O Copo Nao esta meio Cheio
É na madrugada com o copo de whisky e com o velho cigarro que transformo o movimento da fumaça na canção dos tempos que já passaram.....
MINHA BOÊMIA
Boêmio,
Que anda sem pressa,
Sentindo o chão,
Peito aberto e o copo na mão,
Gole de cana,
Verso sagaz,
Vagando no mundo,
Querendo mais,
Beijo na boca,
Esquina qualquer,
Sem hora marcada,
Gostoso o riso,
Cheiro de madrugada,
Coração sem tranca,
Rolê é poesia,
É andança...
Entre paredes e silêncios
Encosto a alma no concreto,
como quem pede licença ao dia.
O copo pesa menos que o pensamento,
mas mais que a ausência que me visita.
Fecho os olhos, não por cansaço,
mas por querer ver o que não se mostra.
Há um mundo atrás das pálpebras,
onde o tempo não exige resposta.
A camisa branca guarda segredos,
como se o tecido soubesse demais.
E os muros, cúmplices mudos,
não perguntam, apenas me deixam ficar.
Não é tristeza, tampouco paz.
É esse meio-termo que me veste,
feito sombra que não quer ser noite,
mas também não se atreve a ser luz.
A visualidade da aparencia é bebida como o ultimo copo d'água.
É uma luta constante para mostrar ao outro uma imagem que você nega a si mesmo.
'ABELHAS'
Sob a mesa amarroada,
abelhas polonizam a carne crua.
Zumbidos ao redor de um copo caído parece infinita cena.
Embebidas com o cheiro acre,
destilado,
decalque...
Próximo a elas,
papéis jogados,
acolhendo a letargia de algumas,
veemente saboreando seu pedaço de carne.
Asas parecem bater mais fortes,
volúpias,
vaidades, ...
Para onde fora o própolis?
Sem significado,
os papeis sofrem:
abelhas já mortas,
sem voo,
empalhadas pelo próprio 'mel' que criara.
Vilipendias,
caminham lentamente na emoção...
Parado na reflexão,
a casa de palha observa-me petrificada.
Serás casa nos dias que virão?
Ou apenas lembranças de rodas dentadas?
Tudo será abelhas,
engrenagens?
E em meio a tantas,
sopeio as que ainda restam.
Mas outras voam sem rumo,
sempre a procura,
carnes cruas,
colmeias...
Estás com o veneno na garganta pronto para ser vomitado em alguém, por favor beba um copo de cerveja e arraste tudo para o estômago mas não se esqueça do antídoto antes que morra do teu próprio veneno.
A vida é como
a água e o copo.
É preciso enchê-lo
todos os dias.
O copo é para todos.
A qualidade da água
é uma escolha pessoal.
As memórias afetivas se escondem em objetos sem nome. Um copo, uma folha, um bilhete rasgado. Eu os encontro e reconheço, aqui vivi. Eles não falam alto, apenas lembram com calma. E eu, como bom ouvinte, aprendo.
- E quantas mãos você tocou?
Depois de um doce vem sempre um copo d’agua
E o sal grita para ser devorado.
E quantas bocas você beijou?
Depois do arroto vem sempre uma desculpa
E um sorriso pior que o outro
E um novo gosto de amargura.
E quantas noites você dormiu?
Depois das vidas longas
Vem sempre as mortes curtas
E uma saudade imensa de tocar mãos.
Eu queria para hoje coisas simples. Um copo de suco de laranja, algumas torradas e olhar para o seu rosto amassado ao levantar da cama.
Você me afunda em seu prato fundo
E me deixa quente.
Mistura-me em seu copo de vodka
E me deixa fria
Lambe o gelo e me delicia
Cospe fora me provocando
Cola-me no corpo e nos corroemos
Feito ferrugem mal comida
Você se precipita e acerta
Atira-se e começa...
A me deixar quente
E cospe e engole e se delicia
E age naturalmente
E fingi que é decente
E eu finjo também ser
E mais uma vez você
Afundar-me no seu prato fundo.
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