O Homem Sensato e Insensato
Insensatez
Despe da tua sensatez
veste do meu amor
derrama do teu prazer
sacia meus desejos
me enlouquece
deixa sua marca
travada na minha alma
para que eu possa te sentir
quando o tempo te levar
para distante de mim!!!
Penso que para os insensatos, o trabalho é de todo ruim. Mas, para os sensatos, há proveito em todo trabalho.
Mel do Desejo
Buscar o insensato na sensatez.
Caminhar por entre rumos desconhecidos
sem ter a glória do infinito a seu favor.
Procurar por entre folhas um abrigo da chuva de verão...
Fugir dos caminhos pre-destinados do Bem e do Mal
Rasgar um atalho por entre as duas escolhas.
Cavalgar por entre as entranhas da vida
Sobrepor o sofrimento.
Fingir-se de morto
Morrer no aborto da estupidez humana
Sonhar um mundo perfeito
Vendo o amor sem defeito ou intrigas qualquer...
É assim pensar que amar é apenas um toque de lábios
Bocas Rosadas que se tocam
Transportando o mel contido nas línguas
Adocicado doce da paixão
Sabor efervescente, dormente...demente...Quente...
Compartilha-se preparando a essência do desejo
que de repente de um beijo
se transforma na cúpula dos corpos
que se entrelaçam fazendo o traçado preparado por Deus
que entre os homens se faz pecado
É a praga contida no beijo
Que leva a perdição viciosa
vicioso é o círculo pecaminoso escondido na saliva
e no roçar dos lábios molhados de mel...
Altos e baixos
Sãos e insensatos
Porém salvos e sensatos
Gatinhos e ratos
Dúvidas e fatos
Razões e portões
Claridade e tempestade
A voz algoz da razão
Os pés e as mãos
Na dúvida inquieta do coração
que clama por paixão.
Paixão resumida em pensamentos,alentos
Sonhos,idéias...
Idéias misturadas a realidade dos sonhos
mais insanos e infundados...
O Futuro De Uma Vida Não é Definido Por Um Acaso De Destino, Mas Por Escolhas , Sensatas e Insensatas , Sábias e Tolas , Iluminando Ou Escurecendo , o Futuro Final De Um Ser.
Quando a pessoa que você acredita ser sensata começa a achar insensatez em tudo que você diz ela deixou de lhe reconhecer e você ainda não percebeu
algum dia me falaram em lucidez insana,
em insensatez sensata,
nunca entendi, jamais entenderia;
eu colhia pétalas de estrelas
que caiam no terreno baldio na frente da minha casa,
a boca roxa de jamelões ou a língua azeda de tamarindo
que as safras me proporcionavam além da cerca de arame farpado;
eu ainda não tinha sonhos,
eu tinha a leveza das pipas e o mistério dos piões
e percebia o calor e as matizes da manhã,
extasiado com esses milagres sem perceber os seus efeitos,
mas para isso eu tinha os amendoins torrados ou confeitados,
tangerinas nas portas das quitandas
como um adorno mágico e perfumoso aos dias da minha adolescência.
Não se fazia projeto para a felicidade;
a felicidade estava nos sorrisos e nos olhares,
nas canções românticas que cantavam o amor
nas radiadoras das periferias, que alimentavam os sonhos
e a necessidade de sonhar; então eu sorria fácil
perdido nas divagações da minha mente,
leve e encantado com as cores dos balões
e o rebuliço aconchegante das feiras livres do meu bairro;
sua gente de olhares meigos e risos fáceis
nas manhãs luminosas que clareavam
os dias da minha adolescência e acalantavam os sonhos da minha vida
