerem devido a mais uma incerteza da punição, até mesmo no céu pelo fato das religiões não terem nada certo sobre a formação da equipe de julgadores. Ó céus! Da me paciência já que não da nenhum entendimento sobre esse julgamento final. Já encontrei muita gente com uma ou outra forma de explicação tentando me convencer de suas pregações e das operações das maravilhas da fé. Talvez meu maior êxtase seja meu menor pecado, já embutido no sangue da criação supostamente divina. Já ouvi uma justificativa de que a fé não move montanhas e sim a palavra é que move, mas, ainda não sei que palavras e nem quantas palavras serão necessárias. Então eu poderia estar numa profunda escuridão, o que também não me convenceu. Ainda acho que orar em jejum é um grande pecado contra o corpo e a quem cometer deveria ser punido, Jejum é Jejum, Fé é Fé, pecado é Pecado. Café é Café. Creio que devemos abrir o coração não fechar a boca nem baixar cabeça. Outra coisa intrigante é a bíblia, já que para toda explicação dizem que as explicações encontram lá. Não entendo porque para todas as salvações e para todos os poderes só exista um livro chamado bíblia. Mas entendo porque é fácil de acreditar em contos e mitos, porque há sempre uma carinha boa de coitado, feliz, empático mostrando os caminhos e isso vem sendo contado na nossa mente desprotegida desde a concepção. Que para um bom entendedor meia palavra basta, mas, o problema é que mesmo com uma palavra inteira ainda não estou convencido das maldições divinas, nem das bondades dos demônios. Se eu mantiver meu cérebro protegido e deslavado certamente minha mente não me condena por um medo de demônio ou dos castigos dos deuses, aliás, quem mesmo castiga é Deus ou o demônio. Sendo assim já que nada me convence continuo pagando meus impostos a Cezar. Cezar sim é um cobrador de impostos. De a Cezar o que é de Cezar e nem queira saber a quem Cezar dará, para não cometer mais um pecadinho. É justo que cada um se defenda desses demônios supostamente ditos e encontrados invisivelmente atrás das cortinas de medo impostos em seu quarto obscuro. (A. Valim)
Penso que existo, é evidente que não, se eu deixar de pensar. Se eu deixar de pensar naturalmente não precisa de lugar algum.
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