O Dom de cada Pessoa
Um lugar visitado é uma fotografia viva de sensações que podem ser revividas a cada nova lembrança. Viva o agora, viva o simples. Viva o natural. Você existe e pode chegar onde quiser.
A realidade? Essa mulher de longas e trabalhadas tranças ... Tem que ser co-criada, a cada segundo, intensamente, solidamente.
Devemos ponderar nossos sentimentos, pois, 'para cada ação, sempre haverá Re-ação' ...Porém na precipitação, não demostramos firmeza na posição, e muitos acabam sofrendo por nossa contradição!!
Viva a vida ame mais seja gentil e viva cada dia como sé fosse o seu porque quem sabe pode ser mesmo
Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória
Nossa necessidade de estar no controle, de orquestrar o cenário perfeito para cada jornada de nossas vidas, gera ansiedade em nossos corações.
O futuro é um instante!
Cada próximo minuto, cada próximo passo, cada próximo pensamento e cada próxima ação. Porque focar em um futuro distante se o o futuro mais próximo é o que vem adiante?
Insta: @elidajeronimo
Então de súbito acordei;
Mas já não estava morto? E a cada tentativa de respirar era como morrer novamente
E eu continuava morrendo
[Respirando... Eu tentava viver
E como quem já estava morto eu não entedia
Doía de uma forma diferente; era como leva facadas na alma
[Ter a alma dilacerada
E mesmo assim eu continuava a tentar mais uma vez viver
Ora! Eu só queria achar meus sentimentos e senti-los mais uma vez
Antes que meu cadáver apodreça novamente, antes disso tudo eu queria sentir
E quando descobri onde se guardava os meus sentimentos
E quando eu pude sentir... estava vivo mais uma vez
[Estava morrendo
Os sentimentos me machucavam de uma forma mais profunda
Se respirar já doía; sentir de volta meus sentimentos era como estar ardendo no fogo do inferno
E queima mesmo eu sendo um cadáver
Ainda dói no peito
Ainda arde algo dentro de mim
E como de súbito alguém surge para viver;
Da mesma forma esse ser se desfaz ao vento
Eu queria continuar aqui
[Eu só queria sentir
Mas isso tudo me custou tão caro
Tão caro para um cadáver...
[Tudo isso era de mais para mim
Ora! Era eu apenas um cadáver
Tentando ser o que ontem não fui...
A vida nos prega peças. A vida nos prende em peças. Com janelas e paredes grossas. Cada vez mais fortes sem vontades nossas. Você está trancada sem a chave. Já não consegue mais ficar suave. Já pensou como é o mundo lá fora? Um dia você vê, vai chegar sua hora.
Estamos em uma viagem, e cada paisagem é mas interessante da que ja passou, mais as que amamos nunca esquecemos.
Nos arranjos da minha poesia cantei
Nos arranjos e notas de mim
cantei cada poesia que fiz!
Ao passo vi um concerto
explanado num canto,
de mil passarinhos!
A orquestra tocou,
as luzes do sol
o dia, coroou...
mas, sem ti...
sou eu tão só
feito um galho seco
ao sucumbir ao pó!
Nos arranjos e notas de mim
também cantei
cada verso na rima que fiz..
O pulsar do meu coração
sem som, sem você...
sou a procura eterna da dor!
Mas se eu for dispersando
no meu pensamento em sua direção
seria minha poesia em canção,
mas a orquestra que tocou,
a dos passarinhos também voou...
E eu ...continuei quase sem voz,
sem você no meu caminho,
feito agora os sons que caem
em pétalas sob os raios do sol...
a cair espalhando feito neve no chão!
E o meu silêncio espalho nos ares
e me desmancho em pétalas de flores
com desespero em meu canto te amo,
assim coloco no meu coração
algumas pétalas em prismas de cores!
Sem cobertor
Culpados ou não?!
Abram as portas,
Deixem-os livres.
Cada um carrega consigo sua própria sentença.
Uma vez,
Duas ou mais vezes, quem sabe um dia confessarão.
Talvez digam que estou generalizando a cruel condenação vinda de um tribunal justo ou injusto, julgamento no tribunal da emoção.
Mas não é isso que estou aqui citando.
Fizeram-me de prisioneiro do amor.
Tive provas das mais doloridas;
Tive medo, tive frio e calor;
Tive ódio e tive pavor;
Tive o que não desejo nem para o pior dos inimigos.
Naquela e nessa vida, ainda sinto as marcas das chicotadas.
Dirigia só aquele carro, no meio de um deserto e numa tremenda solidão, ouvindo aquela música romântica que me lembrava alguém.
Música aquela que
Fazem quaisquer olhos inundar nas poças salgadas que vão ferindo até a face.
Parei o carro, para tirar algumas fotografias daquelas lindas paisagens.
Uma caboclinha tirana ia passando ali ao redor.
Moça valente,
Parecia ter medo dessa tal gente que se diz ser civilizada.
Ali o orgulho caiu e os joelhos feriram-se no asfalto daquela jornada.
Acenei...
Com frieza, me disse que não sou adequado para aquele tipo de quadro, no nobre sertão onde a saracura berra e a boiada pia no grotão.
Era de tardezinha.
Ela carregava uma lata na cabeça cheia de roupas lavadas no ribeirão.
O por do Sol era deslumbrande, e naquele momento aconteceu um beijo implorado.
Chegou a noite,
As roupas daquela lata ficaram esparramadas pelo acostamento daquela viagem, onde tive surpresas inesperadas.
Por causa daquele beijo,
Em meus braços de repente ela estava,
Aos meus cuidados por duas horas ou mais.
Estivemos ali juntinhos, sentindo pele com pele, como um romântico casal de namorados.
Adormeci!
Quando acordei, me despedi daquela fransina menina meiga, bela e ao mesmo tempo grotesca.
E não mais a vi.
Levantei-me todo molhado e a garoa estava fria naquela região de cerrado.
Batendo queixo....
Era um sonho perturbado meu, em um inverno gelado.
Quando acordei de fato,
Vi que era o cobertor que estava fora de mim, jogado naquele chão de laje congelado.
Fim.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que voa.
