O maior Gesto de Amor
Dizem que a vida é uma dádiva
mas para muitos ela se torna inválida.
Dizem que é o maior presente dos céus,
mas muitos escondem suas frustrações atrás de véus.
Se a vida é realmente uma dádiva, porque há tanto sofrimento?
Gente sem sentimentos, vivendo com base no medo.
Aliás, nem todos vivem, apenas sobrevivem.
Uma vida pacata, sem graça, uma vertigem.
Os dias são mais curtos, as horas passam depressa, e a sensação de inutilidade logo começa.
Ela se sobressai e, assim, aos poucos se desfaz.
Não há vida sem tristezas, não há vida sem dor.
Não há vitórias sem suor e sem perda de amor.
Talvez eu esteja sendo demasiadamente crítica ou esteja apenas passando por um período sombrio.
Mas acredito que boa parte disso vem do frio, dos calafrios e da sensação de vazio.
Não sei se acredito mais na vida ou no sentido dela.
Talvez eu esteja postergando, mas acho que estou pronta para partir dessa... Sim, com sequelas, físicas e mentais, dores do passado que não se abstraem.
A dor que fica é apenas as dos parentes, tristes e carentes.
Mas é algo entre eu e eu mesma.
É interno, está em mim e eu preciso colocar na mesa.
Agradeço até aqui, aqueles que me amaram e aqueles que me desprezaram em vão.
Tudo bem, eu não guardo mágoas, talvez nem eles saibam aonde estão.
Se magoei alguem, peço perdão.
Nunca foi minha intenção.
Deixo o mundo livre e sem muita importância.
Na verdade, talvez eu até fique na memórias de alguns, mas reconheço minha insignificância.
Fiquem em paz e não se odeiem.
Chega de dor e sofrimento, por favor, repreendam esse sentimento.
Aos meus amigos, desejo toda a sorte do mundo, mas acima de tudo, continuem fiéis e juntos.
A minha mãe deixo meu amor e minha eterna gratidão.
Você sempre foi muito sabia e sempre teve razão.
Não foi culpa sua, você deve ficar ciente.
Eu não estarei mais aqui em corpo, mas sei que em seu coração estarei presente.
Esse é meu adeus e a forma com que vi a vida ao longo desses anos.
Não é o melhor jeito, confesso, mas foi algo que fugiu dos meus planos.
Um jeito simples, mas profundo....
Afinal, precisa combinar com o meu eu atual, o fundo... do poço.
Fica a dica
E esse o nosso maior erro, porém não devemos desistir de acreditar nas pessoas. Pois o que realmente importa é o que fazemos é não o que os outros iram pensar.
Você não quer casar? Tudo bem. Seu maior sonho é casar? Tudo bem. Você quer apenas juntar os lencóis e viver sem nenhum contrato com seu parceiro? Tudo bem. Vocês querem casar, mas cada um ainda na sua casa? Tudo bem. Você quer ter filhos? Tudo bem. Você não quer ter filhos? Tudo bem. Você prefere demonstrar afeição em momentos específicos do que a todo instante? Tudo bem. Você prefere transbordar carinho? Tudo bem. Você prefere namorar 5 anos, morar junto 2, e só então casar? Tudo bem. Você quer casar com essa pessoa que conhece há 1 mês? Tudo bem também. Não, você não é fria(o), não é intensa(o) demais, você tem seu próprio jeito de amar e ser amado. Você não precisa dar ouvido as pessoas que te chamam de precipitada(o), de desesperado(a), de geladeira. É o SEU relacionamento, de mais ninguém. É a SUA vida, os SEUS sentimentos, só você sabe a facilidade que tem de demonstrar ou a insegurança nisso.
Relacionamento é entre duas pessoas - ou mais se for o seu caso. Mas o importante é que as pessoas envolvidas estejam felizes. O importante é que você encontre alguém que te aceite como você é, e que mude apenas se você sentir necessidade e não pelo incômodo dos outros.
Então foda-se. Foda-se se falaram que prefere não namorar uma geladeira, se preferem dizer que você os sufoca. Essa, esse, é você! Essa outra pessoa ai não servia pra você, não conseguiu ver além da superfície. Encontre alguém que mergulhe fundo em você. E que ame desde a superfície até o fundo.
A maior pobreza não é só um status social e sim uma distorção da personalidade do espirito humano de viver diante da extrema dificuldade.
Pastora de nadas no divã me deito...
Meu maior defeito, eu enfeito e esqueço...
O mundo bem sei nunca foi perfeito...
E ser condenada, eu sequer mereço...
Por meu existir tenho muito apreço...
Como me deixar ser excomungada?
Diante da injúria nunca me arrefeço...
Sigo sempre em paz... Fujo à presepada!
Meu próprio juiz sempre me absolvo...
Para quê por peso ao que já perdido?
Ordeno o rebanho e esqueço o inquirido...
Problema que exista, bem logo resolvo.
Meu hoje e depois, eu mesma governo...
Então abro a porta e ganho o mundo, a rua...
De salto, me enlevo, quero ir pra lua...
Deixo à minha sombra, o meu rastro eterno...
*São Demasiado Pobres os Nossos Ricos*
A maior desgraça de uma nação pobre é que, em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados. Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro e dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos «ricos». Aquilo que têm, não detêm. Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.
O maior sonho dos nossos novos-rícos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas. OMercedese oBMWnão podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas, muito convexos e estradas muito concavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza. Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade.
As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas. Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. Por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam. O fausto das residências não os torna imunes. Pobres dos nossos riquinhos!
São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma. O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam de ser sustentadas com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.
Mia Couto, in 'Pensatempos'
TODA OBRA É MAIOR QUE O AUTOR!
Tá aí o Bono, o Chico, o Roberto, etc, etc, etc, pra provar isso...
Talvez essa minha percepção, sirva até pra Deus.
O maior problema das pessoas é que, elas somente se propõe a fazer TUDO diferente, quando nada mais pode ser feito. Não é à toa que cemitérios estão cheios de flores!
CVV, ou seja Centro de Valorização da Vida, é o maior exemplo que existe
do que pode ser chamado de espírito de solidariedade e amor à vida.
Aplausos para seus voluntários.
Ósculos e amplexos,
Marcial
ENTENDENDO O QUE É O CVV
Marcial Salaverry
Por vezes, costumo falar sobre o humanitário trabalho executado por voluntários de alma privilegiada que estão prontos para, pelo menos escutar desabafos feitos por quem está chegando ao limite do desespero, os abnegados voluntários do CVV.
E assim, uma pergunta que muita gente faz é exatamente essa: O QUE É O CVV?
E para responder, vamos informar que CVV, é a sigla de uma das mais necessárias instituições que podemos ter... Significa CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA, que como o próprio nome indica, é onde se valoriza a vida, e assim, destina-se a atender as criaturas que estão chegando àquele limite de desespero, quase chegando a desejar apressar o fim de sua vida, e o atendimento é feito por voluntários que apenas são dotados de um enorme espírito de solidariedade, e vontade de servir a seus semelhantes, sem jamais procurar saber quem os procura. É necessário manter sempre o anonimato, para que que seja aqlgo feito de alma para alma...
Assim sendo, vamos prestar uma homenagem aos bravos voluntários da CVV, pelo trabalho altamente humanitário que desenvolvem.
Quem não conhece, não faz idéia do que possa ser a tarefa desenvolvida por essas almas privilegiadas que se dedicam a esse atendimento, que muito mais do que um trabalho, é uma missão. É necessário que se tenha uma vocação especial para o desempenho dessas funções, pois o voluntário tem que ter uma sensibilidade muito acurada, para poder avaliar o grau de desespero de quem busca uma ajuda, seja para um simples desabafo, seja para algo muito mais sério. Todos devem receber igual atenção.
Até mesmo se perceberem que se trata de um trote, deve-se dar a atenção adequada, pois atrás de uma brincadeira, talvez exista um drama real. Então há que usar-se, por vezes, um "fórceps" para extrair do consulente o que ele tem a dizer.
Li um poema escrito pela poeta Lydia Prando de Souza, homenageando aos CVVianos, e como é uma linda e merecedissima homenagem, vamos ao poema:
"SER GENTE
Lydia Prando de Souza
Gente que ouve e presta atenção.
Gente que ouve calada, do atendido, o clamor,
que mantém a serenidade, e o equilíbrio do amor.
Gente valente, que sente, do irmão, a dor.
Gente destemida que não se intimida.
Por ser voluntário, não recebe salário, até paga prá ser.
Gente que ama, que usa a cadeira em lugar da cama.
que vara a madrugada, no calor ou no frio, permanece
acordada, aguardando a sua voz do outro lado do fio.
Gente que lá fora brinca, ri e chora, que trabalha,
que luta, na busca do pão e do abrigo.
Gente que quer ser seu irmão, que quer ser seu amigo.
Ser gente?! Não, não é ser diferente! É ser igualzinho a você.
A diferença é somente, a de ser plantonista do CVV!"
Quantas vezes uma amiga voz ceveviana salvou uma vida, ao dizer "CVV boa noite, está falando com ....." e ouviu as queixas de alguém às portas do desespero, e conseguiu levá-la a mudar de idéia, dando mais valor à vida...
Para todos os plantonistas da CVV que lerem esta mensagem e este poema de sua colega Lydia, meu mais fraterno e amigo abraço.
Vocês merecem ter sua missão reconhecida e cantada em prosa e verso, pois decididamente não é para qualquer um desempenhar função parelha. Há que se ter um estofo especial, e uma alma privilegiada. E que Deus os abençoe.
Agora, crianças, por favor... mão esquerda... mão direita... juntem as duas e clap, clap, clap, merecidos aplausos para esse pessoal fantástico, e assim, todos teremos UM LINDO DIA. E se um dia precisar, não hesite em apelar para essa gente de alma iluminada que poderá atender seu apelo...
O profissionalismo flui com maior exuberância, a ressaltar uma qualificada equipe. Atitude precisas. Uma visão consciente em cada detalhe. Sem jamais descartar a responsabilidade das suas ações.
